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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Hoje é Dia da Bicha e da Fufa. Amanhã, vem o "pügrèsso", com o veto do Saloio de Boliqueime ao Casamento "Gay", porque estava previsto no 3º Segredo


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O Casamento é para casar

domingo, 2 de maio de 2010

Jenny Larrue e Cindy Scrash vítimas de violador, em Paris, que queria procriar com elas, e descobriu que não podia, por mais que tentasse :-)


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Que ricas mães :-)

terça-feira, 27 de abril de 2010

A obesidade é mais frequente nos casados: depois de procriar é engordar :-)


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Depois de lhe ter dado a cria, vou enfardá-lo como um chouriço, para as outras não me o roubarem

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Grandes Èxitos do "Braganza Mothers" - "Os Corpos Dóceis de Benito Berlusconi"

Imagem do KAOS
A "Estação Burra" já não é o que era, e, às vezes, uma pequena notícia é capaz de nos tirar do torpor, e tirou-me.
Diz o "Diário de Notícias" que Berlusconi, um vadio ordinário, decidiu mandar substituir o quadro que estava na sua salinha de Conferências de Imprensa, onde se representava uma "Verdade", do séc. XVIII, com o peito à mostra, por uma réplica (!) com as maminhas tapadas...
Eu sei, e ele também sabe, e todos nós sabemos que é uma vera chatice, de cada vez que o rosto-mor da Mafia Italiana bota faladura, lhe aparecer, por detrás uma iconográfica Verdade, com as mamas de fora: é uma rábula imediata, ao nível da parábola do rei-vai-nu. Berlusconi sabe que está nu, tão nu que se lhe consegue ver a filigrana dos ossos e os arredores todos só com uma mirada.
Faz aquilo que Fátima nunca fez, e ninguém, desde os Anos Castanhos das décadas de 20 e 30 do século passado se atreveu, que é tornar-se num miraculado, reles até à quinta casa, e inimputável, já que, como naquela célebre frase do Senado Italiano (têm de procurar, porque eu estou de férias), mesmo que Benito, perdão, Berlusconi mate a própria mulher, nunca poderá ser acusado (!).
A isto chama-se "Civilização" e a Itália está a começar a deitar as cartas de um novo baralho, já há muito anunciado por Sarkozy, Sócrates, Durão, Bush e outros crápulas afins.
Como César, mas um césar de palheiro, "Silvio" Mussolini colocou o exército nas ruas para patrulhar o problema da Imigração (!), o que deixa supor que quem tenha cara de imigrante possa imediatamente ser sujeito a comodidades como aquelas que os Chineses ofereceram aos jornalistas ocidentais, os Judeus diariamente concedem aos Palestinianos, Mugabe pratica no seu coio discretamente sustentado pelo Bloco dos Exploradores de Riquezas Naturais, José Eduardo dos Santos faz às visitas non-gratas, Bush cultiva em Guantanamo, e Fidel, antes de estar em coma induzido, oferecia aos seus melhores amigos. Eu sei que falham nomes na lista: o Maior Português de Sempre mandava-os fritar para o Tarrafal, e agora emerge uma Cultura, que breve será cartilha nas escolas, de que se-não-tens-a-mesma-cor-do-que-eu-vou-te-já-denunciar-porque-podes-ser-um-imigrante-disfarçado. (Uma ideia para Lurdes Rodrigues, claro)
Em Socio-Política isto tem o mesmo nome do que na Culinária, e chama-se "Sopa-da-Pedra", anti-dietética e capaz de fazer estoirar qualquer estômago delicado.
Ora, eu sou um estômago delicado, e sei bem quantos açúcares pairam naqueles pratos da "Casa das Sopas", desde que me ofereceram um pacote da base com que "aquilo" é feito, e eu nem quis acreditar, ao ler a composição: era um misto da carga calórica de meio quilo de sorvete com os óleos, as gorduras e mais uma série daqueles célebres "E-mais-uns-números" que faziam as minhas colegas de Química deitar as mãos à cabeça.
Berlusconi é um sabujo, e a Itália está a caminho de se tornar num Estado-Pária: o primeiro ensaio foi Nápoles, cidade de luz maravilhosa, e tão desgraçada como as ruínas de Lisboa, que esteve meses sem recolha de lixo, e ninguém deu por isso. Suponho que em Portugal, onde as vizinhas fazem a triagem recicladora atirando tudo pela janela, como desde a Idade Média -- são sábias, desculpem-me lá: elas já sabem que quando o saco estoirar nas traseiras dos quintais, os vidros vão para um lado, o plástico voa para a esquerda, o papel gorduroso para a direita, e os resíduos orgânicos imediatamente serão devorados pelos "pitt-bulls" e os lulus-lambe-ratas das donas da rua do lado. A isto chama-se separar, para reciclar, sem grande investimento,
