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domingo, 30 de maio de 2010

Sócrates não rejeita coligação com Chávez, até os negócios do "Chefe" estarem concluídos




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domingo, 11 de abril de 2010

Cidinha Santos depõe na Comissão de Ética. Inês de Medeiros abandonou a sala




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sábado, 13 de março de 2010

PSD prepara o caminho para as Eleições Antecipadas, que darão a II Maioria Absoluta a José Sócrates


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Foto do "DN"

segunda-feira, 1 de março de 2010

Confiança na Democracia atinge, às centésimas, o seu mais baixo valor de sempre


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YES WE CAN'T

Desemprego agrava-se em Portugal, apesar da pregação de maravilhas do alucinado que (ainda) é Primeiro-Ministro


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Foto do "SOL"

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Maçonaria: um cancro inoperável português (recebido por email)


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O poder da maçonaria é preocupante. E cresce cada vez mais, uma cambada de corruptos que só quer carreiras faceis à conta dos seus "irmãos" maçons. A revista Sábado, em Portugal, publicou um artigo sob o seu crescente poder e houve muita gente incomodada.
Vejam só como o Ministro da Adiministração Interna, Rui Pereira, e o seus "irmãos" estavam chateados por não terem ninguém no Governo de José Sócrates. Isto deu origem a um processo judicial, vejam só como eles actuam:

A 6 de Maio de 2005, seis dias antes de o novo governo socialista tomar posse, Abel Pinheiro, o homem das finanças do CDS-PP, pegou no telemóvel e ligou ao social-democrata Rui Gomes da Silva, o “maçon adormecido” que acabara de deixar o cargo de ministro dos assuntos parlamentares. em plena investigação do processo Portucale (um caso de alegado tráfico de influencias para aprovação de um projecto imobiliário do Grupo Espírito Santo), a conversa passou pela maçonaria e pelo seu poder. Abel Pinheiro e Gomes da Silva concordavam que os maçons estavam sob fogo cerrado de José Sócrates. O futuro primeiro – ministro era acusado de afrontar a irmandade do Grande Oriente Lusitano (GOL) ao não escolher nenhum maçon para o governo.

Abel Pinheiro e Rui Gomes da Silva defendiam que as nomeações para ministro teriam de respeitar uma espécie de quota maçónica e estavam indignados por Sócrates não seguir o jogo de bastidores, afastando a maçonaria (e também o Opus Dei) dos lugares de decisão política. Também diziam que a ausência de apoio maçónico iria deixar vulnerável o futuro governo.

Os dois homens falaram dos nomes de muitos dos socialistas preteridos, como José Lello ou Vitalino Canas e comentaram os futuros ministros de Sócrates – a maior parte de forma pouco abonatória . Além disso, segundo Abel Pinheiro, o "irmão" Jorge Coelho, com quem disse ter falado por causa de vários assuntos pendentes do governo PSD / CDS (que não especifica), andaria de cabeça perdida com as escolhas. Mas já teria garantido que iria impedir que António José Seguro chegasse a líder parlamentar do PS. Questionando pela Sábado, Jorge Coelho assegura que nunca fez favores maçónicos ou não, a Abel Pinheiro relacionado com negócios aprovados pelo Governo PSD / CDS “ele nunca me pediu nada, nem em 2005 nem noutra ocasião qualquer”, diz. Quanto ás varias citações que Abel Pinheiro lhe atribui nas escutas telefónicas, Coelho não tem duvidas: “ele fala do que sabe e do que não sabe”.

A loja maçónica de Abel Pinheiro, a convergência, sempre foi vista como uma das mais poderosas dentro do GOL. Antes das batalhas internas e da cisão, ocorrida em Julho de 2006, a Convergência chegou a juntar figuras ligadas ao PS, como o Presidente do Tribunal Constitucional, Nunes de Almeida, António Vitorino, Vitalino Canas, Rui Pereira e José Nuno Martins. O próprio Abel Pinheiro, que juntamente com Rui Pereira saiu para fundar a loja Luis Nunes de Almeida (em homenagem ao antigo venerável falecido em Setembro de 2004), chegou a referir nas escutas telefónicas que, durante os governos de António Guterres a Convergência era conhecida como O Gabinete.

A Sábado não conseguiu apurar quais os outros membros que passaram pela Convergência, mas governos de Guterres contaram com muitos maçons do GOL, como os ministros João Cravinho e Jorge Coelho e os secretários de estado Rui Pereira, Fausto Correia, Rui Cunha, Ricardo Sá Fernandes, Carlos Zorrinho, José Miguel Boquinhas e Leonor Coutinho (maçonaria feminina).

