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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Semiramis, o bêbedo

Demência, laivos de âmbar ao entardecer!
Esculturas puras, parvas e podres!

Deus é gordo e leva no cu!
Sou lindo de morrer e feito  à sua e-magem!
 

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Transcrições das Escutas do "Face Oculta" - "Um pouco de sexphone, se faz favor..."


Imagem do KAOS

Dedicado ao Semanário "SOL", pela ousadia de me atribuir o galardão de "Blogue da Semana"


CD 37 – minuto 5, segundo 12 (Da série mandada queimar pelo Aventalinho do Orelhas de Bode, do Supremo Tribunal de Justiça)

Zé - … é porque eu hoje estou de ressaca. Voltou o meu primo de Shaolin, só conversas de gajos e de coca, ele foi para lá, pensar que ia aprender aqueles truques todos do “Matrix”, parece que deslocou duas vértebras, a minha mãe tem estado nas rezas dela…

Mano – A tua mãe continua nas cenas do Jeová?...

Zé- Sim, e isso é uma coisa que me faz sofrer bués, aqui, na vizinhança, quando ela bate à porta, a anunciar o Fim do Mundo, fazem um grande sorriso, mandam-na entrar, começa tudo como se já se conhecessem há muito tempo… Perguntam-lhe logo se ela já sabia que o Fim do Mundo ia ser comigo, a cota fica horrorizada, diz que não é isso que vem na “Sentinela”, mas as pessoas insistem que é isso que ouvem dizer por todo o lado, no talho, na padaria, no café…

Mano – E a velha?...

Zé – Pá, a velha anda fodida, como é natural, já foi de urgência para o hospital, e agora decidiu que já não vai bater de porta em porta, a falar do Fim do Mundo, mas da Retoma que vai vir a seguir. Entrou em depressão, porque batem-lhe com a porta na cara, como faziam antigamente. Isso, mais a Câncio, que quer ser aumentada, por cada notícia em que o nome dela aparece colado ao meu, nas revistas do Abel e do Carlos Castro..., pá..., ando mesmo mal, como no período da “Independente”…

Mano – Então, queres falar de quê?...

Zé - Pá, tudo menos de robalos, de sacos de dinheiro, de “Freeport”, de concessões à Mota-Engil…

Mano – Podemos falar da “Lena”. A cena está bem orientada com o consórcio francês. O Pedroso cumpriu bem a missão na Roménia, e, se calhar vai agora para o Báltico. Os gajos precisam bué de autoestradas, e nós sabemos sacar o alcatrão e… (risos) transformá-lo em… robalos (risos)

Zé – Mano, já te disse que não me apetecia falar de coisas sérias… Apetecia-me qualquer coisa de especial…

Mano – Tipo o quê?... Queres umas anedotas das pielas do Alegre?... Dos ataques de epilepsia do Cavaco?... Há umas boas, que me chegaram ontem de Belém (risos) O gajo parece que se mija pelas pernas abaixo (risos)

Zé – Não, queria outra coisa, sei lá... (silêncio)... Sabes fazer sexphone?...

Mano – Sei, mas com gajas russas, daquelas com mamas grandes e muita chichinha (risos) pachachas seminovas, como diz o Putin (risos). Queres que faça de gaja?...

Zé – (silêncio)

Mano – Pronto, já percebi… Queres que faça de gajo?...

Zé –(silêncio)

Mano – Escuta, eu sei imitar a voz do Diogo Infante… do teu primo…

Zé - Consegues imitar o meu primo?...

Mano – Yeah… os dois, os três, todos os que tu quiseres. (silêncio) Mas tens alguma fantasia com os teus primos?...

Zé – (silêncio)… tenho…

Mano – Com qual???...

Zé – (silêncio)… com… todos... Os primos, os meios primos, os tios... eu curtia uma bacanal com eles todos...

Mano – Então, vamos nessa, para coemçar, eu faço de Hugo Monteiro, e tu (silêncio)…

Zé - … eu posso fazer de... Câncio?...

Mano – Bute nessa, meu, bute nessa (risos). Vá, começa lá… Anda, chavala, põe-me essas tetas todas cá para fora…

Zé – (silêncio. Abre a camisa Boss) … assim, está bem?...

Mano – Yeah, meu, vamos já a uma “espanholada”?... Abre-me essas mamas e roça agora o telemóvel no rego… isso… estás a senti-lo todo, muito quentinho, para cima e para baixo?... Isso, vá, mais devagarinho, e roça mesmo o teclado, para eu te sentir toda… Queres gemer para mim?...

