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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Bininho...



Albino Almeida Presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais. in A Página


"Pela negativa marcou-me um professor que me ensinava Francês no colégio. Era excelente em termos de competência, mas destaco-o por ter sido protagonista de uma cena muito violenta. Agarrou um colega meu pelos cabelos e bateu-lhe com a cabeça três vezes no quadro. Tudo porque ele se enganou a escrever uma palavra quando estava no quadro a fazer um ditado. Isto aconteceu antes do 25 de Abril de 1974."


Comentário:


Não era nada excelente, era péssimo, se fosse bom tinha-te esfocinhado essa tola contra o quadro até a porcaria que lá tens dentro ter escorrido por baixo da porta...



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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Será este o nosso fado?


Confesso que a minha estupefacção ao ouvir um tal Manuel Valente, Presidente da Federação das Associações de Pais do Porto, é mais do que as minhas pobres palavras conseguem exprimir… Contudo, das declarações que ouvi emanadas de tão insólito personagem, creio dever salientar algumas ideias.
A primeira é que se tratou de um caso encomendado, pois não saberá o Manuel que casos graves de indisciplina, muitos bem piores do que esta parvoíce, são o quotidiano das nossas escolas? Está muito mal informado, não é preciso encomendar situações destas, elas são naturalmente abundantes.
A segunda é que se tratavam, veja-se o português: “os alunos, numa situação destas, são alunos de qualidade,” eu sugeria, no mínimo, o adjectivo duvidosa… mas, ok, que sejam repreendidos e que prometam não voltar a usar armas falsas.
A última e a minha preferida, é que os telemóveis deveriam ser proibidos no espaço de aulas. Ora, como o Manuel também é Valente, eu sugeria que ele fosse às escolas tirá-los aos alunos… Gostava de ver como é que ele o faria… colocava-se à porta da escola e, depois de revistar os alunos, ia atirando os aparelhitos para um bidão que no final seria enviado para a reciclagem? Ia de sala em sala? Não sei, mas gostaria de saber quais são as suas propostas para resolver este assunto. E, já agora, como tencionaria ele sobreviver aos alunos e aos seus paizinhos, já que deve ser especialista em psicologia de pais… Não sei, mas gostava…

Será que estamos condenados a que as associações de pais se resumam a Albinos Almeidas e Manueis Valentes? Parece-me que o AA tem aqui um sério rival...


Tudo pode ser conferido e escutado aqui...

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domingo, 7 de dezembro de 2008

Albino Pinto Almeida, Dr.



Sexta-feira, 5 de Dezembro


OS ÓRFÃOS DA CONFAP


Na crónica de há quinze dias, um texto que questionava a relevância da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) no "debate" sobre a educação enervou o respectivo presidente. Ontem, o DN publicou ao abrigo do direito de resposta uma carta do dito Albino Pinto Almeida, Dr. (é assim que, na carta, o senhor se intitula), pretensamente a desmentir-me. Pretensamente, insisto. Na prática, Albino Pinto Almeida, Dr. não contraria uma sílaba do que escrevi, limitando-se a cobrir de predicados a "voluntária" e "abnegada" instituição e de insultos o meu "infame" e "ultrajante" artigo. Deixo alguns exemplos.


1) Escrevi, porque se infere das suas posições públicas, que a Confap "costuma opor-se à avaliação e à reprovação das criancinhas". A reacção de Albino Pinto Almeida, Dr. não passa por fazer prova do inverso, mas por sublinhar o "tom pejorativo" que utilizei.


2) Escrevi que a Confap ameaçou processar os blogues que divulgaram o financiamento que lhe é atribuído pelo ministério da Educação. Albino Pinto Almeida, Dr., que não nega a intenção de processo e confirma o financiamento, descobre no meu "tom ofensivo" uma insinuação de ilegalidade que nunca me ocorreu e, imparável, segue por aí fora, entre considerações inflamadas acerca da "negligência" do "rigor jornalístico". Acontece que não me custa imaginar a licitude dos subsídios. Já Albino Pinto Almeida, Dr. revela óbvias dificuldades em imaginar o impacto de subsídios lícitos na isenção da organização a que preside.


3) Escrevi que a Confap se esforça "por manter as criancinhas presas em 'actividades extracurriculares'" e citei o seu próprio presidente, segundo o qual as crianças "são biologicamente nossas, mas socialmente de toda a comunidade". Albino Pinto Almeida, Dr. não comenta.


4) No fundo, Albino Pinto Almeida, Dr. esclarece somente a questão do crédito que a Confap merece. Na sua orgulhosa estimativa, aquela entidade representa "19.635 pais". Não duvido da estimativa nem tenho espaço para discutir a equívoca relação dos pais com a escola. Digo apenas que haverá cerca de um milhão e meio de alunos inscritos no ensino não superior, pelos vistos quase todos órfãos.


Alberto Gonçalves texto retirado daqui.

Pequeno comentário:

Apenas consegui ter acesso a esta peça, pelo que desconheço o resto e o contexto das declarações de um dos indivíduos que mais abomino. Porém chega-me a pequena citação que aqui se faz do inenarrável Albino Pinto Almeida, Dr (o que será isto???); faz-me lembrar aquele episódio do Vasco Santana com as tias e o empregado do jardim zoológico, em que o primeiro repetia constantemente para o último: chame-me Doutor, homem; chame-me Doutor; isso, mais alto… e por aí adiante. Bem, mas regressando à citação do Albino Pinto Almeida, Dr. ‘segundo o qual as crianças "são biologicamente nossas, mas socialmente de toda a comunidade."’
Tenho a dizer: este homem é um perfeito idiota e mentalmente perigoso; fala das crianças como propriedade sua, mas, obviamente, sem o conseguir especificar… as crianças são biologicamente nossas… o que quererá isto dizer? Da Confap, seja lá o que isso for, dele e na mulher, enfim é para mim um mistério insondável, que foi pena aquele precioso intelecto não ter tido o cuidado de explicar melhor. Contudo, entendo que dentro de qualquer ponto de vista, incluindo o biológico, as crianças, como qualquer homem, são seres únicos, inconfundíveis e irrepetíveis e, mesmo no caso dos gémeos monozigóticos, que não sei se é o caso das suas famosas gémeas, a diferença que vai entre o genótipo e o fenótipo é de todos tão conhecida que, talvez à excepção dessa luminária, não vale a pena realçar mais. Mesmo por aí, o burro não chega à alface.
Quanto à ideia de que as crianças são socialmente de toda a comunidade, ele que fale por ele e pelas filhas dele. O homem deve julgar que viva na república de Platão, na China ou no raio que o parta. Os meus filhos são únicos, são deles próprios e quero que assim continuem até ao fim das suas vidas e mais, sou capaz de lutar até à morte contra quem os queira tornar como socialmente seus… Esse amiguinho, pois, que se cuide, Dr. ou não quero que ele meta as suas ideias totalitárias e idiotas onde muito bem entender, espero é nunca ter de voltar a ler barbaridades deste calibre por sujeitos que, ao que julgo saber, são financiados pelo estado. Com esses financiamentos, que compre uma Constituição da República Portuguesa e que leia, já que é Dr., a
Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Se não for capaz de o fazer, que se cale para o resto da vida e desapareça, que é um favor que nos faz a todos…




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