Uma das referências ao Gabinete aparece na conversa que Abel Pinheiro teve, a 3 de Março de 2005, com o advogado Corrêa Mendes, do escritório Júlio Corrêa Mendes e Associados. O advogado, que tinha apresentado o atestado de quite (documento que solicita a saída), queria regressar ao GOL e precisava dos bons ofícios do amigo. Este prometeu-lhe apressar o reingresso.

Nas escutas telefónicas gravadas no processo Portucale são muitas as referencias á maçonaria, com Abel Pinheiro a citar os”irmãos”Bueno Matos (na altura assessor de imprensa do tribunal Constitucional) ou Jorge Sá , professor universitário especialista em sondagens.

Abel Pinheiro tinha, de resto, ideias muito definidas sobre o que julgava ser o poder da maçonaria em Portugal. Isso constata-se noutra conversa telefónica, em Maio de 2005, com o "irmão" Rui Pereira, actual ministro da Administração Interna. Durante a discussão sobre as eleições para grão – mestre do GOL, a mais importante corrente maçónica portuguesa, que iriam realizar-se no mês seguinte, Abel Pinheiro não hesitou em criticar a acção do grão – mestre cessante, António Arnaut.

Defendia que Arnaut um ex- ministro da saúde PS, estava sedento de honrarias publicas para o GOL (aspecto que Rui Pereira via também como protagonismo saloio) quando tinha era de recusar as condecorações, porque o GOL é que devia conferir, na sombra, dignidades e honrarias. De resto, dizia, era isso que sempre tinha acontecido ao longo tempos , uma vez que pelo GOL já haviam passado centenas de políticos, vários primeiros – ministros e Presidentes da Republica.

Mas Abel Pinheiro e Rui Pereira achavam que Arnaut estava velho para a tarefa de restituir ao GOL a força de outros tempos.

Para os dois, o novo homem era outro socialista, o ex- deputado do PS e professor universitário António Reis. Era nele que iriam votar (Reis foi eleito grão-mestre) apesar de pertencerem á loja onde era venerável outro candidato, o arquitecto Luis Conceição. Mas os dois viam com desdém a candidatura de Conceição e até combinaram que iriam exercer pressões para que não avançasse. Uma das razões para a oposição à candidatura passava por um alegado favor que o candidato a grão – mestre teria pedido a Abel Pinheiro – seria um aumento de mil euros mensais que Luis Conceição (arquitecto na Câmara de Lisboa com quem a Sábado não consegui falar até ao fecho da edição) queria para resolver problemas pessoais. No entender de Abel Pinheiro , alguém que precisava desse montante para viver não teria nível para dirigir a maçonaria.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mário Crespo: uma a uma, as vozes que desagradam ao aparelho totalitário da Maçonaria do PS vão sendo caladas


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O PAÍS DOS CABRÕES DA MAÇONARIA, DA SUCATA, DOS DIPLOMAS FALSOS E DA PEDOFILIA

domingo, 31 de janeiro de 2010

Aníbal Cavaco Silva está no Porto, com Manuel Alegre, Mandatário para a sua recandidatura, para envergonharem a República


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Imagem KAOS

YES THEY CAN'T

sábado, 16 de janeiro de 2010

Manuel Alegre: Entre a Paródia e a Morte Lenta da República



Imagem do KAOS

Pronto, aconteceu, mais cedo do que eu queria, e, portanto, vai-me obrigar a escrever, ainda mais cedo do que o desejado, e totalmente contra vontade: Manuel Alegre, a derradeira caricatura do final da III República, cedeu aos impulsos da vaidade, e anunciou hoje uma suposta candidatura ao lugar de mais alto magistrado da Nação.

Vamos começar pelo início: não faço a mínima ideia de quem seja Manuel Alegre, não lhe sou devedor de coisa alguma, e o seu papel na sociedade contemporânea é, do meu ponto de vista, completamente nulo. Contas feitas, tem assim o perfil ideal para não se candidatar à Presidência da República.

Enquanto espectador, e sideralmente farto destes jogos e filmes, nutro por Manuel Alegre um desprezo que roça a sua pior forma, que é o tédio. É uma figura que só me entedia, e me obriga, com displiscência, a mudar imediatamente de canal, mal a sua figura surge. E não é de agora, é de sempre.