Zé – (Sócrates geme)… hmmmm… tão bom… Queres que meta o Blackberry onde?...

Mano – Onde quiseres, passa-o no rego do cu… Isso… devagarinho… Agora, põe no vibrar, que eu vou desligar e voltar a ligar… (desliga o telefone)

Zé - Hmmm, tão bom… Apetecia-me um Venezuelano daqueles morenões, como o Chávez me costuma arranjar, nas visitas de Estado… Mano, estou cheio de tesão… Não queres vir aqui, para fazermos os dois, ao vivo?...

Mano – Foda-se, ainda se fosses uma Lituana boa, fazíamos o “Hostel” aí, em tua casa, com a Mãe do Herman a cortar-te a picha e a dá-la de comer aos cães aí da rua, que ela costuma envenenar…

Zé - … vá, mano, já nos conhecemos há tanto tempo… Aqueles dias em que ficávamos sozinhos na “Sovenco”… (suspiro) Tantas vezes que eu pensei que me ias encostar à parede, e tratar como uma cadela… Até podíamos casar, quando eu aprovasse o Casamento “Gay”… (silêncio) Eu iria lindíssima, de véu branco e flor de laranjeira, e depois podíamos adotar uns daqueles putos sem família da Roménia… O Paulo conhece tantos… E o meu nome ia ser, no Registo Civil, José Sócrates Pinto de Sousa Vara… (suspiro) Lindíssimo… (suspiro)

Mano – Nâ, chavalo, isso não… Regras da Loja. Somos como irmãos: irmãos da Loja negoceiam, traficam e manipulam, mas nunca fodem. Isso ia ser incesto, Zé, quer na Regular, quer na Irregular...

(Fim da escuta)

(Dueto comemorativo, no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Nota Edibloguetorial: Novembro em expansão


Imagem KAOS

Aparentemente, dizem-nos nos jantares dos autores, estamos de perfeita saúde, e tornámo-nos numa referência. As nossas audiências oscilam entre o elevado e o muito elevado. A nossa equipa, com a reativação da Tânia Vanessa e a entrada em cena de Napeida Currália, promete bater os recordes de audiências.
Por outro lado, continuamos espartilhados, por termos atingido o teto das etiquetas, e a opção poderia ser mudar de espaço, o que é sempre problemático.
O "Sapo" teve a simpatia de nos abrir um espaço no seu universo, o que muito agradecemos, mas o "Blogger" continua a oferecer uma série de passos intuitivos, que muito apreciamos, e adiamos a transmigração, por agora. Como é necessário inserir novas etiquetas, uma hipótese seria fazer um corte nas supérfluas ou obsoletas, o que implica trabalho acrescido. Do mesmo modo, seria desejável uma reentrada nos comentários não moderados, mas o flagelo das contrafações de "nicks" e das patologias parece não ser apanágio do nosso espaço, já que se multiplica por todo o lado, impede-o, de momento. Um conselho genérico, é fazer o estamos a fazer, que é reenviar os comentários ofensivos, difamatórios e criminalmente analisáveis, para support@blogger.com, em princípio, o responsável pela saúde destes lugares.
Há gente que  insiste em não ter vida própria, tem demasiado tempo para dedicar à sua miséria existencial, e nunca percebe a aura de ridículo de que, em espiral se vai revestindo. Como se costuma dizer, há gostos para tudo.
Serve, afinal, este texto para dizer que, num país que se decompõe, e continua cravado no cauda da Europa, nos congratulamos com ser um caso de sucesso
 É bom que nos aconteça, e é um bem que a todos contempla. O nosso horizonte, é, como sempre foi, a excelência... :-)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Sinistra Ministra Isabel Alçada


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Dedicado a Maria de Lurdes Rodrigues, que, imaginem, nos vai deixar saudades com o que aí vem...

