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sexta-feira, 12 de março de 2010

Afinal, os Professores também se suicidam: Isabel Alçada vai escrever "Aventuras de um Professor na herança de Maria de Lurdes Rodrigues"


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Filhos da Puta

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Grandes Êxitos do "The Braganza Mothers" - "Ó, Albino Almeida, põe-me uns binóculos, e atualiza-te para o real desastre que hoje é a tua querida... "Família"!..."

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do KAOS



Para quem me conhece, sabe que sou bem-humorado, detesto preconceitos e sou tolerante, mas, quando embico com um qualquer quisto, ai do quisto!...
Durante meses, ouvi falar desse Albino, mas pensava que era algum treinador de Futebol, e não percebo peva de Futebol, até que me disseram que esse gajo era... Pai, enfim, pais são como os chapéus, há muitos, mas este era um pai especial, meu deus, o que será ser filho de um gajo com ar de agente auxiliar de uma Agência Funerária)..., e é por isso que as crianças crescem cada vez mais infelizes, complexadas, e esmagadas por superegos que nunca chegarão a entender.
Hoje, durante mais uma das greves bem sucedidas, que haverão de levar a Lurdes a afocinhar no chão, "en passant", pela televisão, antes de ir a mais uns saldos do "El Corte Ingles", comecei a prestar mais atenção ao destaque que se dava a essa figura, algo secundarizada, e que é o "pai", ou a "mãe", conforme queiram. Acontece que, muito para lá de tudo o que se possa pensar, ambas essas figuras são o fulcro do atual problema educativo, não querelas entre docentes e uma ministra deplorável, porque o que sucede nas escolas não é mais do que o posludium do que vem herdado de casa.
Para o Senhor Albino, desde já, um comentário à maneira: acho que tem cara de sacristão das arcaicas crendices de Fátima, e os "sacristães" não procriam, ou se procriaram, violaram o voto de castidade.
Pronto, já mordi, passo adiante, e vou debruçar-me sobre aquilo que, exaltadamente, o fariseu clamava deverem ser os "serviços mínimos das escolas".
Portanto, eu vou-lhe retorquir, já que é tão normativo e interveniente, com o que deveriam ser os serviços mínimos da Família, que ele tão quixotescamente pretende representar:


1) Casa casal devia, antes de trazer algum filho ao Mundo, apresentar uma Carta de Procriação, onde tivesse passado, em teste e exame, e que indicasse estar em condições de procriar, para evitarmos as Esmeraldas, as Maddies e as Joanas deste mundo, pobres desgraçadas, filhas da pior ralé humana que a espécie já conheceu.


2) A Escola é um lugar de formação, não um refeitório, pelo que, antes de enviar o seu filho para a aula, se deve assegurar de que vai convenientemente alimentado. Se não pode, informe a instituição, e cada docente deverá ser avisado de que tem defronte de si um pobre ser humano, a quem a crueldade, ou impotência, familiares, ali despejam, para que a "malta se desenrasque". Sr. Albino: Nenhuma criança alguma vez poderá aprender o que seja, se estiver com fome.


3) Sr. Almeida, vá de porta em porta, e impeça as famílias desestruturadas de despejarem os seus filhos na Prateleira de Costas Largas do Ensino: verifique -- essa é a sua função -- se as crianças não são torturadas, violadas e abusadas em casa. Sabe que são atirados para a Escola putos que sabem que a mãe se prostitui, o pai está preso e o padrasto se droga, e o espanca?... O Sr. não sabe, mas o professor sabe, e também quer ser avaliado, por esse tremendo e surdo trabalho social que desempenha e lhe não incumbia. Caso o desconheça, Sr. Almeida, esse pronto-socorrismo social não vem nos parâmetros de "Excelência" da incompetente humana, que tutela a Educação. Nem isso, nem coisas piores, que não me atrevo a pôr aqui, para não maldispor os leitores.


4) Sr. Almeida, faça um levantamento dos livros e recursos culturais que a criança tem, ou não tem, em casa: evite que o docente tenha de lidar com autênticos "meninos-lobo", que nunca viram um livro, cujo único multimédia foram infinitas glorificações dos analfabetos do Futebol, e cujo horizonte existencial e linguístico é o quotidiano "ha dem" da mãe e o "caralho-foda-se", do pai, quando está a olhar, transtornado, para os calções transpirados do Cristiano Ronaldo.


5) Sr. Albino, pergunte, em cada casa, quais são os hábitos de higiene das suas... "Famílias". Garanta que a criança não é ostracizada pelos colegas, por dizerem que tem... mau-cheiro. Pode acontecer que o primeiro banho que tome seja na escola, e a escola não tem recursos para dar banho a todos os que se sentem humilhados, e tem de erguer uma permanente barreira de defesa deles, que também não faz parte dos "excelentes" e das quotas.


6) Sr. Almeida, sabe que há alunos que foram excluídos de todas as instituições, e caem em estranhas escolas-alvo, onde os professores são forçados a desempenhar o tal papel dos psicotutores, de que a Finlândia tanto se orgulha, mas que não são objeto, cá, de qualquer preparação prévia?... E sabe por que é que as pessoas se têm de tornar em tutores e ser pais alternativos?... Porque as famílias, ou não prestam, ou não servem. Peça-lhes avaliação por esse trabalho, e exija serviços mínimos no... Lar.


7) Sr. Albino, sabe que há alunos que utilizam, com a maior familiaridade e frequência, o pior calão e os tratamentos mais violentos?... E sabe de quem é a culpa: da família, onde o tratamento corrente é de "cabrão" para cima, e de "puta" para baixo. Não sabia?... Deve ser por frequentar famílias de rodoma de vidro. A maior parte dos professores deste país frequenta famílias reais, e filhos provindos de famílias reais, que soltam constantes palavrões, porque esse é o romance corrente dos seus ambientes familiares. Vá lá a casa, e peça aos pais, que adorarão ser filiados no seu clube de exceções, serviços mínimos de educação. Se apanhar com um taco na testa, não se espante.


