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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

S.O.S. - Haiti



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Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


HAITI

2010 - Tristes Temperados


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do KAOS


2010  é o ano do ajuste de contas. Com a maior desfaçatez, um dos responsáveis pelo pântano em que estamos, um tal de João Salgueiro, foi-se encostar ao Saloio de Boliqueime, a dizer que "os Portugueses têm direito a saber a verdade". Também concordo, mas não é de agora: deviam ter sido informados, ao longo do tempo em que os Fundos Estruturais e Comunitários foram desviados, em que se fizeram todas as trafulhices económicas e financeiras, em que se destruiu o tecido agrícola e económico, se criaram os BCPs, os BPPs e os BPNs, e se passou a pairar numa vaga prestação de serviços, entre "Freeports" e Robalos, área na qual também somos incompetentes, por falta de habilitações, excetuadas as profissões de sapateiro, arranjador de bainhas, e mulher de esquina. Tudo o resto são ficções, desmoralizadoras, e com a fatura, já em Janeiro, à nossa espera.
Não espero grande coisa de 2010. Por razões circunstanciais, ainda não será este ano que a personagem "Arrebenta" arruma as botas, por mais saturado que esteja dela. Com simpatia, o "SOL" distinguiu-a como o "Blogue da Semana", o que apenas valida o que já se sabia e os nossos contadores indicam: há uma imensa massa de Portugueses que se não revêe no discurso oficial, e, muito menos, nas palavras castradas do politicamente correto. Há, nos momentos críticos, que ter coragem para chamar os bois pelos nomes, e nós chamamos, e não é de agora.
Tecnicamente, estamos com problemas, não de imaginação, mas de limites da capacidade informática, como já aqui foi referido: esgotámos as etiquetas ("labels") que o Blogger permite para cada blogue, e, ou continuamos a rodar em torno das já usadas, ou passamos para outro espaço, o que já não era a primeira vez que nos acontecia, embora por razões diversas, que o Tempo já apagou.
De todos os modos, o "Braganza" vai continuar, neste endereço, ou no lugar do lado, e -- e aqui está a novidade -- brevemente vamos desafiar a Sociedade para uma nova cruzada, que será desenvolvida num espaço autónomo, tal como o nosso antecessor, o Blogue Eleitoral, "The Great Portuguese DIsaster", que lutou obstinadamente contra a eleição do flagelo Cavaco Silva, para Belém.
O novo blogue, de 2010, abrirá, mal o alcoólico Manuel Alegre, também conhecido pela Rã que queria ser Boi, decida candidatar-se a Belém. Aí, nós avançamos também, para o impedir de lá chegar, do mesmo modo que apostaremos numa não reeleição da Vergonha de Boliqueime.
Sim, eu sei, a tarefa será árdua, mas há muitos que pensam como nós, e esses serão chamados, porque nós gostamos de ser um Clube de gente de Difíceis Desafios.


Bom Ano :-)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Na Morte de Lévi-Strauss


A Lévi-Strauss devo uma fatia importante do meu imaginário. Quando, na Universidade, me perguntam se devem ler Saramago, respondo sempre com pergunta recíproca: "por acaso já leu Proust, Michaux, ou Lévi-Strauss?... Se não, recomendo-os, já agora, se quiser, a par com Álvaro de Campos, e o Almada Negreiros, da fase futurista.
Lévi-Strauss retirou-nos do nosso Europeísmo campónio, levando as mais altas criações do nosso pensamento, o Estruturalismo, por exemplo, para os Trópicos, e essa foi uma justa contrapartida, devida ao rumor dos mitos dos nossos Povos ainda silvestres.
Amanhã, com um pouco de tempo, voltarei a acariciar as suas "Oeuvres", na Pléiade: é um daqueles excelentes momentos em que o luxo do suporte está exatamente à altura do texto. São 71 €, agora, enfim..., depois dos 64 € do lançamento.
Nenhum dinheiro paga estes Gloriosos Trópicos, nem esta Grandiosa Escrita.

domingo, 12 de julho de 2009

Gonçalo Ribeiro Telles apoia o cozinhado entre "A Chamuça" e o Zé que, nem à mãe, nem à mulher, nem aos filhos, dele faz falta...