O KAOS falhou-me hoje com a imagem, de maneira que começo o texto a meio, ... era uma e meia da tarde, já estava eu a telefonar para Londres, para o Filipe, sempre querido, sempre amigo do meu coração, eternamente infantil, que ainda estava no seu eterno encanto de alma ledo e cego, para lhe dizer, e passo a citar, "olha, a puta da tua prima foi escolhida para nos foder... (sic)", e como o outro não percebesse, tive de lhe dizer, "é Ministra, agora...", e ele, "mas Ministra de quê?...", e eu, " Da Educação, a única Pasta, tirando a da Cultura, onde cada um pode ser Ministro..."
Isto é a fase dos "fait-divers", porque, logo a seguir, fui caindo na Real: Lurdes Rodrigues era uma mulher obcecada, primária, que tinha sabido o que custava subir na vida, a partir do nada, e aqui fica feito o elogio possível, a quem não me merece nenhum respeito, porque nunca se soube fazer respeitar, mas, vá lá, sou cavalheiro. Isabel Alçada é pior, é secundária, cínica, ambiciosa, pretenciosa, "snob", e com o pior estádio de quem tem "pedigrée", que é achar que tem mesmo "pedigrée", e quem não tiver não... existe. É secundária, e dá-te, por meia leca, e a sorrir, uma, duas, três, facadas nas costas. A coisa é substancialmente grave, no momento de derrapagem do Sistema de Ensino. Pode perguntar-se o que é que uma gaja, casada com o Rui Vilar, patrão da Gulbenkian, vem fazer num terreiro destes, onde tudo são trincheiras, minas e atiradores furtivos. A primeira resposta é evidente e é ditada pela vaidade dura e pura, como é típica destas gajas que vêm das bases do Ensino e não se habilitaram academicamente, senão, acima de umas duvidosas cuspidelas curriculares, e esta tem várias. A segunda é redundante: como não tem qualquer ideia para o Ensino, exceto nivelar o lixo por cima, mas está cheia de ideias para si, era o perfil ideal para o cargo, e foi.
Não "se achasse" e não passaria de uma mera espécie de vendedora ambulante do Círculo de Leitores de Lombadas, mas as "Mulheres de Vermelho", o braço maçónico feminino deve ter achado que era a hora ideal de a sua acólita avançar, e avançou. Parece-me vê-la, de escola em escola, a vender as "Aventuras da Professora Tijuca de Perna Aberta nas Moitas de Oitavos, à Boca do Inferno", onde passavam os camionistas, e vazavam os colhões, isto, "da capo", repetido tantas vezes até as criancinhas, e os leitores para criancinhas, adormecerem.
Agora que é Ministra, substituirá Eça e Camões pelas suas/delas bostadas (Ana Maria Magalhães) e... e esta é a minha grande esperança, pôr livros dela no programa, em vez dos horrores do Saramago: sofrem menos os jovens e quem tem de os ensinar, embora a ignorância da Língua permaneça estacionária, e isso é bom, execelente, "moderno". Com sorte, e louvando a Bíblia, talvez o Loby Maçónico, com o austero apoio gulbenkeniano a transforme no próximo Nobel da Literatura. A verdade é que se o Saramago tem, por detrás de si, uma fantástica máquina de propaganda, distribuição e venda de lixo, esta não a tem melhor, e noutro nível, não diria "tia", mas mais "chic", e nesse patamar eu gosto de discutir, ou seja, temos tudo para nos odiarmos de morte, à cabeça: ela, porque eu nunca a li, nem lerei; eu, porque talvez aconteça que um dos seus assessores lhe ponha, um dia, debaixo do nariz o que eu penso da figura, e a madame não é como a Lurdes, que estava sempre a jeito e ao nível de enxovalho; esta tem um Obama lá dentro, e não admite brincadeiras, é menina de processos disciplinares e perseguições, uma espécie de Margarida Moreira, mas de bairros finos, pelo menos na conceção dela de... "fino".
Por mim, estou-me, como o Ferro Rodrigues, "cagando": estou, literalmente, a entrar numa novelíssima fase da minha vida, e isabéis alçadas já eu como, e comi, muitas ao pequeno almoço, desde que me conheço, e assim continuarei.
Num parêntesis, e no esterco que é este "novo" governo de Sócrates, que está todo errado, já que o erro maior está na pessoa do escolhido para Primeiro Ministro, e tudo o resto são meros declives consequentes, uma palavra de elogio para a menina Canavilhas, bem simpática, uma mulher da Cultura, e pianista, o que faz dela, em hipótese, e, neste caso, em tese, uma alma sensível e um bom caráter. É. Faz parte das minhas curiosidades biográficas ter-lhe atribuído um prémio (!), mas hoje não estou para grandes histórias: recordo, com saudades, um regresso de Castelo Branco, onde concordávamos que o melhor "Requiem" de Mozart era o do Hogwood, com as suas vozes infantis, e sequência heteróclita.
Quanto à Alçada, não sei se irei escrever muito mais, já que não vai demorar muito, a ela, conseguir pôr na rua, não 100 000, mas 150 000 professores, e isso vai ser adorável. Porém, como é uma senhora, eu, que seleciono as palavras ao milímetro, quero despedir-me com uma flor, mas uma flor especial, que só se dá a narizes empinados como o dela: querida Isabel Alçada, a nova Sinistra Ministra, receba deste seu Arrebenta, com carinho, amor, devoção e respeito, uma flor, mas uma flor de uma das palavras que mais execro em Português: uma flor de... chulé. Melhor, um título que até podia ser dela: "Aventuras de uma Oportunista toda Perfumada numa Flor de Chulé".