8) Sr. Almeida, sabe que muitas vezes os meninos se voltam para o Professor e o ridicularizam, dizendo, "você não acha que anda a perder o seu tempo aqui, a ganhar uma miséria, quando o meu pai, numa noite de tráfico, tira o que você saca num mês?..." Vá lá a casa e diga a esses pais que o tráfico de droga não é uma atividade socialmente venerável.


9) Sr. Almeida, quando ouvir um pai reclamar que as greves são um escândalo, porque não têm onde deixar os filhos, vá lá a casa e grite-lhes aos ouvidos que o ambiente familiar tem de ter reservas e sistemas de acolhimento, a chamada Estrutura Familiar, porque as escolas não são depósitos de corpos, são espaços de convívio de gente em idade e emotividade frágil, não prateleiras para famílias que se esqueceram da palavra "amor", "respeito" e "educar". Se não conseguir nada, peça para a SUA Ministra colocar como parâmetro de avaliação o "entreter" meninos. Antigamente, essa função era atribuída a palhaços e o único que eu vejo neste processo é, curiosamente... você.


10) Pobre Albino: sempre que você receber na sua sala um aluno de ténis rotos e jeans fora de moda, e o vir ser gozado pelos colegas, vá ter com a família e pergunte por que o vestiu assim. Se se lhe depararem grupos familares a viver abaixo do limiar da pobreza, deixe-os em paz, e dirija-se diretamente a esse Governo Torpe, de quem você faz tão bem o papel de Comissário, como os havia nas ditaduras de Leste e Oeste, e que tornou Portugal num abismo de Muito Ricos e Muito Pobres. É o professor que tem de perder tempos infindáveis a reequilibrar estes grupos potencialmente explosivos, tempo no qual não ensina, protege o desprotegido e que, curiosamente, também não entra para a Avaliação. Tempo de gente muito mal paga para evitar que a Sociedade expluda logo ali, no limiar dos 5, dos 6, dos 10 dos 11, dos 15 e dos 16 anos.


11) Miserável Almeida -- não te importas que eu te trate por tu, pois não?... -- faz assim: sempre que te chegue aos ouvidos que os alunos vão armados para as escolas, faz o teu papel, e vai, de porta em porta, revistá-los, um a um, com detetores de metais, para evitar que tenha o professor de ser ameaçado nas aulas, os colegas assaltados e um clima de "gang" a instalar-se num espaço que a grande tradição sempre viu como algo próximo de um santuário, mas que a incúria das tais famílias que tu desconheces e da desestruturação social dos Governos das Donas Lurdes e afins permitiu que se transformasse num mero antro de facadas.


12) Obsoleto Almeida: vai de porta em porta, e pergunta por aquelas famílias que preferem andar a feijão e arroz, para que os meninos possam ter os seus fins-de-semana de álcool, droga e discoteca garantido, para entrarem, segunda de manhã, em tal estado que passam as aulas a dormir, ou com "feedbacks" de pastilhas e LSD, que chegam a nem perceber estar em classe. Vai à porta dessas famílias e exige-lhes os serviços mínimos de Família. Se não cumprirem, põe-nas, caso a caso, em Tribunal: é um favor que fazes a 140 000 afrontados.


Não vou ao 13, porque o 13 dá azar: isto é só um prolegómeno de tudo o que tinha para te despejar em cima, Albino Almeida, e sabes que, quando eu ataco, é mesmo de fugir. Pensa que até estou a a ser simpático contigo, e que o teu conselho 13 é hoje substituído -- "surprise!..." -- por uma bonita imagem: sou eu, a ver em ti uma barata rastejante e servil, a quem hoje me deu para pôr o calcanhar em cima, para te acabar com tanto sofrimento. Dizem que as baratas podem transmitir maleitas, e eu não queria que os alunos de Portugal, do mais pobre ao mais rico, adoecessem, só pela causa do teu insistente rastejar.

Albino: vai-te catar!...

Muito Boa Noite.