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PARE LER NO "PORTUGAL DOS PEQUENINOS"

terça-feira, 17 de março de 2009

Sua Santidade Bento XVI acha que a Sida, em África, não se combate com preservativo, e tem toda a razão


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Desta vez, o criminoso da Juventude Nazi tem toda a razão: se pusessem lá máquinas destas, o escarumba roubava logo, para arrumar as peças de coleção da Vista Alegre.

sábado, 14 de março de 2009

Cidades inteiras descendo avenidas

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem KAOS
Parece, não vi, estava hoje a passajar meias, que veio uma cidade inteira pela Avenida da Liberdade abaixo.
Neste país, cheio de dementes e de sinais contraditórios, ver 200 000 na rua deve ter tido, sobre os restante eleitores, o efeito típico: se o homenzinho consegue pôr infelizes tantos destes é sinal de que está no caminho certo, ou, como dizia o Zé Gil, sendo a nossa matriz profunda a Inveja, se Sócrates conseguiu arruinar a vida a tantos milhares, a massa silenciosa das bancadas deve ter adorado, e pensado, "o homem é mesmo bom, merece uma segunda maioria absoluta, para os poder "infelizar" ainda mais".
Tê-la-á, e é justo.
Isso é um pormenor.
Gracioso, na zona do diáfano e do inefável, é ouvir coisas extraordinárias, como Carvalho da Silva a dizer que já havia pessoal a ganhar 65 €, ou lá o que era, por mês. Pessoalmente, conheço quem ganhe 2,5 € à hora, e trabalhe, ou finja trabalhar, três horas por dia: é o chamado Trabalho Chinês, e isto porque o "Engenheiro" ainda não se decidiu a visitar o Bangla-Desh, porque lá, um euro por mês dá para comprar um mão de arroz e um sudário, para enterrar logo no dia 31. A Civilização é uma coisa linda, e começou, parece, no Crescente Fértil, para imediatamente se estender aos focos de fome e de miséria do Burkina Faso, de Angola, do Sudão e da Somália, daqueles que me lembre, porque parece que há países onde o jornalista chega a morrer de fome antes de ter tempo de dar o último suspiro da notícia na televisão.
Goelas a mais no Mundo, e da espécie mais inútil que o ADN criou.
Tecnicamente, estamos a viver uma das maiores palhaçadas da nossa História, eventualmente, a última, já que, como alguém disse, a profecia de Afonso Henriques, que já levou, no séc. XV, a que debandássemos de aqui, em massa, poderia estar prestes a concretizar-se, e nós tornarmo-nos num estado tão inviável como Timor-Leste, catanadas e petróleo àparte. Irá lá ser para o terceiro mandato de Aníbal e a quarta maioria absoluta de Sócrates, mantida com apenas um voto, o de Manuel Alegre, que terá de passar o tempo todo, como sempre fez, a dizer "SIM", no Parlamento.
No fundo, toda a História de Portugal se resume ao microcosmos da Rua Braancamp, sobretudo nas noites de lua nova, em que se apagam os candeeiros, e só se ouvem grilos e chitas a roçar nas moitas, é então que, ao mesmo tempo, a Jeová e a Isabel acendem a lanterna, chapão de luz na cara uma da outra, e as frases do costume, "ai, és tu, Jeová, a envenenar a erva, para matar os cães!...", e a outra a meter-se para casa, com a cauda entre as pernas.