mas isto era apenas um comentário em "voz-off", porque o que me fez realmente saltar a tampa foi a censura da mama da outra, tão-só porque isso me faz lembrar eras sinistras, santas inquisições e fariseísmo, na sua quinta-essência.
Do ponto de vista social, quando os sistemas entram em agonia, refugiam-se no moralismo: o II Império, como uma "Olympia" em cada quarto, também punha as saias até aos pés, e impedia os dignitários de se coçarem (!) defronte do Príncipe de Marly, meio-irmão de Napoleão-o-Pequeno, enquanto, no outro lado do Canal da Mancha, a pseudo-viuvinha se escondia em Balmoral, entregue nos braços de um cocheiro, e depois descaiu nas lascívias de grupo dos bandos de indianos com quem andava amigada em "time-sharings" e "swings", ah, sim, enquanto cá fora, era oficialmente um luto que durou quarenta anos, e acabou nas bebedeiras-para-esquecer de Eduardo VII, em Paris, no Jack-o-Estripador (porque quanto mais carregares na tecla da repressão moral, mais a explosão dos arredores se dará...) e numa Guerra Mundial, sem precedentes.
Em moralidade, somos canónicos, e é um velho produto que poderemos sempre exportar: tradicional, genuíno e generalizado. No interior de cada um de nós, jaz, em crisálida, uma mãe-de-bragança, sempre dispota a vir para a rua, aos gritos, a apontar o dedo e a dizer: "foi-aquele!..."
Sendo objectivo, Benito Berlusconi fez muito bem me tapar a mama daquela pintura, por duas razões: a primeira, pelo que vi na foto, de raspão e mázinha, porque o quadro não presta; a segunda, porque o peito da mulher é para amamentar, não para estar a ser exibido, em directo, nas televisões mundiais, sempre que o mafioso regurgita faladura. A moda, obviamente, veio para ficar: está tudo em Foucault: "Il ya eu, au cours de l'âge classique, toute une découverte du corps comme objet et cible du Pouvoir", e entre a Opressão e a Libertação, jogaram-se todos os pequenos poderes. Em suma: em terminologia médica, um ciclo de Sístole/Diástole, no qual entrámos agora na época da contenção... para os outros. Um gajo, que enriqueceu a vender programas badalhocos de televisão, com gajas completamente descascadas, com cara de tipo ordinário e passe L123 de casas de alterna, uma espécie de Pinto da Costa, mas dotado de um lustre e de uma potencialidade que só séculos de Mafia, genuína, poderiam assegurar, e com o velho "pathos" italiano, e o "Glamour", sim, esse inegável, é verdade que Berlusconi, rasca, tem o verniz de uma Cultura que produziu séculos e séculos de extremo bom-gosto, aliás, a Itália, mesmo nas crises, sempre foi sumptuosa, e Berlusconi tem, ao contrário de Pinto da Costa, essa radiação inata do verniz do corpo negro: estamos no cenário de Milão, que dita a Moda do Supra-Sumo, e nós, aqui, na perpétua Cultura do Garrafão.
Por mim, já sabem que sou bastante radical: sempre que cheira a Moral, saco logo do revólver, por uma razão bastante simples, que, como Nietzsche já preconizara, me coube em sorte. É muito difícil viver acima da Moral, e o esforço que implica essa irreversível ascensão já o sofri penosamente, ao longo da minha existência de exilado interior. Implica um código próprio de valores, pessoal e intrasmissível, por vezes partilhado, mas só por osmose. Petrónio, "arbiter elegantiorum", sabia quanto isso custava, e tinha toda a razão. Afora isso... sim, sou. na vida real, um ferrenho ferreira-leitista: acho que o casamento é para procriar; que a maminha da Verdade italiana ou é para dar de mamar, e então têm de pintar ali uma boquinha sequiosa de anjinho rafaelita, ou TAPAM-NA JÁ, e a pilinha, objectivamente, é para urinar, sim, pois é.
Olha, a propósito... Berlusconi, olha lá para aqui... 'tás a ver?... Já a tirei para fora: abre lá a tua falsa boquinha... Upa!..., vê lá se não te mancha o fato Armani!...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Igreja continua contra o Casamento "Gay", mas abre a porta a negociações sobre Pedofilia, Consolo de Viuvinhas e Padres Paneleiros