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Caso Saramago

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
É, pá, vamos lá tentar ser sucintos, porque eu tenho mais que fazer e pensar.
Como é típico em Portugal, acorda-se tarde e a más horas. Faz anos que escrevi, e publicamente me pronunciei, sobre Saramago ser um Cancro da Cultura e da Língua Portuguesa. Isso fez correr horas de debate, e o texto passou de mão em mão, por tudo o que era pró e contra, na Associação Portuguesa de Escritores. A coisa, mais ou menos, só me foi comunicada depois, pelo meu caríssimo amigo, José Correia Tavares, que até alinhava, e com paixão, no que eu tinha escrito. Em 92, o texto era um mero esboço. Foi fotocopiado, e passou pelas mãos de toda, ou quase toda, a gente que escrevia em Portugal. O "Laramago" final foi revisto em 1998, quando o pobre diabo recebeu o "Nòbele", e imediatamente me começaram a chover telefonemas em casa, para quererem saber o que eu pensava. O problema é que eu não pensava nada, nem o assunto sequer me interessava.
O chamado "Nobel da Literatura" deixou de fora alguns dos meus escritores favoritos, como Proust, Joyce, Kafka, Borges ou Ezra Pound, só para citar alguns, de cor. Em contrapartida, e justamente, foi atribuído a Thomas Mann, a Otavio Paz, que também traduzi para Português, e, o ano passado, a Le Clézio, um ESCRITOR. Afora isso, está cheio de sombras e de solavancos políticos, como uns gajos do Quénia, ou lá o que é, e mais umas geografias da conveniência, situadas pelo Oriente.
Por um silogismo simples, ao terminar o séc. XX, havia uma lacuna no Nobel, que era nunca ter atribuído o galardão a uma Literatura extensa, rica e nobre, como a Portuguesa.
Também é líquido que, quando as cabeças do Comité começaram a girar às voltas, para ver se havia algum Português que sobressaísse, o que estava mais a jeito era o que manipulada, e habilmente, tinha sido "colocado a jeito", cum caraças, obra de uma formiguinha badalhoca, com metástases em Portugal e España, e cuja especialidade era o "marketing". Parece que é uma Pilar não sei das quantas, que se não deve ter casado com o velho, por acaso... Na Escandávia, e isso já entra na "petite histoire", havia um ativista do "Partido", como há muitos por todo o lado, que sacou o coelho da cartola, e o milagre fez-se.
Literariamente, Saramago não vale um corno, e a máquina que o alçou é duvidosa, se bem que eficaz: pareceu dar-nos um balão de oxigénio, mas não deu nada, porque concedeu visibilidade a um mau escritor e a um péssimo caráter.
Se, de aqui a 100 anos, se fizer o levantamento da construção da Língua -- isso é uma das tarefas do ESCRITOR -- devida a Saramago, a resposta é ZERO. Não há uma única ideia, uma frase memorável, um aforismo que possamos contar aos vindouros. Aquilo é mau, mal escrito, e serve, como máquina de fabricar chouriços, só para enriquecer uma editora e o próprio. A esta hora, o Bom Comunista, se ao menos isso ele ainda tivesse em si, já devia ter transformado os lucros fenomenais numa Fundação de diminuição das Assimetrias Sociais, mas a tartaruga analfabeta prefere refugiar-se em Lanzarote, a fazer o papel da alma incompreendida e exilada.
Seja ateu, mas conceda aos outros o direito de acreditar, e esta é a frase de um não-cristão, eu.
Isto parece não ter nada a ver com o sucedido, mas tem. Ao contrário de Saramago, de quem folheei uma vez um livro, só para ter a certeza de aquilo era uma MERDA, gosto imenso da Bíblia, um texto onde há um gajo extraordinário, muito moderno na irreverência e na consensualidade, no vive e deixa viver, no não censures naquilo em que podes ser censurado, e que preferia, como eu, os amigos à família. Estou a falar do "Novo Testamento". Olhando para trás, e para a frente, a linguagem bíblica, cheia de metáforas, de construções hiperbólicas e de imagens inesquecíveis (O "Apocalipse", que ilustrei, e