Em 2005, quando se começou a perceber que a III República estava em agonia, com o avanço para primeiro plano de figuras que historicamente estavam exaustas, e já deviam fazer parte do nosso histórico do Rotativismo Português, foi com choque que vi desenterrar Aníbal, o carrasco de 10 anos cruciais do desenvolvimento económico, sociológico e cultural de Portugal. Num gesto quixotesco, o velho leão que o toureara durante dez anos, Soares Pai, avançou, e esse foi o segundo erro, porque se estava a gerar ali um efeito dominó, completamente desvirtuado e asfixiador do próprio ato da Eleição Presidencial.
O terceiro erro, o fatal, foi surgir das sombras um presumível "candidato independente", que, de independente nada tinha: Manuel Alegre, quer pela fisionomia, quer pelo seu percurso, é uma espécie de sarro de tudo o que de pior se orquestrou, entre I e III Repúblicas. O Autoritarismo, chefiado, primeiro, por Salazar, e levado à campa por Caetano, colocou a figura no seu lugar próprio, empandeirando-a de lugar em lugar, até acabar entre os Berberes, a falar sozinho para os microfones, um filme pago pelos Franceses, como é usual, assim evitando que a paródia europeia fosse incarnada pela França, e devolvendo o subproduto para os irmãozinhos mais pobres, da magrinha Lusitânia. Chamaram-lhe "Rádio Argel", e, como não sou seu contemporâneo, suponho que não tenha passado de uma espécie de Clara Ferreira Alves do Magreb.

Estou em 2010, não me apetece continuar a deglutir papas rançosas dos anos 30 do século e milénio passados. Para a minha geração, Manuel Alegre é uma côdea bolorenta que, se houvesse higiene em Portugal, já há muito tempo deveria ter sido dada aos pombos, com a reserva de que talvez nem eles lhe tivessem tocado.
Em 2010, para azar do cavalheiro, e de todos nós, passa a altamente sensível data do Abate da Monarquia, ditada por modismos e pela falta de respeito de uma ralé, organizada em sociedades secretas, que muito bem conhecemos hoje, por querer continuar a ditar Vice-Presidências de Bancos Centrais Europeus, lugares na Unesco e Presidências da Assembleia da República, entre outros medíocres luxos. Para a Maçonaria, anquilosada, degenerada e direta responsável pelo presente estado de decadência da Res Pública Portuguesa, é um momento crucial, como vai passar a ser para todos nós, que estamos de fora do esquema, mas estamos, quais colaboracionistas, a ser chamados a partilhá-lo e mantê-lo.

A República, em Portugal, tornou-se numa paródia, como veio demonstrar a possibilidade de eleição de figuras envergonhadoras do Estado, como Cavaco Silva, Jorge Sampaio, e, agora, este presumível pateta Alegre.
Indo direto ao assunto, a Chefia do Estado tem de ser severamente despolitizada, e não pode ser encarada, por seitas de palermas, como o atrás referido, como uma espécie de prateleira de consolação, ou um topo de carreira de vidas dadas ao clubismo. Para todos os efeitos, o homem, ou mulher, que, por mérito e impulso popular, ocupe tal cargo, tem de ter a aura e o carisma da isenção capazes de poder representar a inquieta e diversa massa de um povo atlântico, e não podemos, de braços cruzados, encarar a Chefia do Estado como mais uma daquelas poltronas da Dança da Cadeiras, que diariamente nos faz sorrir e satirizar, lançando palavras de escárnio ao ver os medíocres ocuparem, cargo após cargo, todos os lugares de destaque, da Economia, da Finança e da Cultura.
Há um mínimo para a decência, e o seu último representante foi Cavaco, já com a proa muito abaixo do nível de água, e, para as mentes esclarecidas, nas quais, sem qualquer modéstia, me incluo, chegou a hora de dizer "basta", tão-só porque a ratoeira já estava preparada, como o provou a eleição de Jorge Sampaio, outro medíocre, que conjugou todas as sinergias de uma população para quem, em 1995, Aníbal Cavaco Silva se tinha tornado insuportável. A verdade é que ao elegê-lo, o cavalheiro não entendeu que estava a ser eleito, não por mérito próprio, mas porque era o único que estava a jeito para vencer o terror de ter Cavaco na Presidência, depois de 10 anos de desastre nacional.