sábado, 22 de agosto de 2009

Madame de Sade

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Imagem do KAOS
Dedicado ao meu amigo S.N., que já foi dado como clinicamente morto, embora num tempo felizmente já passado
Estamos a quase um mês do dia em que o Socratismo vai sofrer aquilo que nem os Castelhanos apanharam em Aljubarrota. É natural: o país nacional, o país sensível, o país plácido, o país com princípios, o país vulgar, eu, nós, você, leitor, vai-se finalmente vingar de uma das mais pavorosas associações mafiosas que já esteve à frente dos nossos destinos.
Sim, é verdade que continuamos na Cauda da Europa, mas, antes, tínhamos um pouco que comer, um pouco de brio nacional, não tínhamos medo de falar, nem olhávamos para o lado, de cada vez que queríamos manifestar o nosso descontentamento, e, sobretudo, não sentíamos que o estado de impunidade das coisas judiciáveis se tinha tornado numa regra, não em lapsos pontuais e corrigíveis.
Quando este governo desaparecer, vão sobrar poucas coisas: algumas anedotas mordazes, uma generalizada sensação de impotência, o sentido de que governar acima da lei, afinal, é possível, apesar da Democracia e dos espaços internacionais em que nos inserimos, e, sobretudo, ficarão algumas figuras carismáticas, no sentido mais profundo da negatividade humana, como só Shakespeare ou Dostoievsky poderiam ter engendrado.
Num esforço de memória, poderia pensar na epígrafe deste desastre nacional.
É evidente que o figurino encaixa perfeitamente em Sócrates, o provinciano dos fatos que lhe assentavam todos mal, suponho que por causa da batata de nariz transmontana, diplomado à força e sem qualquer vergonha na cara. Acima de todos, todavia, não creio ser exagerado imaginar que Maria de Lurdes Rodrigues, a "Anarquista", poderia perfeitamente servir de sudário para o horror que foi este período político.
Lurdes Rodrigues não conheceu o pai, mas conheceu as durezas dos padrastos, os incómodos da Casa Pia, o acordar de manhã cedo, os banhos de água gelada, a austeridade, o horizonte sem luz, enfim, todos os opostos da pedagogia do afeto e e da humanidade, da pasta que ousou tutelar. Essa figura goza de uma curiosa particularidade: irá desaparecer, para sempre, da nossa vista, antes de que o ano de 2009 termine.
Há um alívio, mas também há uma enorme cicatriz. Essa mulher nunca mais poderá voltar ao anonimato da cidadania, porque até eu, geralmente discreto, cordato e enfiado no meu "noli me tangere", serei capaz de atravessar a rua, para me cruzar com ela, e lançar-lhe na cara uma daquelas frases amargas que nunca mais se esquecem até ao resto da vida.
Nunca perdoarei o Socratismo, e haverei de lançar-lhe um anátema até ao final da minha vida de intelectual e artista, e é por isso que coloco à frente desta bastardia o rosto infame dessa mulher.
Como todos os monstros, ela aspira à perpetuação: a sua melhor frase é "Mais importante [do] que as pessoas são as políticas". Tem toda a razão: essa foi a operacionalidade e logística de todo o séc. XX, e conduziu a mais milhões de mortos do que todas as guerras anteriores, justificou as câmaras de gás, os "gulags", os tarrafais, os fuzilamentos da Guerra Civil de España, Tianamen, o khemrismo vermelho, as purgas de Pinochet, os assassinatos de Fidel, Saddam, as burkas, os Ayatollahs, as vítimas do não perservativo de João Paulo II e tantos outros momentos maravilhosos do nosso passado recente. Maria de Lurdes Rodrigues foi mais modesta: alimentou a bufaria, através do carismático Hipopótamo da DREN, praticou a legislação retroativa e o sadismo das juntas médicas. Para o fim, e é desse fim que hoje veio falar, quis que as suas ideias, mais importantes do que as pessoas, prevalecessem.
Soou-me -- e aqui vamos entrar no domínio das generalidades, porque o assunto só me interessa por grosso -- que, a meio das férias das pessoas normais, e no tempo das suas permanentes insónias de rancor e passado perdido, que ninguém lhe poderá restituir, tinha cometido mais ums dos seus insólitos atos administrativos, uma tal abertura extraordinária de Concurso para Titulares.
Titular, no sentido corrente do termo, era uma pessoa que detinha um título nobiliárquico, no tempo em que a sociedade se hierarquizava, como tal. Chegada a República, a Titularidade ficou para o mesmo prazer pessoal das pratas da casa e dos ouros de família. Tal não foi o entendimento de Lurdes Rodrigues, cujo horizonte quimérico, de mulher a dias, levava a valores obsoletos, aliás, moderníssimos, como o prova o cadáver debilitado que habita Belém, e cujo sonho seria ter audiências de quinta feira com Sua Excelência o Presidente do Conselho, Dr. Oliveira Salazar. Lá lhe aparece um parecido, só que infinitamente mais estúpido, sem estudos, e profundamente inculto...
A singularidade deste concurso, pelo que me chegou, é que tem data de início, mas não finda: é uma coisa talhada para a Eternidade, assim como as Pirâmides do Egito, e será o Ramesseum da desgraçada, e das suas amargas ideias. Esquece-se de que estará politica e socialmente morta, de aqui a um mês, e que NADA ficará da sua memória, exceto um ódio profundo. É estranho que legisle para a Eternidade, mas deixa coisas sólidas, como o Código de Hamurabbi: "40 páginas de um texto qualquer", no qual o frango, com 15 anos de casa, se candidata à categoria de criada de dentro, com direito a avental e crista.
40 páginas deve ser um número cabalístico. É pena não ter tempo para investigar, mas deve andar próxima do célebre MBA que ela deu a um gajo com diploma deficiente, que desde logo a presenteou -- os ressentidos são sempre generosos -- com a Pasta da Educação, daquelas raras pastas que, como a da Cultura, tal todos nós sabemos, podem ser ocupadas por qualquer um.
Suponho que queira terminar o sinistro mandato com o oposto da ideia com que começou: uma "geral" de titulares, para contar cabeças, a ver quantos ainda se ajoelham, perante as últimas "ideias" de uma moribunda política e moral.
(A "geral" dava-lhe eu, e era enviá-la para as celas de alta segurança de Monsanto, onde abriria as pernas e os teria de classificar de "Insuficientes", "Suficientes", "Bons", "Muito Bons" e "Excelentes". Os Insuficientes e Suficientes teriam direito a repetição de prova, e os Bons, os Muito Bons e os Execelentes, idem aspas, aspas, que é para isso que foram criados os especialistas...)
Suponho que os Professores entendam isto como a derradeira humilhação de uma criatura execrável.
Como é costume, é melhor começar a ler os meus textos sempre pelo fim. Tudo o que escrevi atrás era redundante e esperado: encaixa perfeitamente nas manifestações de caráter anteriores. Novidade, novidade,é o meu amigo S.N., que esteve clinicamente morto, e a quem tentaram todos os métodos de reanimação, até chegarmos ao ponto daquele cabecear dos médicos, que só quer dizer, "pronto, este acabou...", mas não tinha acabado: como em Dreyer, houve uma silenciosa ressurreição.
As Juntas Médicas, para quem o importante são as ideias da criminosa Lurdes Rodrigues, mandaram-no trabalhar (!), aliás, como todos os desgraçados que por lá passaram, naquela tarde....
É bom saber que, na ausência da Linha 24, ainda continuamos a ter Juntas Médicas milagreiras.
Suponho que seja a discreta e doce mãozinha da Senhora de Fátima.
(Pá, para começar, era um tiro nos cornos, e depois logo se via..., no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "AAATCHO", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

domingo, 31 de maio de 2009

Adeus, Maria de Lurdes Rodrigues


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"PROTESTO GRÁFICO"

terça-feira, 19 de maio de 2009

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO




HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO

(É SABER QUE HÁ PROFESSORES DESTES QUE AINDA ME FAZEM ACREDITAR QUE A LUTA SE JUSTIFICA!)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Admirável Mundo da Educação de Sócrates e Lurdes Rodrigues


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Via "Profavaliação"

A CÂNCIO DIZ QUE NÃO É BEM ASSIM...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Parece que no Norte não gostam de delatores. Mas há muita gente que tem isso, e os pequenos salazares, na massa do sangue