prefaciei -- coisa difícil... -- num mau momento, e a pedido do Assírio, então muito doente, mas, felizmente, já recuperado), ao contrário de Saramago, de quem nunca li, nem lerei, uma linha, influenciou-me fortemente na escrita: deu-me um caráter messiânico e um estilo de abismo, entre o profético e o embalador. Devo-lhe muito, a esse livro, semigrosso, que anda espalhado, entre o meu chão e a cabeceira. Nunca lá vi maus exemplos. Como os textos egípcios, os mesopotâmicos, o maravilhoso "Gilgamesh", que também ilustrei e prefaciei, a Bíblia está cheia de situações ameaçadoras, mas... obsoletas. Em lugar nenhum desse livro está escrito "guarda os cabedais da tua usura, e os direitos de autor da tua prosa intragável, para pôr isso em juros a render, para as "lingeries" da Maria del Pilar", e a puta que a pariu... Não manda matar o próximo, nem exilar para a Sibéria, como os catecismos em que esse cúmplice silencioso da morte, chamado Saramago, alinhou, sem nunca se ter retractado. Esse Saramago é o mesmo que, em 75, saneava, com palavras apocalípticas e anátemas do Deus do Velho Testamento, os colegas de trabalho, que não comungavam dessa mesma cartilha. É o mesmo que esteve calado sob todos os crimes cometidos pela União Soviética e acha que em Cuba se vive "normalmente".
Vá viver para lá, e deixe os Cubanos refugiarem-se em Lanzarote.
Tudo isto deu polémica, e levou a que eu abandonasse a Direção da Associação Portuguesa de Escritores, por dizer, como hoje, e sempre, todas estas coisas que as pessoas têm MEDO de dizer.
Em Portugal continua a viver-se no MEDO, de verbalizar, escrever e pronunciar publicamente o que se pensa.
Em 90, pus a cabeça no cepo, quando, com Mário Soares a declarar -- podem procurar no "RTP-Memória", que talvez lá esteja -- que, parafraseio" "Portugal vivia um dos seus momentos de maior criatividade literária", e apanhou comigo em cima, a desancar, em diferido, mas televisivamente, que o Grande Prémio de Literatura da Associação Portuguesa de Escritores era uma jigajoga, que dava, todos os anos, uma batelada de dinheiro a um, ou uma, que ainda não tinha tido direito à fatia (!).
Não era Literatura, era esmola rodada, e quem apanhou com isto em cima, em direto, na RTP, foi um tal de Paulo Castilho, mais um dos tais que vai acabar na poeira e no esquecimento, e que não se sabia onde se haveria de meter, quando levou com o meu depoimento em cima...
Na mesma época, já pontificava a Clara Pinto-Correia, outra miséria do cenário nacional, com o seu "Adeus, Princesa", uma bosta, cheia de erros frásicos de construção, a contar umas fodas que ela dava, em Beja, com os militares alemães, que deviam achar gira a pele tisnada, coisa que eu nunca li, mas que foi Livro do Dia CRÓNICO na Feira do Livro, durante ANOS, até a mulher se perder no álcool (E esta é dedicada a um dos nossos mais assíduos leitores, que bem sabe quanto custa acompanhar a Vice-Reitora nas suas curas de desintoxicação. Um abraço para ele, e um pontapé na cona, para ela...). Mas o pior ainda estava para vir, o Sousa Tavares e os seus plágios, que muita gente também considerou "Literatura", a Inês Pedrosa, meu deus, o meu amigo Pedro Paixão, que sabe que eu não o leio, e a quem aconselhei fazer o Doutoramento com a ligeireza com que... não escrevia.
As voltas que Pessoa e Eça haveriam de dar na campa, ao ver no que esta choldra se tornou, mas isto já vai longo e finaliza com um pequeno conselho para esse traste do Saramago: "amigo", você, que acha a Bíblia um lugar de maus caminhos, faça-me um exercício: reduza a sua escrita, que é fraca, vá lá, mesmo fraquinha, e, enquanto reduz a sua fraca escritinha, olhe mais para os lírios do campo, e menos para o seu milionário saldo bancário. Todos nós agradecemos, e muito.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Manuela Moura Guedes enquanto último espasmo de botox do final do Regime