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AQUELE DA PARÓQUIA DE S. DOMINGOS ANDA DESESPERADO, PORQUE SE AS BICHAS CASAM, ELE FICA SOLITÁRIO PARA SEMPRE...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Na cama, com Ferreira Leite

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Imagem do KAOS
Eu sei que a imagem "na cama com Ferreira Leite" não é apetecível, mas antes isso do estar a apanhar chuvas de meteoritos na Praia da Maria Luísa. Aníbal, dito o de Boliqueime, uma boca colocada em Belém, para fazer o mesmo papel dos carimbos de antigamente, nos cartórios, em que se molhava o carimbo na tinta, e se dava uma mãozada no papel, para aquilo passar a ser verdadeiro, esteve à sua própria altura. Na realidade, quem pôs Aníbal em Belém pôs lá uma boca, que, quando convém, lá molham no tinteiro, e afocinham-na logo a seguir no papel, para o validar. Esquecem-se de que, na Era do Virtual, aquilo não vale um corno e só existe o que está digitalizado, e quando não há quebras de corrente, em que tudo passa a vento.
Parece -- eu não li -- prefiro o poente, no Hemisfério Sul, que cavalga a Terra em vez de se afundar no mar, que havia uma Lei das Uniões de Facto que foi vetada pela alma menor que faz de boca-carimbo, em Belém. A lei nunca vi, portanto, ignoro o que lá estivesse, mas os protagonistas conheço-os demasiado bem, para me poder pronunciar, e aí vamos.
"Facto", quanto ao étimo, é uma coisa que aconteceu, logo, qualquer casamento, até que aconteça qualquer coisa, não consegue chegar a ser uma união de facto. Eu explico: na Natureza, último refúgio das coisas naturais, quando, por exemplo, aparece um par de cães a ganir-nos, à porta, porque a coisa "deu o nó", e não se conseguem soltar, nem à mangueirada, eu posso afirmar estar, no Reino Animal, perante uma união de facto. Manuela Ferreira Leite, uma vidente dessas coisas, já há muito que afirmou -- e fui eu quem lhe pôs a citação na "Wikipédia" -- que "o casamento é para procriar", ou seja, o casamento só se torna numa união de facto quando, de facto, nasce uma goela aos berros, a testemunhar que, mais ou menos nove meses antes, houve um meteorito qualquer da Maria Luísa que ali caiu na cratera. Até aqui seria Lineu, e estaríamos calmos, mas o desconforto começa quando olhamos em redor e vemos quantas boas almas se casaram, mas nunca conseguiram chegar a uma união de facto.
Exemplifiquemos: Zezé Castel-Branco e a velha, por exemplo, são um casamento, mas não uma união de facto, e aí Cavaco tem toda a razão, e passo a citar, "O diploma em apreço contém soluções normativas complexas que claramente indiciam que o legislador optou por aproximar o regime das uniões de facto ao regime do casamento – estabelecendo, por exemplo, no artigo 5º-A, uma presunção da compropriedade de bens e uma regra de responsabilidade solidária por dívidas ou prevendo a possibilidade de compensação de danos em caso de dissolução da união de facto", ou seja, o Aníbal, apesar das limitações de Boliqueime, percebeu que há muita gente que utiliza o Casamento para beneficiar de artifícios fiscais, e benefícios, que, de outra forma não poderia obter. Simplificando, descobriu que o casamento da velha com a bicha era um pretexto para ela poder traficar livremente jóias dos Estados Unidos para a Europa, contornando a Alfândega.
Isto é feio, e todos sabemos que Castel'Branco já passou uma noite na prisão por causa desse contrabando, e, dizem as más línguas, foi uma das noites mais felizes da sua vida... Não sei, não estive lá.
O caso de Manuel Maria Carrilho, a "Carrilhada" era uma outra longa história, e não há espaço para a analisar aqui, mas, aparentemente, conseguiu vencer a barreira do casamento -- deve ter custado tanto, meu deus... -- e chegado ao Dinis, prova de fogo da união de facto. Falta o teste do ADN.
Quando, em Setembro, Ferreira Leite se tornar na Primeiro Ministro de um governo minoritário do PSD, deveremos voltar, em força, a este tema: o casamento branco, ou seja, duas pessoas que assinam uma papeleta qualquer, defronte de um parvo que alinha no esquema, ou que vão de véu de laranjeira para defronte de um padre jurar mentiras devem ser investigadas: ou procriam, e o fruto da procriação deve ser alvo de uma perícia de ADN, não vá haver algum jardineiro pelo caminho, como na Casa de Bragança, ou o casamento é imediatamente condenado como uma falsa união de facto, e os cúmplices sujeitos ao regime de tributação geral dos solteiros, com coima agravada e retroatividade.
Cheira-me a que, só com isto, vamos passar de "Deficit" a "Superavit", em 2010...
Uniões de facto do mesmo sexo, então, meus amigos, só com implante de útero e ovários num dos parceiros, como fazem os Iranianos, ou reconstrução de um pénis e de testículos, que obrigue uma das fufas a procriar da outra.
Estamos fartos de esquemas de facturas falsas, vinham agora estes com um que até era contra a Natureza. Foram caçados, os sacanas, e a tempo!
Parabéns, Senhor Aníbal, pela sua decisão: mostrou que continua uma excelente boca para carimbar a Cauda da Europa. Por mim, pode continuar.