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O PAÍS DO LIXO

sexta-feira, 27 de março de 2009

The Magalhães' Generation

Imagem do KAOS
Não, não, de todo, o texto não é meu, é da Leonor, mas retrata brilhantemente um mundo desconhecido da maioria dos Portugueses (Nota: nenhum dos retratados é filho de Emídio Rangel, do "Búfalo da Coca" ou de Albino Almeida. São só filhos do homem comum, por muito que isso custe ao homem comum e não comum)
"[...] Em contexto de sala de aula, os alunos ouvem música, recusam-se a tirar os fones e, muitas vezes, dançam e meneiam-se ao som da "batida sonora". Comem frequentemente e já aconteceu haver bolachas a "voar" entre carteiras. Com frequência, voam também correctores, canetas, bolas de papel, pedaços de borracha, aviões de papel, tudo o que dê para divertir. O barulho é excessivo, e cruza-se com risotas continuadas, que só excepcionalmente permitem que o professor se faça ouvir. A irresponsabilidade é total e estas atitudes "atraem" também a minoria que tenta ouvir alguma coisa. A linguagem é obscena, desbocada e até escatológica. De vez em quando sai um assobio. Alguns alunos usam as calças nas pernas, ficando com as cuecas à mostra. Quando se referem aos professores fazem-no com uma linguagem algo imprópria e desrespeitadora. As conversas da aula (entre eles) são por vezes sobre assuntos desviantes e os interesses são totalmente divergentes dos da escola. Raras vezes há mais do que dois ou três alunos a ouvir o que o professor diz. A maioria passa as coisas do quadro para o caderno, de modo automático, sem interiorizar o que está a escrever, porque está a ouvir música em simultâneo. Frequentemente os professores das salas contíguas batem na parede tal é o barulho por eles provocado e também assistem com frequência aos seus desacatos. Mesmo autorizados a fazer os testes com consulta, os resultados foram fraquíssimos. Quando chamados à responsabilidade, a culpa é dos professores, não ajudam nada, eles é que são vítimas da injustiça. Quando são repreendidos "não fizeram nada"... "estão a ser perseguidos"... "o professor está ali só para os lixar" e portanto "vão ao Conselho [Executivo]".
Desde o meio dia de hoje que, volta não volta, me rio até às lágrimas com este texto fabuloso.
Espero que vos devolva a esperança sobre o futuro de Portugal...
Boa noite.


(Pentágono não sei se para rir se para chorar, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

segunda-feira, 23 de março de 2009

Veja quanto custa ao Erário Público sustentar um "freak" chamado Albino Almeida


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VISITE-O, E TELEFONE-LHE,(919076599) A PEDIR O RECIBO...

terça-feira, 17 de março de 2009

Exclusivo "Braganza Mothers": na sua primeira sessão de julgamento, Josef Fritzl lamenta nunca ter conhecido Maria de Lurdes Rodrigues




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quarta-feira, 4 de março de 2009

Lurdes Rodrigues, depois de ter sido enxovalhada de tudo, agora até a Justiça tem à perna. Coitada...



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Imagem Kaos


SIM, NÓS DEFENDEMOS QUE A EUTANÁSIA DEVE SER EXCEPCIONALMENTE APLICADA A MARIA DE LURDES RODRIGUES

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

"The Braganza Mothers", no dia em que Albino Almeida revelou uma infância desgraçada, como Lurdes Rodrigues. Esta gente deve ser afastada do Ensino


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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Às vezes, andamos dias, no "Google", à procura de uma foto de putas, e, de repente, dão-nos logo a foto de... duas


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

João Pedroso, que conseguiu transformar o imão na Branca de Neve, parece que andava a fazer fretes ilícitos a Maria de Lurdes Rodrigues: olha que três

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Dormiram anos no mesmo quarto, e nunca viu que o outro tinha os sinais nas nalgas. E não tinha, quando estoirou o "Casa Pia" e os mandou tirar. Devia ter a picha pequena, portanto nunca fizeram medições, e, ah, sim, também não sabia que havia Acumulações e Incompatiblidades. Meus senhores, é a Cauda da Europa, em todo o seu esplendor.


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ó, Albino Almeida, põe-me uns binóculos, e atualiza-te para o real desastre que hoje é a tua querida... "Família"!...