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Imagem do KAOS

30 de Abril de 1945: "As tropas soviéticas tomam o edificio do Reichtag, e içam a bandeira da União Soviética em Berlim. Para os russos, este é o momento mais significativo da vitória. A esta hora, a pouco mais de 500 metros deste lugar, Hitler está a almoçar, pela última vez [...] Hitler almoça com as suas duas secretárias e o cozinheiro vegetariano. O criado Erwin Jakubek, recordou mais tarde que a última refeição era constituida por esparguete com um molho leve. Hitler fez novas despedidas, tendo dito a Gertrud Junge "Agora, as coisas chegaram ao fim". As tropas russas encontram-se a 500 metros da chancelaria e do abrigo de Hitler. Eva Braun abraçou a secretária e disse por sua vez: "Muitas saudades minhas para Munique. E fique com o meu casaco de peles como recordação. Sempre gostei das pessoas que vestem bem." O coronel Otto Gunsche está de guarda junto à porta da antecâmara que conduzia aos aposentos de Hitler. Nesta altura chega Magda Goebbels, que pede para falar com Hitler. Gunsche não a consegue persuadir e bate à porta. Hitler estava de pé na saleta, e Eva Braun, estava na casa de banho. Hitler ficou aborrecido com a intromissão e diz "Já não quero voltar a falar-lhe". Otto Gunsche sai dos aposentos. Ouve-se um tiro. Martin Bormann foi o primeiro a entrar no quarto, seguido do criado Linge.