( União de facto no "Aventar", no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Correio da Lola - "Casamento Homossexual (versão 5.0.1)"

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Querida Lola:
O meu António, desde que viu na televisão que a grande prioridade da Segunda Maioria Absoluta do Sr. Engenheiro José Sócrates é o Casamento "Gay", passa os dias defronte do plasma, assiste aos noticiários e aos debates todos, e só olha para mim, depois de olhar para o relógio, como se só estivese à espera de que chegasse a hora, com um ar de... sei lá... parece vingança. Estou preocupada: acha que ele está assim por causa da desvalorização dos Títulos de Tesouro?...

(Maria da Ascensão de Vale Parido, Lugar da Aviada e Ovelha)
Querida Ascensão:
Lamento desiludi-la, mas o seu marido não percebe nada de títulos de tesouro, o que seria de espantar, para uma pessoa que vive num sítio com um nome desses... Deixe que lhe diga que até acho uma sorte que ele tenha casado: nesses lugares remotos, geralmente os homens acasalam com ovelhas, e toca a andar... Mas há algo de profundamente rupestre no seu matrimónio, meu amor. Assim, pela descrição... acho que você está a viver um casamento tradicional misto, tipicamente português, sabe, em que um dos membros é homossexual, e está casado com o outro que é heterossexual. São coisas dessas que não lembrariam nem ao demónio, mas coexistem com a Banda Larga, o BPN e os Moldes do Philippe Boutton (de Rose). Já pensou na modernidade do que é termos uma espécie de solução mista, que não é agressiva, como essa coisa do casamento entre a paneleiragem e a fufalhada, mas haver um dos membros que gosta da fruta e o outro que vive na santíssima ignorância do "jamé"?... Acho que já respondi N vezes a emails desses, do casamento "gay", e sabe a minha posição: sou contra. Agora, um casamento como o seu, até pode ser uma excelente pista e saída para um imbróglio que para aí se avizinha. Vejamos: não há coisa mais contra a Natureza do que casar duas bichas, porque, na cama, as bichas ficavam a "bater pratos", coisa horrível, ambas a sonhar com um fuzileiro que fizesse delas cadelas, para depois poderem subir o Chiado com aquele arzinho do cuzinho a dar-que-dar, e a pensarem, que consolada que eu estou, já tive o meu HBO de hoje, vou com as bordas a pingar... Querida Ascensão, aparentemente, o seu casamento é um casamento misto: cumpre todas as regras canónicas, há uma coisa em forma de homem, e outra, em forma de mulher, e já devem ter procridao, em geral os três filhos da praxe. Pelo que percebi, a coisa em forma de homem já é mais mulher do que a mulher que você é, mas é nisso que está a riqueza do vosso matrimónio, porque permitiu juntar, na graça de Deus, um corpo heterossexual com outro, homossexual. Vamos esticar um pouco a corda e pensar em conjunto, fazendo muita, muita força, para que tudo dê certo, está bem?... Imagine agora que chegava perto de um padre e lhe dizia: o meu marido é homossexual!... O padre decerto que lhe mandava rezar umas quantas ave-marias, uns padres-nossos, papar umas hóstias, tapar os olhos a "certas coisas", e isso durava até que a campa vos separasse. O Engenheiro Sócrates, pessoa de muita moral e honra, apenas quer alargar um pouco mais a coisa, e colocar no lugar da mulher um homem mais mulher do que uma fêmea, conservando a seu lado, para o bem e para o mal, até ao fim dos tempos, um heterossexual bem caracterizado. Acha isso mal?... Eu não. Seria uma defesa do casamento tradicional português, misto, com um dos parceiros hetero e o outro homo, e iria permitir diversificar a espécie. Por exemplo, um "skinhead" com uma papoila da "Purificácion Garcia"; um "GOE" com o Cláudio Ramos; um Corpo de Intervenção com um colibri do "Lux". Acho que seria um nicho de mercado a explorar, e toda a gente saía feliz. Difícil é arranjar dinheiro para patentear a ideia, mas se gastassem mais nisso, e menos a tapar os buracos dos criminosos do BPN, o País seria mais feliz. Kisses, tá???...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Bombeiros descascam-se todos para angariar fundos: continuamos a anos-luz do Séc. XXI