Em 2010, o desastre nacional é incomensuravelmente pior, e compete ao cidadão uma dupla tarefa: a de libertar o anquilosamento da coisa pública das mãos destas gerações, desatualizadas, desinteressantes e retrógradas. Entre Cavaco e Alegre não vejo diferença alguma, exceto um pensar que ainda está no "Antigamente", e o outro pensar que não tem nada a ver com a face do presente "Antigamente".
Estes cavalheiros, com habilidade, conseguiram transformar, num deserto, as gerações abaixo, e é com angústia que percorremos, nomes atrás de nomes, a tentar encontrar uma alternativa para este naipe de nomes bolorentos. A gravidade maior, contudo, nem é aí que se encontra, porque o jogo foi realmente bem feito: quiseram torná-los invisíveis, e tornaram-nos, mas, como em "Matrix" isso é uma pura ilusão da máquina.

Não me quero alongar mais neste texto. Hoje, Alegre, excedeu-se e avançou. Não tem vergonha nenhuma na cara. Como fiz frente a Cavaco, vou-lhe fazer gloriosamente frente, mostrando-lhe, ponto após ponto, que a Presidência da República não é um prémio de consolação para sonolentas vaidades, vividas à sombra de clubismos e sociedades secretas. Não há alternativas?... Paciência, DESENRASQUEM-NAS. Um ano falta ainda, e a Sociedade Portuguesa precisa de um severo pontapé, para acordar deste entorpecimento que nos conduziu a uma "morte lenta". Dois dos nomes de frontaria dessa morte são Aníbal e Alegre.

Como prometido, com este catarro do Fadista de Argel, iremos, assim, abrir um Blogue Presidencial, CONTRA as candidaturas de Aníbal e Alegre, e em favor de uma renovação do que resta da Democracia e da "República". Vai ser uma tarefa árdua, e fica lançado aqui o convite, aos nossos leitores e colaboradores de sempre, para que participem na construção do novo espaço. A sua filosofia é elementar: tornar num inferno as candidaturas de Alegre e Aníbal, e forçar a Sociedade Portuguesa a reagir, mostrando que nós, Povo, Estado, Nação, por mais que no-lo queiram fazer crer, não estamos, nem queremos, estar mortos.

(Pontapé de arranque, no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers")