Acho que Manuela Moura Guedes, para o bem e para o mal, está no imaginário de todos nós. Nos tempos de outrora, o marido serviu brilhantemente o Poder, enquanto gestor da televisão pública. Muitas águas correram desde esse dia, e aconteceu-lhe o mesmo que às mulheres de esquina: o Tempo tornou-as marias elisas, e o degradar das condições de informação no território português, sufocado pela máquina de intoxicação e "marketing" do Agente Técnico de Engenharia José Sócrates fez-nos quase que esquecer ter havido um tempo de maiores liberdades.
De Manuela Moura Guedes relembro aquele breve interregno governamental, que teve Durão, Portas e Ferreira Leite à frente, e onde, de facto, começou a fase final do declínio português, e relembro-o por uma razão hoje quase apagada: a Manuela foi um dos rostos que mais contribuiu para a divulgação da situação de existência de uma Rede Pedófila infiltrada nos mais altos mecanismos do Estado. É verdade que não foi só ela, como poderão rememorar aqui, mas foi, enquanto memória, também ela, e isso paga-se caro, e bem caro.
Curiosamente, embora nos antípodas das minhas ansiedades políticas, senti que, por um breve instante, naquele período, parecia que a Justiça estava a funcionar, em Portugal. Segue de aqui um enorme abraço para o meu amigo, João Guerra, que nos devolveu, por momentos, a ilusão de que íamos ficar a saber, de vez, a porcaria que regia Portugal. Erros nossos, má fortuna, horror ardente.
A ingenuidade do Casal Moniz não era ingenuidade, e dizem mesmo as más línguas que o "Casa Pia" foi um excelente momento para derrubar o monopólio da Produção que a sinistra teia de Carlos Cruz detinha no setor televisivo. Como estarão lembrados, até as películas públicas tinham sido usadas por essa gente para filmar Pornografia e Pedofilia, ou seja, fomos nós que pagámos os infinitos milhões de Carlos Cruz, e Manuela Moura Guedes, com todos os seus tiques e insuficiências, foi, então, um dos corajosos rostos dessas denúncias.
Hoje, calaram a Moura Guedes, como vão calando tudo o que ameace pôr em causa o Crime que governa Portugal. É o margaridamoreirismo, em todo o seu esplendor, mas não se fica por aí, e invade todos os lugares onde a livre opinião se expressa. A nossa escala é outra, mas também já passámos por tudo o que era porcaria, infiltrados, censuras, calúnias, comentários de psicopatas, a típica figura do "troll", da mulher mal fodida, e até aquele espantoso mural, que agora antecipa "The Braganza Mothers", como sendo um potencial sítio de transmissão de vírus (!)...
É verdade: nós transmitimos o Vírus da Verdade, e isso desagrada a muita gente, desde a Maçonaria, o "Lobby" Pedófilo, as ressentidas da Opus Dei, a vérmina infiltrada, os invejosos, os dementes, e todos aqueles que, desde a Santa Inquisição, sonham com um mundo de ficções menores, em vez da pura e dura realidade, e que desconhecem existir o direito do "Outro".
A verdade é que há muito que me começou a faltar a paciência. Este texto é, evidentemente, de solidariedade para com todas as formas de Liberdade de Expressão, venham elas de setores alinhados mais à Direita ou à Esquerda, e, especificamente, dedicado a Manuela Moura Guedes: é-me totalmente indiferente, desde que essas ideias, justamente, não colidam com a possibilidade de expressão de todas as outras. Hoje, mais uma vez, presenciámos que ainda nos falta um longuíssimo caminho até à Maturidade da Opinião, coisa que criou, e tipificou, as sociedades avançadas, como, por exemplo, a Inglesa, onde é muito difícil fazer passar gato por lebre, e, quando querem que passe, dá direito a demissões ministeriais e quedas de governo, de um dia para o outro.
Como diz a fraquíssima Margarida Rebelo Pinto, "não há coincidências", e não há, e esta veio mesmo a calhar, para eu antecipar um texto que estava reservado para meados da Campanha Eleitoral: o heterónimo "Arrebenta", algures nascido nas caixas de comentários do "Expresso", onde pontificou, desde 2001, introduzindo a variedade e exuberância, e de lá corrido, em 2005, quando se atreveu a fazer campanha cerrada contra aquele horror que é Cavaco Silva, entendeu que tinha chegado ali o fim do seu tempo útil. Os seus leitores e apreciadores, entenderam o contrário, e ofereceram-lhe o Blogue Eleitoral "The Great Portuguese Disaster 1985-1995", cuja função findou com a desastrada eleição do Ogre de Boliqueime, sendo ainda hoje um um dos ossuários mais visitados da Blogosfera. Poderia ter aproveitado essa segunda deixa, mas, mais uma vez fui incentivado para avançar para o primeiro "The Braganza Mothers", que se afundou naquilo que de pior a natureza humana consegue produzir. O resto já vocês conhecem, e lá fomos sobrevivendo, no meio dos ataques, das sabotagens, dos insultos da canalha, mas sempre sustentados pela força dos nossos leitores, e dos adversários que nos respeitam como tal.
Enquanto autor do heterónimo, e a pretexto do episódio Moura Guedes, de aqui lanço um desafio e um ultimato: caso, nas Eleições de final deste mês, saia um Governo com esta aberração chamada Sócrates à frente, minoritário, amuletado pelo Bloco de Esquerda, a fazer o pino, de costas, de lado, ou pintado de ouro, não voltarei a escrever uma linha que seja. Você imagina-se a escrever num país governado por um cacique revalidado nas urnas?... Eu... não. Há limites para a paciência, e não me apetece andar a fazer de parvo para um povo que perdeu totalmente o respeito por si mesmo. Quanto a mim, há, felizmente, muitos mais lugares de diários exercícios de estilo do que andar a deitar pérolas a porcos. Enterro este meu Álvaro de Campos, e sigo para a minha paisagem de Caeiro.
Pois, talvez custe ler isto, mas é mesmo assim. Muito Boa Noite.


(Desabafo de quem anda farto desta merda de país, no "Aventar", no "A Sinistra Ministra", no "Arrebenta-SOL", no "Klandestino", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers")

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Na cama, e na urna, sem José Sócrates

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do KAOS e dedicado ao meu amigo Farelhão