Há uma dor profunda em Dona Adelaide Pinto de Sousa, que é ser obrigada a sair de casa, sempre que o filho recebe "visitas": o prédio é novo, mas as camas são antigas, e uma canzanada de venezuelano é uma coisa que faz chinfrim, tipo os batuques dos zés-pereiras. Há um ciclo na noite em que se percebe que se estão a enfiar chouriços no cu, e não são da CGTP: são de quem calha. Começa aí o calvário e a amargura, e a mãe, com o coração dolente, desce as escadas, cumprimenta o polícia, e começa a descarga do 605 Forte nas ervas. Freud chama a isto "sublimação", mas para quem já viu os canídeos, de patas para o ar, a ganir e a espumejar pela boca, creio que nada tem de sublime, mas a cada um o seu chouriço, e a velha há-de levar, quando o seu coração for pesado, perante Anúbis e Osíris, o Senhor dos Mortos, uma pena capital, por ter dado guia de marcha a tanto lulu ali da rua.
Chega a chamada Hora da Câncio, em que ela vem, despenteada, à janela, e pergunta, aos gritos, ao polícia, se já pode descer, e ele, "faça favor, minha senhora,, porque o prédio inteiro já pensa que isto foi consigo..."
Maravilhoso, e é isto que eu vejo de salutar, enfim... pensando bem, acho que não... é ouvir o Jerónimo de Sousa citar a Ferreira Leite, e vice-versa, o que até poderia ser um sinal de maturidade democrática, mas não é: é a cena final dos salva-vidas do "Titanic", em que, no meio do "com licença, com licença", onde toda a maldade humana foi muito além do que Dostoievsky pôs nos Karamazov, nos vemos subitamente obrigados a sentar ao lado dos mais imprevisíveis passageiros.
200 000 Portugueses desceram hoje a Avenida da Liberdade em regime de salva-vidas do "Titanic", coisa boa, porque se diluíram as divergências das seitas, e se percebeu onde, quem era, e como operava, o Inimigo. Faz lembrar o tempo do Maior Português de Sempre, e é magnífico ouvir as sintonias entre o PNR, os Integralistas, passando pelo Caldas, São Caetano à Lapa, os Comunistas e o Bloquismo. De fora, só fica mesmo Alegre, sempre sozinho, a esgatanhar-se e a tentar dizer "Não".
Parece aquelas virgens que tanto se guardaram que acabaram desdentadas, a fazer bordados para os netos das outras.
Manuel Alegre, ou se cuida, ou acabará a enfiar chouriços no cu. Pesa-lhe, na consciência, o descalabro que foram as últimas Presidenciais, em que, à pala dele, do Soares e do Aníbal, vimos todos os horrores, que já deviam estar sepultados, aparecerem, no palco, como novidades.
Viu-se no que deu a novidade.
A outra novidade é que isto está realmente mal, e começámos a mergulhar na Pós-Prosperidade, preconizada pelos Profetas de Bilderberg: um mundo obsoleto, desativado, inculto e brutal, um "Blade Runner", com a agravante de ser, entre nós, rodado na Quinta do Cabrinha. Não haverá, porque nunca tivémos, grandes tiradas finais, exceto uma, do Fado Alexandrino, que me ficou para sempre na memória, "a Mulher quer, o Construtor Civil escuta, a conta cresce", enfim, pressupondo que a obra entretanto nascia, e havia um enjaulado de 50 anos de crédito em redor de um barracão de merda, coisa que também se extinguiu.
Esse mundo está para ficar: amanhã, todos ganharemos 65€ por mês, e sonharemos com idas a Badajoz, com cartas de despedida e testamento, como no tempo do Almeida Garrett. Vai ser maravilhoso, isto é, a não ser que alguém se passe, como o meu herói do momento, o TIM K., que, na Alemanha, resolveu começar a matar, só por matar. A degenerescência do tecido social para tal aponta, e eu, que estou de malas feitas para Paris, já não excluo a porcaria de ser apanhado num fogo cruzado, lá, aliás, como em qualquer recanto do mundo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Antes do Sambódromo Mundial, Hussein Obama já ocupa o seu lugar no Sambódromo do Rio (Cortesia SIC)