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Para quem me conhece, sabe que sou bem-humorado, detesto preconceitos e sou tolerante, mas, quando embico com um qualquer quisto, ai do quisto!...
Durante meses, ouvi falar desse Albino, mas pensava que era algum treinador de Futebol, e não percebo peva de Futebol, até que me disseram que esse gajo era... Pai, enfim, pais são como os chapéus, há muitos, mas este era um pai especial, meu deus, o que será ser filho de um gajo com ar de agente auxiliar de uma Agência Funerária)..., e é por isso que as crianças crescem cada vez mais infelizes, complexadas, e esmagadas por superegos que nunca chegarão a entender.
Hoje, durante mais uma das greves bem sucedidas, que haverão de levar a Lurdes a afocinhar no chão, "en passant", pela televisão, antes de ir a mais uns saldos do "El Corte Ingles", comecei a prestar mais atenção ao destaque que se dava a essa figura, algo secundarizada, e que é o "pai", ou a "mãe", conforme queiram. Acontece que, muito para lá de tudo o que se possa pensar, ambas essas figuras são o fulcro do atual problema educativo, não querelas entre docentes e uma ministra deplorável, porque o que sucede nas escolas não é mais do que o posludium do que vem herdado de casa.
Para o Senhor Albino, desde já, um comentário à maneira: acho que tem cara de sacristão das arcaicas crendices de Fátima, e os "sacristães" não procriam, ou se procriaram, violaram o voto de castidade.
Pronto, já mordi, passo adiante, e vou debruçar-me sobre aquilo que, exaltadamente, o fariseu clamava deverem ser os "serviços mínimos das escolas".
Portanto, eu vou-lhe retorquir, já que é tão normativo e interveniente, com o que deveriam ser os serviços mínimos da Família, que ele tão quixotescamente pretende representar:
1) Casa casal devia, antes de trazer algum filho ao Mundo, apresentar uma Carta de Procriação, onde tivesse passado, em teste e exame, e que indicasse estar em condições de procriar, para evitarmos as Esmeraldas, as Maddies e as Joanas deste mundo, pobres desgraçadas, filhas da pior ralé humana que a espécie já conheceu.
2) A Escola é um lugar de formação, não um refeitório, pelo que, antes de enviar o seu filho para a aula, se deve assegurar de que vai convenientemente alimentado. Se não pode, informe a instituição, e cada docente deverá ser avisado de que tem defronte de si um pobre ser humano, a quem a crueldade, ou impotência, familiares, ali despejam, para que a "malta se desenrasque". Sr. Albino: Nenhuma criança alguma vez poderá aprender o que seja, se estiver com fome.
3) Sr. Almeida, vá de porta em porta, e impeça as famílias desestruturadas de despejarem os seus filhos na Prateleira de Costas Largas do Ensino: verifique -- essa é a sua função -- se as crianças não são torturadas, violadas e abusadas em casa. Sabe que são atirados para a Escola putos que sabem que a mãe se prostitui, o pai está preso e o padrasto se droga, e o espanca?... O Sr. não sabe, mas o professor sabe, e também quer ser avaliado, por esse tremendo e surdo trabalho social que desempenha e lhe não incumbia. Caso o desconheça, Sr. Almeida, esse pronto-socorrismo social não vem nos parâmetros de "Excelência" da incompetente humana, que tutela a Educação. Nem isso, nem coisas piores, que não me atrevo a pôr aqui, para não maldispor os leitores.
4) Sr. Almeida, faça um levantamento dos livros e recursos culturais que a criança tem, ou não tem, em casa: evite que o docente tenha de lidar com autênticos "meninos-lobo", que nunca viram um livro, cujo único multimédia foram infinitas glorificações dos analfabetos do Futebol, e cujo horizonte existencial e linguístico é o quotidiano "ha dem" da mãe e o "caralho-foda-se", do pai, quando está a olhar para os calções transpirados de
5) Sr. Albino, pergunte, em cada casa, quais são os hábitos de higiene das suas... "Famílias". Garanta que a criança não é ostracizada pelos colegas, por dizerem que tem... mau-cheiro. Pode acontecer que o primeiro banho que tome seja na escola, e a escola não tem recursos para dar banho a todos os que se sentem humilhados, e tem de erguer uma permanente barreira de defesa deles, que também não faz parte dos "excelentes" e das quotas.
6) Sr. Almeida, sabe que há alunos que foram excluídos de todas as instituições, e caem em estranhas escolas-alvo, onde os professores são forçados a desempenhar o tal papel dos psicotutores, de que a Finlândia tanto se orgulha, mas que não são objeto, cá, de qualquer preparação prévia?... E sabe por que é que as pessoas se têm de tornar em tutores e ser pais alternativos?... Porque as famílias, ou não prestam, ou não servem. Peça-lhes avaliação por esse trabalho, e exija serviços mínimos no... Lar.
7) Sr. Albino, sabe que há alunos que utilizam, com a maior familiaridade e frequência, o pior calão e os tratamentos mais violentos?... E sabe de quem é a culpa: da família, onde o tratamento corrente é de "cabrão" para cima, e de "puta" para baixo. Não sabia?... Deve ser por frequentar famílias de rodoma de vidro. A maior parte dos professores deste país frequenta famílias reais, e filhos provindos de famílias reais, que soltam constantes palavrões, porque esse é o romance corrente dos seus ambientes familiares. Vá lá a casa, e peça aos pais, que adorarão ser filiados no seu clube de exceções, serviços mínimos de educação. Se apanhar com um taco na testa, não se espante.
8) Sr. Almeida, sabe que muitas vezes os meninos se voltam para o Professor e o ridicularizam, dizendo, "você não acha que anda a perder o seu tempo aqui, a ganhar uma miséria, quando o meu pai, numa noite de tráfico, tira o que você saca num mês?..." Vá lá a casa e diga a esses pais que o tráfico de droga não é uma atividade socialmente venerável.
9) Sr. Almeida, quando ouvir um pai reclamar que as greves são um escândalo, porque não têm onde deixar os filhos, vá lá a casa e grite-lhes aos ouvidos que o ambiente familiar tem de ter reservas e sistemas de acolhimento, a chamada Estrutura Familiar, porque as escolas não são depósitos de corpos, são espaços de convívio de gente em idade e emotividade frágil, não prateleiras para famílias que se esqueceram da palavra "amor", "respeito" e "educar". Se não conseguir nada, peça para a SUA Ministra colocar como parâmetro de avaliação o "entreter" meninos. Antigamente, essa função era atribuída a palhaços e o único que eu vejo neste processo é, curiosamente... você.
10) Pobre Albino: sempre que você receber na sua sala um aluno de ténis rotos e jeans fora de moda, e o vir ser gozado pelos colegas, vá ter com a família e pergunte por que o vestiu assim. Se se lhe depararem grupos familares a viver abaixo do limiar da pobreza, deixe-os em paz, e dirija-se diretamente a esse Governo Torpe, de quem você faz tão bem o papel de Comissário, como os havia nas ditaduras de Leste e Oeste, e que tornou Portugal num abismo de Muito Ricos e Muito Pobres. É o professor que tem de perder tempos infindáveis a reequilibrar estes grupos potencialmente explosivos, tempo no qual não ensina, protege o desprotegido e que, curiosamente, também não entra para a Aavaliação. Tempo de gente muito mal paga para evitar que a Sociedade expluda logo ali, no limar dos 5, dos 6, dos 10 dos 11, dos 15 e dos 16 anos.
11) Miserável Almeida -- não te importas que eu te trate por tu, pois não?... -- faz assim: sempre que te chegue aos ouvidos que os alunos vão armados para as escolas, faz o teu papel, e vai, de porta em porta, revistá-los, um a um, com detetores de metais, para evitar que tenha o professor de ser ameaçado nas aulas, os colegas assaltados e um clima de "gang" a instalar-se num espaço que a grande tradição sempre viu como algo próximo de um santuário, mas que a incúria das tais famílias que tu descinheces e da destruturação social dos Governos das Donas Lurdes e afins permitiu que se transformasse num mero antro de facadas.
12) Obsoleto Almeida: vai de porta em porta, e pergunta por aquelas famílias que preferem andar a feijão e arroz, para que os meninos possam ter os seus fins-de-semana de álcool, droga e discoteca garantido, para entrarem, segunda de manhã, em tal estado que passam as aulas a dormir, ou com "feedbacks" de pastilhas e LSD, que chegam a nem perceber estar em calsse. Vai à porta dessas famílias e exige-lhes os serviços mínimos de Família. Se não cumprirem, põe-nas, caso a caso, em Tribunal: é um favor que fazes a 140 000 afrontados.
Não vou ao 13, porque o 13 dá azar: isto é só um prolegómeno de tudo o que tinha para te despejar em cima, Albino Almeida, e sabe que, quando eu ataco, é mesmo de fugir. Pensa que até estou a a ser simpático contigo, e que o teu conselho 13 é hoje substituído -- "surprise!..." -- por uma bonita imagem: sou eu, a ver em ti uma barata rastejante e servil, a quem hoje me deu para pôr o calcanhar em cima, para te acabar com tanto sofrimento. Dizem que as baratas podem transmitir maleitas, e eu não queria que os alunos de Portugal, do mais pobre ao mais rico, adoecessem, só pela causa do teu insistente rastejar.
Albino: vai-te catar!...
Muito Boa Noite.