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O Mágico Ano de 2010


Há, em 2010, um sabor de coisas infaustas: os que, como eu, disto se cansaram, sabem do sabor mágico das datas e dos sinais. Recuemos uma centúria, e algumas décadas mais, e o Portugal descrito pelos nossos maiores, intelectuais, escritores e artistas, lamentava, tal como hoje, o destino da outrora gloriosa nau, já naqueles tempos à deriva. Portugal, a mais velha Nação, que era Estado, da Europa, divagava entre os estertores da crise interna e o menosprezo dos vizinhos próximos. Há, no fundo de cada um de nós, daqueles que, visionários, muitas vezes se transmutam em velhos do restelo, uma suspeita da alma pátria, uma coisa que não se aprende, nem esquece, mas cuja doença se sente, mal ela agoniza.
Sou dos que nasceram Portugueses, mas os meus costados são Europeus, e os meus horizontes mais longe começam, no Mundo, e vão muito além do Universo. Gosto do meu promontório solitário, e reservo-me o direito de o frequentar. A minha alma hierarquizou o Tempo de forma pétrea, e sou invulnerável às medíocres sereias dos ventos do Agora. Não respeito nada que não me fascine, e nada me fascina, nas miseráveis horas que correm.
No outro século, que a Hora quis que se extinguisse, a menoridade dos meus conterrâneos rastejava, em redor de voláteis migalhas, teias de minúsculos interesses e da sordidez valetudinária da vizinhança acomodada. Reinava o Rotativismo, e, acima do Rotativismo, havia filhos e netos de Príncipes Alemães, louros e de pele clara, olhos perdidos no Infinito, que seguravam o leme da Terra Portuguesa. Muito abaixo, a lama de coisas secretas, cujos nomes evoco, pela força do exorcismo, aglutinavam-se em Carbonárias e Maçonarias, filhas e enteadas de corpos estranhos ao nosso pensar. Foram elas que destruíram as nossas fronteiras e assassinaram dois homens, de forma cobarde e panfletária, só pelo gosto de terem os rostos nas primeiras páginas dos pasquins da época. Nunca o insulto desceu tão baixo, nem a soberba dos medíocres ousou sonhar tão alto.
Com o Regicídio, o Rotativismo estendeu-se à Cabeça Decapitada do Estado, com uma Coroa a rolar em sangue, como em "Macbeth". A História, com a sua couraça de fábulas, tem evitado olhar de frente para essa geração de gentes macabras, que se reproduziu, instalou, e levou, depois, ao colapso da nossa Democracia e do nosso Regime Parlamentar, velho e alçado a pulso, nos inícios do séc. XIX. A "República" Portuguesa, um clube de alguns, ao serviço de muito poucos, lançou-nos numa Ditadura vergonhosa, que nos grafou o ferrete de décadas de atraso e de afastamento da nossa matriz, Europeia, Civilizada e Ocidental. Durante essas trevas, morreu, em Londres, um bibliófilo, que amava a sua Pátria, mas se recusou sempre a reclamar direitos, enquanto vivesse essa gente que o humilhara. Teria sido um excelente e pacífico Chefe de Estado, mas escolheu uma Biblioteca, como exílio, e o seu nome era Manuel.
O que as armas fizeram cair outras armas restituíram, numa madrugada, sem sangue e enorme fervor. Ficámos-lhes gratos. Os Portugueses sonharam, então, com o seu novo lugar na História, mas esqueceram-se de que a Corja apenas esperava a nova folga para se reentranhar, e reentranhou-se, de forma ainda mais sórdida e pérfida do que antes pudera ousar.
Todos conhecemos, hoje, os seus nomes, as suas conexões, e a paralisia que caracteriza o Novo Rotativismo. A solução de Portugal claramente já não passa agora pela alternância dos Partidos mancomunados, e é chegado, passados 100 anos sobre um "fait-divers" da moda de então, que se faça o que fizeram os nossos irmãos Brasileiros, aquando da restauração dos seus plenos direitos democráticos: não se lhes perguntou apenas se queriam uma liberdade igual à liberdade dos outros povos, mas se também concordavam com aquele mal esclarecido estremeção histórico, que lançara o excelente Pedro II para o exílio, ou se talvez achassem que tinha havido aí mais uma injustiça da sobressaltada história de Vera Cruz.
Os Brasileiros optaram pela República, mas tiveram, nesse tempo, o direito de responder se poderiam ter optado pelo Império, e muitos houve que ainda se lembravam da benevolência do Império e dos tempos de um grande Monarca Iluminado.
Na consciência dos Portugueses, o Regime está em agonia, e já não passa, nem pode passar, pelo Rotativismo. O Estado de Direito, cuja definição é a paridade do Cidadão perante a Lei, não funciona entre nós, porque, no Portugal presente as leis são descaradamente forjadas para cidadãos que continuam a achar que lhes está nas mãos o espezinhar dos direitos de outros cidadãos. E é esse poder que passa de Governo para Governo, e há, no ar dos dias presentes, a permanente suspeita de uma inevitabilidade dessa continuidade passiva da corrupção.
Este Regime precisa de um sério aviso, e já esgotámos os recursos pacíficos, as alternâncias, as coligações, as maiorias absolutas e relativas, as iniciativas presidenciais. À deriva, sentimos que existe uma vergonhosa e invencível podridão transversal a um punhado de maus Portugueses, que prejudica, em todas as suas vertentes, Económica, Financeira e Cultural, a massa dos restantes impotentes.
Para que se cumpra a Democracia, falta-nos, pois, o Plebiscito, ou o Referendo sobre o Regime, onde se possa dizer "Não", ao despudor instalado.
Este é o texto de um não Monárquico, que sabe que, em 2010, é chegada a hora de os Portugueses poderem fazer vacilar o Sistema, questionando-o no que de mais suspeito tem na sua base: a inevitabilidade de sermos uma República... uma "República" dos interesses de alguns. Este texto é, assim, um texto inaugural, que se destina àqueles que não recuarão perante fazer desencadear os processos para que os Portugueses, em 2010, sejam ouvidos sobre 100 anos de sistemático desastre. A História exige que apaziguemos a nossa consciência, e que, por fim, tenhamos um momento em que possamos dizer, muito claramente, que até sabemos onde se alojam os que minaram o nosso passado, o nosso presente, e se julgam senhores, para sempre, do nosso futuro.
Em favor do Plebiscito, e tão só em favor dele, deve ler-se o atrás escrito. Obrigado.

domingo, 16 de novembro de 2008

"NO NAME BOYS": É nestas franjas que o clima opressivo do Sr. Sócrates mais teme que a coisa expluda


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