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Leya AQUI

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Os corpos dóceis de Benito Berlusconi

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Imagem do KAOS
A "Estação Burra" já não é o que era, e, às vezes, uma pequena notícia é capaz de nos tirar do torpor, e tirou-me.
Diz o "Diário de Notícias" que Berlusconi, um vadio ordinário, decidiu mandar substituir o quadro que estava na sua salinha de Conferências de Imprensa, onde se representava uma "Verdade", do séc. XVIII, com o peito à mostra, por uma réplica (!) com as maminhas tapadas...
Eu sei, e ele também sabe, e todos nós sabemos que é uma vera chatice, de cada vez que o rosto-mor da Mafia Italiana bota faladura, lhe aparecer, por detrás uma iconográfica Verdade, com as mamas de fora: é uma rábula imediata, ao nível da parábola do rei-vai-nu. Berlusconi sabe que está nu, tão nu que se lhe consegue ver a filigrana dos ossos e os arredores todos só com uma mirada.
Faz aquilo que Fátima nunca fez, e ninguém, desde os Anos Castanhos das décadas de 20 e 30 do século passado se atreveu, que é tornar-se num miraculado, reles até à quinta casa, e inimputável, já que, como naquela célebre frase do Senado Italiano (têm de procurar, porque eu estou de férias), mesmo que Benito, perdão, Berlusconi mate a própria mulher, nunca poderá ser acusado (!).
A isto chama-se "Civilização" e a Itália está a começar a deitar as cartas de um novo baralho, já há muito anunciado por Sarkozy, Sócrates, Durão, Bush e outros crápulas afins.
Como César, mas um césar de palheiro, "Silvio" Mussolini colocou o exército nas ruas para patrulhar o problema da Imigração (!), o que deixa supor que quem tenha cara de imigrante possa imediatamente ser sujeito a comodidades como aquelas que os Chineses ofereceram aos jornalistas ocidentais, os Judeus diariamente concedem aos Palestinianos, Mugabe pratica no seu coio discretamente sustentado pelo Bloco dos Exploradores de Riquezas Naturais, José Eduardo dos Santos faz às visitas non-gratas, Bush cultiva em Guantanamo, e Fidel, antes de estar em coma induzido, oferecia aos seus melhores amigos. Eu sei que falham nomes na lista: o Maior Português de Sempre mandava-os fritar para o Tarrafal, e agora emerge uma Cultura, que breve será cartilha nas escolas, de que se-não-tens-a-mesma-cor-do-que-eu-vou-te-já-denunciar-porque-podes-ser-um-imigrante-disfarçado. (Uma ideia para Lurdes Rodrigues, claro)
Em Socio-Política isto tem o mesmo nome do que na Culinária, e chama-se "Sopa-da-Pedra", anti-dietética e capaz de fazer estoirar qualquer estômago delicado.
Ora, eu sou um estômago delicado, e sei bem quantos açúcares pairam naqueles pratos da "Casa das Sopas", desde que me ofereceram um pacote da base com que "aquilo" é feito, e eu nem quis acreditar, ao ler a composição: era um misto da carga calórica de meio quilo de sorvete com os óleos, as gorduras e mais uma série daqueles célebres "E-mais-uns-números" que faziam as minhas colegas de Química deitar as mãos à cabeça.
Berlusconi é um sabujo, e a Itália está a caminho de se tornar num Estado-Pária: o primeiro ensaio foi Nápoles, cidade de luz maravilhosa, e tão desgraçada como as ruínas de Lisboa, que esteve meses sem recolha de lixo, e ninguém deu por isso. Suponho que em Portugal, onde as vizinhas fazem a triagem recicladora atirando tudo pela janela, como desde a Idade Média -- são sábias, desculpem-me lá: elas já sabem que quando o saco estoirar nas traseiras dos quintais, os vidros vão para um lado, o plástico voa para a esquerda, o papel gorduroso para a direita, e os resíduos orgânicos imediatamente serão devorados pelos "pitt-bulls" e os lulus-lambe-ratas das donas da rua do lado. A isto chama-se separar, para reciclar, sem grande investimento,