(Pentagrama mata-baratas, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

sábado, 17 de janeiro de 2009

Sim, o "Protesto Gráfico" já está na Blogosfera, e é indispensável adicioná-lo à lista dos favoritos


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O PROTESTO GRÁFICO ESTÁ AQUI.

DIVULGUE-O NO SEU BLOGUE

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

NOVAS ORDENS NA PORTARIA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO...



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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

À ENTRADA DO M.E.

Entrada para a reunião(?) de hoje com o Ministério da Educação...


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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Maria de Lurdes Rodrigues como Prefácio da "Dióptrica", de René Descartes

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Imagem demasiado inspiradora do KAOS
Isto não são horas para vir para aqui falar de Leis da Óptica, deus me livre, antes desmanchar um pé, mas há momentos em que nos devemos sentar, e olhar para as sabedorias daqueles livros já velhinhos, para tentar perceber alguns efeitos essenciais. É vetusto o ditado de que, muitas vezes, a árvore oculta a floresta, do mesmo modo que todos nós, que não somos ceguinhos, já assistimos a fenómenos de "miragens", por excesso de aquecimento do asfalto e do meu rico Deserto, que eu tanto adoro.
Todas as noites juro que não voltarei a escrever mais nenhuma linha sobre Lurdes Rodrigues, mas o clima de derrapagem global em que vivemos, obriga-me, dia após dia, a quebrar a minha promessa, e aí vamos nós, outra vez...
Parece que Lurdes Rodrigues e os seus dois testículos se reuniram hoje com os Sindicatos, e vamos começar pelos Sindicatos: houve um tempo, e eu conheço algumas dessas pessoas, em que os percorreu o pavor de voltarem a dar aulas, pavor de que 10 000 000 menos 140 000 Portugueses sentem, ou, no seu perfeito juízo, deveriam sentir. Essa foi a primeira habilidade da Senhora Lurdes: mostrar-lhes que só décadas de um relativo equilíbrio, de cumplicidades, sonegações e fechares de olhos lhes tinha garantido uma espécie de imponderabilidade e de frequência do "no-men's land", que era estar, não estando, no papel de representar aquilo que já não praticavam. De repente, ao verem, imprevistos, 100 000, e depois 120 000 profissionais na rua, sentiram uma nova força, e enveredaram por uma estratégia revigorada de pulso de ferro, cuja oportunidade histórica não vou questionar aqui, porque a a factura também já aí vem a caminho, e, em breve, vocês a perceberão.
Também não vou desencriptar a frase, desencriptem-na vocês.
O segundo momento, e há Tácticos da Desorientação profundamente infiltrados em todo este processo, foi as pessoas enfiadas na Docência, talvez das classes mais exóticas do nosso Sistema Solar, e conheço vários membros dela -- que vão do mais repreensível ao mais santo -- pensarem que o que estava a acontecer não lhes dizia directamente respeito.
Dizia, e dizia não só a elas como aos alunos, aos pais dos alunos, e a toda a zona de impacto social alargado que queiramos associar a estas categorias.
No total, não para mim, que sou fraco em cálculo e forte em intuições, É MUITA GENTE, e aqui vamos já passar à hipótese:
1) e à "Dióptrica", um dos textos mais chatos de Descartes: ou em todo este processo, há um erro de focagem, e, quando nos referimos a Maria de Lurdes Rodrigues como Ministra da Educação, e nela pensamos como a Ministra de um Governo sustentado por uma Maioria Absoluta, estamos a incorrer no erro de nos centrar na Árvore e a desfocar, como consequência, a Floresta.
A hipótese 2), que é a minha tese, é a de que Maria de Lurdes Rodrigues não é um membro de um Governo específico, mas o rosto de uma espécie de Sargento do Regime, assegurado por várias maiorias-sombra, com nomes diversos, como David Justino, Aníbal Cavaco Silva, Mário Soares (um estreante...), José Sócrates, Albino Almeida, Mariano Gago (a pessoa que ela sempre consulta, antes de dar um passo, portanto, um dos principais responsáveis por esta porcaria toda, e estive hoje, mesmo, mesmo, para lho dizer, "face to face", mas adiante...), Augusto Santos Silva, e mais uns quantos, que irão emergindo da sombra, histrionicamente, à medida que a situação se agudize.
Conduz isto, silogisticamente, a que as pessoas que estão, em campo, a afrontar Lurdes Rodrigues não estão a afrontar um qualquer membro de um mau governo, mas um putativo bom membro, julgado apto para uma missão homérica, por todo um Regime, e, já aqui, se obrigaria a uma táctica refocagem da cena.
Lurdes Rodrigues, como todos nós, é um ser humano, com existência quotidiana, sentimentos, impulsos, momentos de maior força, e outros, de recolhimento e tristeza, e temos de concordar nisto, com risco de podermos acreditar estar a viver num filme de monstros.
Humana e politicamente, portanto, ela já não deveria estar onde está, a não ser que a sua presença física e a sua imagem estejam a ser utilizadas como blindagem de desgaste por poderes-sombra, quanto a esses, sim, muitíssimo mais complicados e impiedosos.
