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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Um pouco mais de Magnésio, por favor...

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do KAOS
Não, Lurdes, não. Tudo menos Lurdes... Este blogue pratica uma política pública de não-profanação de cadáveres, e considera criminalmente punível qualquer acto de necrofilia. Passemos, portanto, aos abutres.
Os abutres já não são o que eram: houve um tempo em que a sua função natural era o devorar das carcaças de outros mortos, mas, dadas as alterações climáticas, o aquecimento global, o buraco de ozono, as emissões de PVC -- acho que é assim que se escreve, ainda ontem fiquei cheio de remorsos de ter atirado, às 4 da manhã, um frigorífico velho pela janela do 5º Andar do meu estúdio de Pintura, só Deus sabe se aquilo não terá contaminado a Atmosfera. Barulho, pelo menos, fez ... -- e, portanto, os abutres sofreram uma mutação, e, em vez de devorarem carcaças, comem agora os vivos.
Há um Abutre Primeiro, que se chama Aníbal de Boliqueime, e insiste em ser um Américo de Deus Thomaz.
O Partido Socialista, numa rota de suicídio histórico, resolveu afrontar o Abutre-Mor, e tirar-lhe poderes que Aníbal de Deus Thomaz detinha sobre os Açores. Dos Açores sei pouco, sei que tinham a sua rede local de pedofilia, que continua intacta, como, aliás, em todo o País, que fica lá as Base das Lajes, por onde já passou -- permitam-me um pequeno poema, já muito repetido aqui, mas que comove sempre -- assim como o outro disse que o Binómio de Newton era tão belo como a Vénus de Milo, também eu gosto de repetir, com uma lagriminha no olho, que a Base das Lajes é como a Maria João Avillez: já por lá passou tudo, até os eléctricos (e o Kaos e a Kaotika, se me não falha a memória...)
Ora, o incomodado foi o Abutre-Mor, naquelas inaugurações de Presépios que anda a fazer pelo País Real, quando lhe caiu em cima uma chusma de Professores em fúria, e fez -- coisa comovente -- o mesmo gesto de Carlos Cruz, quando saiu da choldra: um dedo a passar à frente dos lábios, em sinal do "não posso falar", e apontou para cima, suponho que para São Balaguer, já que no mastro não estava nada.
(Este é um àparte sobre mais uma vitória da Blogosfera: a infame bandeira de croché que estava hasteada na sacada nobre do Jardim do Palácio de Belém já foi arriada, e suponho que não a voltaremos a ver. Parabéns aos que se bateram pela causa do não achincalhamento dos Símbolos Nacionais: já temos tão pouco, ao menos que se respeite o pouco que ficou, tanto mais que não precisamos de ter permanentemente hasteada uma bandeira de croché, para saber que o Palácio de Belém é habitado, em permanência, por uma Sopeira e pelo seu Consorte).
Continuemos pelos abutres fora: José Sócrates, que já está na fase de ter conversas privadas com Deus, promete um ano de flores (!), para os Portugueses que conseguirem chegar a 2009.
Pelo que entreli na expressão de pânico do Pargo das Finanças e pelo que sei que se está a passar lá fora, suponho que será uma coroa de... flores.
Vai ficar bonita no 6º Homem mais bem despido do Mundo.
O abutre seguinte é Lurdes Rodrigues. Tinha prometido não falar dela, mas aproveito para um pequeno remoque, já que houve uma notícia que teve um lapso: ela diz que "O Ministério da Educação não aceita Ultimatos", quando, na realidade, queria dizer que a Equipa da Educação estava a chegar ao fim do seu Último Acto. Brevemente, vai ficar com mais tempo para cozinhar e para ir aos Concertos da Gulbenkian. Suponho que, de cada vez que seja reconhecida, vamos ter um novo instrumento na Orquestra, o Bombo Lurdes Rodrigues, apodada e insultada por todos quantos a reconhecerem em público, e não são poucos os que a odeiam naquela, e noutras, plateias.
Os outros abutres são os bancos. A cena seguinte é verídica, e aconteceu, ontem, com o nosso colaborador e amigo Laura "Bouche": foi ao balcão do Montepio, e quis levantar dinheiro seu. Imediatamente foi informado de que a esse levantamento estava associada uma "comissão" (!). Para quem me conhece, já pode imaginar qual teria sido a minha imediata reacção, "ah, está associada uma comissão!?... Pois, então, aproveito a boleia da comissão, e levanto já tudo!..."
Isto remete-nos para outros abutres. Quanto ao que a mim respeita, apenas conhecia o BPP por estar instalado, ali, ao pé da "Buchholz", livraria que há muito frequento, e que me ficou intimamente ligada, aliás, não a mim, mas ao meu autor, quando, há três anos, um email dele, errático, desencadeou um processo bola de neve que a salvou da falência. Portanto, quando subitamente me aparece um BPP com um tal de Rendeiro sucateiro, a publicar livros, e a dizer que aquela merda geria fortunas, imediatamente tirei o cavalinho da chuva, já que as minhas fortunas são outras, e, nunca, por nunca ser, ali estariam.
Tudo isso é pano para mangas, como o Caso BPN, e, daquela América de quem usualmente tanto mal se diz, vieram as soluções draconianas: eram os 22 maiores Bancos e estavam para falir?... Pois que se amanhassem. Por cá, tanto se há-de esticar a corda que a coisa vai estoirar de um modo vai baixo e num som de traque obsceno, mas logo se verá.
Nas nossas mãos ficará, caso se concretize o escândalo de pôr os contribuintes a salvarem um Banco de Fortunas, o desafio de um puro acto de insubordinação civil e de intervenção cívica: imediato levantamento de todo o dinheiro que tenhamos depositado nas instituições bancárias que se prontificarem a apoiar esse ninho de ratos.
José Sócrates, que fala com Deus e com aquela que concebeu sem pecado, Lurdes Rodrigues, anunciou mais não sei quantos milhões para salvar a indústria automóvel (!) Eu nem sabia que tínhamos indústria automóvel, já que a única coisa que sei é que é cá que se aproveita a mão de obra barata para montar modelos estrangeiros. Portanto, mais não sei quantos milhões, aparentemente, para salvar postos de trabalho, mas que não estão livres de, uma vez salvas da falência, irem deslocalizar esses postos de trabalho para a generosa China, onde as crianças trabalham, até ficarem sem as pontas dos dedos.
Paradise.
Mais pragmática, a malfeitora América -- não é de lá que, para um certo pendor "esquerdista" europeu, vêm todos os males?... -- tomou uma medida que considero gloriosa, aliás, em meses e meses, a única que me despertou um sorriso: os patrões da Ford, da General Motors e afins, foram, em jactos privados, numa romaria do ó, meu, ó, meu, salvem-nos lá com os dinheirinhos públicos!... O Congresso, simpaticamente, e até porque, para além de serem ícones do nosso imaginário de Aldeia Global, lá lhes disse que sim, mas com contrapartidas: primeiro, confiscar-lhes, imediatamente, os jactos privados; segundo: pô-los a receber, administradores, 1 dólar por mês.
Dessem-me cá poderes, e, amanhã, fazia já o mesmo ao Constâncio e a toda essa penosa Corja que nos arruinou.
(Edição conjunta no "Arrebenta-Sol" e no "The Braganza Mothers" )

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