mas isto era apenas um comentário em "voz-off", porque o que me fez realmente saltar a tampa foi a censura da mama da outra, tão-só porque isso me faz lembrar eras sinistras, santas inquisições e fariseísmo, na sua quinta-essência.
Do ponto de vista social, quando os sistemas entram em agonia, refugiam-se no moralismo: o II Império, como uma "Olympia" em cada quarto, também punha as saias até aos pés, e impedia os dignitários de se coçarem (!) defronte do Príncipe de Marly, meio-irmão de Napoleão-o-Pequeno, enquanto, no outro lado do Canal da Mancha, a pseudo-viuvinha se escondia em Balmoral, entregue nos braços de um cocheiro, e depois descaiu nas lascívias de grupo dos bandos de indianos com quem andava amigada em "time-sharings" e "swings", ah, sim, enquanto cá fora, era oficialmente um luto que durou quarenta anos, e acabou nas bebedeiras-para-esquecer de Eduardo VII, em Paris, no Jack-o-Estripador (porque quanto mais carregares na tecla da repressão moral, mais a explosão dos arredores se dará...) e numa Guerra Mundial, sem precedentes.
Em moralidade, somos canónicos, e é um velho produto que poderemos sempre exportar: tradicional, genuíno e generalizado. No interior de cada um de nós, jaz, em crisálida, uma mãe-de-bragança, sempre dispota a vir para a rua, aos gritos, a apontar o dedo e a dizer: "foi-aquele!..."
Sendo objectivo, Benito Berlusconi fez muito bem me tapar a mama daquela pintura, por duas razões: a primeira, pelo que vi na foto, de raspão e mázinha, porque o quadro não presta; a segunda, porque o peito da mulher é para amamentar, não para estar a ser exibido, em directo, nas televisões mundiais, sempre que o mafioso regurgita faladura. A moda, obviamente, veio para ficar: está tudo em Foucault: "Il ya eu, au cours de l'âge classique, toute une découverte du corps comme objet et cible du Pouvoir", e entre a Opressão e a Libertação, jogaram-se todos os pequenos poderes. Em suma: em terminologia médica, um ciclo de Sístole/Diástole, no qual entrámos agora na época da contenção... para os outros. Um gajo, que enriqueceu a vender programas badalhocos de televisão, com gajas completamente descascadas, com cara de tipo ordinário e passe L123 de casas de alterna, uma espécie de Pinto da Costa, mas dotado de um lustre e de uma potencialidade que só séculos de Mafia, genuína, poderiam assegurar, e com o velho "pathos" italiano, e o "Glamour", sim, esse inegável, é verdade que Berlusconi, rasca, tem o verniz de uma Cultura que produziu séculos e séculos de extremo bom-gosto, aliás, a Itália, mesmo nas crises, sempre foi sumptuosa, e Berlusconi tem, ao contrário de Pinto da Costa, essa radiação inata do verniz do corpo negro: estamos no cenário de Milão, que dita a Moda do Supra-Sumo, e nós, aqui, na perpétua Cultura do Garrafão.
Por mim, já sabem que sou bastante radical: sempre que cheira a Moral, saco logo do revólver, por uma razão bastante simples, que, como Nietzsche já preconizara, me coube em sorte. É muito difícil viver acima da Moral, e o esforço que implica essa irreversível ascensão já o sofri penosamente, ao longo da minha existência de exilado interior. Implica um código próprio de valores, pessoal e intrasmissível, por vezes partilhado, mas só por osmose. Petrónio, "arbiter elegantiorum", sabia quanto isso custava, e tinha toda a razão. Afora isso... sim, sou. na vida real, um ferrenho ferreira-leitista: acho que o casamento é para procriar; que a maminha da Verdade italiana ou é para dar de mamar, e então têm de pintar ali uma boquinha sequiosa de anjinho rafaelita, ou TAPAM-NA JÁ, e a pilinha, objectivamente, é para urinar, sim, pois é.
Olha, a propósito... Berlusconi, olha lá para aqui... 'tás a ver?... Já a tirei para fora: abre lá a tua falsa boquinha... Upa!..., vê lá se não te mancha o fato Armani!...

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