Não pensem, portanto, os Docentes, que estão a fazer uma luta clássica, porque não estão, e podem incorrer no risco, de, de repente, se acenderem as luzes e serem apanhados com as cuecas na mão.
Este é um risco real, e pressupõe uma imediata alteração de estratégias, e imediato quer dizer... JÁ.
No seu seu silvar, Medina Carreira, como Silva Lopes o faz, com a mesma coloquialidade e frontalidade, advertiu-nos para tudo isto ir acabar mal, e com muito barulho. Pode acontecer, como parece, que a trincheira mais a jeito seja este conflito docente, e pôs o dedo na ferida: ganha a luta quem provocar menos estragos na envolvente familiar, ou, por palavras outras, que ganhar os pais como aliados.
Os pais, e afins -- e nesta categoria não incluo esse senhor Albino, porque, com a cara que tem, devia estar num Seminário, com voto de castidade, e, portanto, sem filho algum, excepto aquelas porcarias solitárias, feitas com os cinco dedos, invocando o nome do Senhor Santo Cristo e os êxtases da Santa Teresinha Marota de Ávila, que nojo... -- não podem usar a escola como curral para depositar as bestas que geraram em casa, nem berço para os muitos meninos jesus que julgam ter concebido por obra e graça do Espírito Santo, e essa é uma pista para os Professores, singela e angelicamente, começarem a questioná-los sobre se entendem "Professor" como transmissor de conhecimentos, ou "professor" como -- desculpem-me o anglicismo -- "entertainer", e guardador de rebanhos tresmalhados. Porque, no primeiro caso exige-se perfil de excelência, e, no segundo, um excelente perfil, para o qual a profissão docente não está minimamente vocacionada.
A Boa Escola, a bem dizer, deveria ser um lugar lúdico, de onde se saísse mais feliz e mais sábio, com gratitude e gratificação, de parte a parte.
O Sargento do Regime, Lurdes Rodrigues tem, como horizonte, o oposto desta Utopia, que resumi, na linha atrás, e os seus critérios sofrem de dupla esquizofrenia: berrando pela "excelência", coarcta o poder haver uma excelência global, e centra os seus esforços em economias de mealheiro, inauguradas por Ferreira Leite, geridas por funis, e seguidas por todos os trastes que lhe sucederam, e que nada têm a ver com Qualidade, mas com miseráveis quantidades de gaveta de merceeiro; por outro lado, pública e diariamente, demonstra que o importante é a papeleta académica, e não o processo da sua obtenção, como muito claramente o demonstrou o seu discípulo, José Sócrates, no vergonhoso Processo do Diploma, AQUI rememorado: de aí a multiplicação dos EFAs, dos CNOs e merdunças afins.
A saída política é a de David contra Golias: há uma Classe Profissional a lutar contra um Regime Apátrida e Apartidário, um Polvo Gigantesco, portanto, regressamos, por inerência, à necessidade de Imaginação.
Todos os aliados desta peleja são bem vindos, e vamos acabar aritmeticamente: Maria de Lurdes Rodrigues não é um problema de Governo, é um problema de Regime, de modo que se pode facilmente resolver, numa votação de geometria variável e transversal. Numa Assembleia com 230 Deputados, 121 pertencem à denominada "Maioria", de onde, consequentemente, 109 pertencem à "Não-Maioria": há 12 cabeças, que fazem a diferença, e a diferença, para suspender um processo, assenta aqui num número aziago, o número 13. De boa, ou má fé, o Partido Social Democrata, como consequência daquela coisa triste que foi ter assinado e abandonado uma votação, avançou hoje, pela voz de Paulo Rangel, com algo que reputo de meritório e gratificante, para uma Democracia que já entrou nos Cuidados Intensivos: apresentar uma nova proposta, agora, em regime de redenção, para a Suspensão de toda esta porcaria em que se tornou o Processo da Carreira Docente.
O PS já angariou 6 cabeças, que demonstraram estar CONTRA a postura amoral, acívica e anormal da equipa da Educação. Faltam 7, e compete às iniciativas cívicas fazerem-nos desalinhar do "rebanho" da disciplina partidária para os fazer alinhar com a bancada da Maturidade Cívica.
Esse é um trabalho de todos nós, e vamos ter de apostar nele, com calma, tempo e paciência, mas, para que não pensem que abandonei a célebre postura de "enfant-terrible", vou terminar este texto à... minha maneira.
De facto, não são só 7 pessoas que têm de ser convencidas, são 8, porque houve uma gaja, uma tal de Rita Seabra, que abandonou a sala, no momento da votação, para não violar os esteios que a ligavam ao chumbo determinado do PSD.
A mulherzinha parece que gostaria da Avaliação, e eu vou já avaliá-la aqui: querida, quem trai uma vez trai todas. Você traiu um partido, para apanhar uma boleia de um outro, quando o segundo parecia "estar a dar" mais do que o primeiro, e enganou-se ligeiramente, porque nunca mais reganhou qualquer diginidade.
Para mim, como para muitos Portugueses, trata-se de um puta, como muitas há, e o seu lugar não seria na Assembleia da República, mas numa das esquinas do ramo, para angariar fundos para as criancinhas com fome.
Portanto, um Bom Natal para si, Dona Seabra.
Abra-se..., isso..., vá-se abrindo, que a gente até gosta de a ver abrir-se toda...


("Pot-pourri", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Questão Tomista: Será possível que um bando de "zombies" incompetentes e de má-fé possa assegurar a educação de gente viva e saudável?...