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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Nota da Administração

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"The Braganza Mothers" continua a ser um espaço divertido: somos como a Maria João Avillez, por aqui já passou tudo até os elétricos.
Acontece que, como por aqui, realmente, passa muita coisa, não há tempo a perder com minudências. Nos últimos dias, as caixas de comentários têm-se tornado num espaço bastante cómico, nomeadamente, com o pretexto de dois vídeos ridículos, colocados no "Youtube". Para quem nos tem acompanhado, ao longo destes anos, adoramos vídeos ridículos. Gostamos menos, quando se descobre que têm por detrás o dinheiro dos nossos impostos, mas paciência, isso é uma investigação para jornalistas, que poderão lançar o tema para o debate público, onde seria francamente salutar: a tarefa não é para nós, que apenas alertámos para o escândalo, e aqui cessámos o nosso papel.
Somos um país estranho: ganhamos fortunas em "Cultura" e não conseguimos que nada, senão franjas, sob essa designação, atravesse as fronteiras, se exceturamos a peregrinação das capelinhas, aquelas que o pior Juiz da Estética demole, ano após ano, década após década, século após século, remetendo-a para o Ruído da Criação.
Há uma síndroma de desfocagem, gerada na própria entropia da História da Arte, quando lida retrospetivamente, que é a de se pensar que aquilo que hoje chamamos o Espírito do Tempo já era o Espírito do Tempo de quem lhe foi contemporâneo. Eu explico: para o público incauto, eras como o Cubismo, Picasso, Pollock, sobretudo Malévich -- pobre Malévich... -- ou o desgraçado Artaud, para já não irmos a Sade, ou a uma multidão de desgraçados que viveram afundados no génio e na pobreza, são muitas vezes identificadas como períodos em que o público consumia aquilo que a cronologia deles fazia contemporânea. Isso é totalmente falso: no tempo de Picasso, ou de Van Gogh, o que a multidão adorava era uma plêiade de nomes esquecidos, os nomes da moda e da Academia, que nem sombra deixaram entre nós, e felizmente, porque no campo da CRIAÇÃO, coisa extremamente frágil, não existiam.
É mau haver um país onde se vive de balões artificiais de subsídios. Esta pseudo-polémica serviu para alertar os nossos leitores, sobretudo os da Comunicação Social, que diariamente nos consultam, para um fenómeno porventura mais perverso do que os escândalos dos BPNs e coisas afins, que são aqueles fluxos contínuos do dinheiro do contribuinte para bolsos de só deus sabe quem, com o pretexto de financiar, enfim... "Arte".
Há um princípio, que vem de Oscar Wilde, que diz que a boa arte não suporta explicações, ou é boa, ou, se precisa de ser explicada, não é Arte. Por isso, a boa Arte também não se financia, faz-se, e uma vez feita e destacada da imensa massa de lixo "cultural", pode, então, apoiar-se. A isso chama-se Politica Cultural, coisa que Portugal, ao contrário das nações civilizadas, não tem. O subsídio, o momento mais baixo do compadrio, raramente elege o relevante, e debruça-se, morosa e demoradamente, "as nauseam", sobre o fraco, o fraquinho e o à justa.
O problema é bastante semelhante à decapitação dos talentos, na Política: para que um medíocre possa ocupar o Topo, é necessário que vá hierarquizando, por ordem decrescente de "faiblesse", o talento, porque o surgir de alguém iminente, imediatamente poria em risco toda a frágil pirâmide de "fakes" e fantasias. Ou seja, um medíocre de topo tem de apoiar gente cada vez mais medíocre, que possa colocar abaixo de si. O culminar de tudo isto, que não é mais do que uma apoteose negativa, é o declínio cultural de todo um País que já foi grande e outrora ditou modas ao Mundo. Culturalmente, tornámo-nos num subproduto dos dejetos americanos, e dos restos que os Franceses decidiram deitar fora. Somos a vergonha da Península, o motivo de paródia de "nuestros hermanos", para não ir mais longe. A tática é sempre a mesma: como não suportamos o contraponto da oposição, e vivemos imersos num narcisismo de subúrbio, tapamos tudo, crítica de arte, canais de comunicação e concorrentes, e, sobretudo, evitamos o Exterior.
O Exterior, ao longo da História, foi-nos sempre insuportável, porque nos dava uma bitola da nossa insustentável mediocridade.
O tempo presente faz-me sempre lembrar um meu professor de História de Arte, que, em pleno Modernismo Brasileiro, contava que nós enviávamos, para a Bienal de São Paulo, umas abóboras novecentistas, pintadas num topo de um telhado (!). Passaram trinta e tal anos sobre o fim do Estado Novo, e estamos em pleno Estado Velho: continuamos a enviar para Berlim e Veneza as mesmas abóboras, mas agora disfarçadas de opacidade, pretensões e vozes enjoadas.
Ah, um pormenor: Andy Wahrol dizia que todos teriam, um dia, direitinho a uns quinze minutinhos de fama. Nós fomos mais generosos, deixámos que o nosso espaço servisse, nas caixas de comentários, para o espojar de tristes realidades. Esse período de tolerância terminou inexoravelmente, às 00.00 h. de 21 de Janeiro de 2009.
É a vida.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

E a visita do dia é... Moçambique a querer aprender como se fazem eleições à moda de Angola


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Protesto Gráfico

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