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do KAOS
Falar de Educação, coisa que, desde o advento do Iluminismo, era sinónimo de Futuro, Claridade e Esperança, tornou-se, em Portugal, irremediável sinónimo de Luto. A mulher não tem culpa do ar que tem, mas têm enorme culpa da atmosfera que geram as sombras pardas que, por detrás dela, se perfilam.
Sou, como qualquer Português no seu estado de perfeita sanidade mental, anti-lurdista, como sou anti-cavaquista, anti-socratista ou anti-pinto-da-costista.
Faz parte da higiene mínima.
Hoje, todavia, ao perceber, mais uma vez, que a mulherzinha não é mais do que uma tipa obstinada, fraquita em termos académicos, e cheia de mazelas emocionais e de cicatrizes existenciais, a minha palavra mais verrinosa vai para os que a estão a usar como escudo protector. Bem puxados da sombra, eles lá saltam, uns atrás dos outros: o Valter Lemos, cuja aparência e competência cognitiva imediatamente remeteriam, se submetido a qualquer AVALIAÇÃO, para a parte de trás de um balcão de comércio tradicional de venda de... sei lá, pode ser queijos e fiambres; o tal Augusto Santos Silva, que sabia muito da missa, mas não teve tomates para fazer nada, e agora se escuda por detrás da figura da Sinistra; o Justino, que se calou, mal percebeu que aquilo estava a transbordar para os lados do Palácio das Marquises e o desgastado Sócrates, que, ignaro em tudo o que é Ciência, deve ter feito Economia também com AVALIAÇÃO por postalinho e encomenda das almas.
Vindo da Área das Ciências Duras, detesto Economia, como detesto Sociologia -- e lá me desculparão os meus leitores que escaparão a esta leitura simplificada que vou fazer -- pela simples razão que detesto qualquer ciência que, em termos de abordagem de momentos críticos começa as suas frases terapêuticas com um "parece que", ou "é provável que".
Quando o Sr. Sócrates vem, ufanamente dizer que os Portugueses irão viver melhor para o ano que vem, porque os juros estão a baixar, o preço da gasolina a descer, as prestações da casa a declinar (?) e a inflação a cair, eu uso as armas do costume, e digo-lhe "parece que" o senhor não sabe que um corte de taxas de juro até ao 0% é equivalente às sinusoidais dos aparelhos médicos passarem de ondulatórias cíclicas a linhas rectas: isso quer, tão-só, dizer que o paciente está morto, e o paciente aqui, é o Sistema Financeiro, e a sua arena produtiva, o Tecido Económico.
Quando o Sr. Sócrates acordar para que "seja provável" que passemos da Recessão à Depressão, e da Inflação à Deflação, e os juros se tornem negativos (!), talvez desperte do seu Sonho Armani, e se concentre mais na batata saloia que tem na ponta do nariz, percebendo que a sua Quimera chegou ao fim.
Até aqui, tudo bem, não fossemos nós, você, leitor, e eu, ficcionista, sermos os pagadores da factura dessa Quimera.
Adiantando uns rumores, "parece que" já poderá ter sucedido que o nosso derradeiro Balão de Oxigénio Comunitário esteja a ser desbastado em despesas correntes, a salvar números fictícios de "deficits" às centésimas (!) e a pagar calotes de Banqueiros, traficantes de armas, de drogas e de prostitutas/os. E, se isso "for provável", nós acabámos, enquanto autonomia política, e deixámos de ter viabilidade nacional.
Não me apetece falar disso.
O derradeiro beijo, o da Morte, é, de novo, para a Lurdes: de cada vez que ela recua, mais se comprova que nunca existiu. Tinha uma ficção, alicerçada em tempos de modas e bordados, em que as pessoas se perfilavam, de batinha, com o nascer do sol, e tomavam banhos de água fria, depois de noites de pesadelo, de não saber quem era o pai, e por que estaria internada naquele inóspito colégio, e sonhvam com EXCELÊNCIAS de Quadros de Honra com moldura de croché.
Essas são as suas recordações, minha senhora, não o Brave New World que os Professores deste país têm de transmitir, através de uma insuportável tensão emocional, aos seus educandos. Agarre nesse Albino -- figura que eu nem nunca tinha percebido que existia -- até ver, na TV, um gajo com ar de sapateiro pobre, daqueles que têm o sotaque do "achim", ainda por cima disfarçado, e que parece que é pai, e case-se com ele.
Coitados dos filhos.
Propunha o bom senso, que se fizesse um Erasmus entre os filhos do Albino e os filhos daqueles que não têm pais assim, e se pusesse o cavalheiro numa cena do "dá-me o telemóvel já", mas estilo traficante, de capucho, brinco e naifa em punho. Que lhe partissem os óculos e apanhasse uma punhada na cara, como recentemente aconteceu a mais uma professora deste país, ou que viesse dar aulas de substituição para Camarate ou para a Apelação, ou a esfregar mesas, cheias de "graffiti" ordinários (O Albino é paneleiro..., Ó Lurdes mama aqui...), para ele despertar daquele coma nojento jesuítico, e olhar para a REALIDADE, que é coisa bem diversa e adversa do que lhe ensinou a "Imitação de Cristo".
Quanto à Dona Lurdes, que Deus tenha, veio hoje às Cortes fazer um pedido patético, como fazem os desgraçados, aos revisores dos comboios da CP: olhe, eu ia para a última estação, mas esqueci-me de comprar bilhete. Acha que tenho descer na próxima, ou posso ir mesmo até ao fim?...
Coitada da Lurdes, hoje, ela até já cedia na tal Avaliação, mas... só para o Ano. Para o ano, mulherzinha, se lá chegarmos, haverá Eleições, e você será arrumada na prateleira da Mulher mais Odiada de Portugal.
Teve azar: quis o Fado que tivesse uma infância difícil e uma velhice ainda mais deprimente. Quanto à Avaliação, olhe, faço eu o papel do revisor: não, de facto, você não pode ir até à última estação, sem bilhete. Tem de descer na próxima, e a próxima é JÁ, para que todos percebam que o seu apear terá de ser rápido e exemplar.

(Pentagrama do luto dos últimos dias, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

Protesto Gráfico

Protesto Gráfico
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