Hoje, soube-me muito bem não ver a entrevista com José Sócrates. É como com os mortos, é melhor a gente guardar aquelas imagens de quando tudo ainda era belo, calmo e sereno, do que ficar marcado, a ferro ardente, com os últimos esgares da Morte desinteressante.
Como é público, Sócrates é das raras personagens, que, desde sempre, não me despertou qualquer tipo de piedade ou sentimento, suponho, aliás, que tenha sido o melhor dos argumentos para passar a poupar energia gasta em televisão. Em contrapartida, já tive de comprar vários telecomandos, por causa do carregar no botão do "salta-daí-depressa-que-chegou-o-aldrabão"...
A "Miss Fardas" fazia-me dar gargalhadas, e tornei-a num clássico do imaginário da Net, quando a punha a desfilar, naquela pose de Estado, à Henrique Santana, defronte dos soldados, nariz muito empinado, não fosse descair-lhe o olhar para a braguilha dos camuflados, como seria natural e saudável. Sócrates, pelo contrário, nunca me fez rir, nem no princípio, nem no meio, nem no fim: é uma mero placebo, em forma de amiba, que insistem em enfiar em fatos, que continuam a matraquear que custam muito caro, quando podiam fazer o filme com adereços de muito mais baixo custo e com a mesma tão má atuação, porque o importante, no fundo, é a imutável miséria do protagonista.
Quando o Mário Crespo, no meio da entrevista da SIC, me passou o excerto, notei que tinha havido alguns melhoramentos, é para isso que serve a cosmética, e imaginem o que seria a Bocarra Guimarães, nua, depois de ter apanhado uma valente mangueirada, que lhe tivesse feito escorrer as tintas e os corantes todos para a sarjeta. Eu sei que a imagem é chocante, mas podia acontecer: bastava que ela tivesse sido apanhada por um tufão de Grau 5, e tivesse sobrevivido, nua e crua, agarrada a uma palmeira da República Dominicana, onde o Pedro Miguel Ramos, pela primeira vez, lhe ensinou que se podia brincar aos casamentos, porque, no fundo, tudo era como os maços de cartas: acabado o jogo, bastava embaralhar, e começar do início, mais Dinis, menos Dinis.
Tudo isto para dizer que tinha havido um toque no capilar: a carapinha estava mais insuflada, o que poderá indiciar implantes, quiçá pagos pelos "Freeport", ou que apanhou do Vital Moreira o tique da frequência dos cabeleireiros de caniches. Acrescento que sei que o Cacém se está a tornar numa superpotência regional, à pala disso...
No outro dia, dizia a minha amiga Carmelinda Pereira -- que já percebeu que a Política só motiva os tristes, e se virou para o Civismo, onde o homem/mulher comum expressam as coisas simples, e elementares, que lhe vão na alma -- que adoraria ver um Governo de coligação, onde o PS, o PCP e BE programassem o que têm de melhor em si... mas sem Sócrates. Achei a ideia bonita, e até me atrevia a acrescentar, sem Sócrates, nem Alegre, por causa do bafio. Esqueceu-se a cidadã de que, uma vez chegados ao Poder, cada uma das cores políticas imediatamente exerce o que de pior tem em si, ou seja, arriscávamo-nos a apanhar com todos os sócrates que o PS, o PCP e BE lá têm escondidos dentro.
Não se esqueça de que há sempre, em qualquer covil, uma Maria de Lurdes Rodrigues que espera, na sombra, por si.
O cenário de Setembro vai ser cómico, com o Centrão separado por centésimas, e até aquela mulher esgalgada do PSD, que parece uma anémona, num gesticular de mãos, e que as pessoas adoram tratar por "Professor Marcello", suponho que no mesmo tom com que se trata, no Tintin, o Professor Tournessol, fala -- tinha de me roubar a ideia, a bicha... -- de que íamos papar 2 anos minoritários do Arenque Fumado. Seria interessante que a vitória do Arenque Fumado trouxesse uma daquelas rixas típicas dos barões do PSD e a desgraçada fosse obrigada a governar, de costas viradas para o seu partido, e com uma coligação negativa do que de pior houvesse no PS, no PCP e no BE. Sempre era uma esperança para a Ana Drago ir tutelar os aterros sanitários, a Odete Santos para a Cultura -- (esta é genuína e não é sarcástica) -- o Rosas na Administração Interna, para matar saudades das bufarias da PIDE, e aquela cadela da Isabel Alçada, que plagiou o Plano Nacional de Leitura, com a maior desfaçatez e frieza do Universo, a fingir que havia Ministro da Educação em Portugal, coisa que já não há, desde o tempo em que o Scarlatti dava lições de cravo à canhota da Maria Bárbara. Ah, sim, e o Paulo Pedroso podia ir para os Negócios Estrangeiros, para cumprir uma longa tradição, e o Constâncio até continuava, enquanto houvesse Maçonaria e Arte.
Já me esqueci do que vinha dizer... Ah, sim, já sei: parece que ficou célebre aquela parte da "voz off" da Judite de Sousa, aquando da Ferreira Leite, de maneira que perguntou à vaidosa da bicha "se ela era vaidosa", que é o equivalente a perguntar ao Pinto da Costa se comprava árbitros. É claro que seminegou e semiseesgasgou, e deu uma resposta que me encheu o coração de ternura: tinha vaidade nos filhos...
Pudera, deram trabalho a fazer, e por mais ejaculação precoce que haja, sempre obrigaram o salpicão de Vilar de Maçada a ter de penar, alguns minutos, na sua "peregrinatio ad loca infecta". O que aquilo lhe deve ter custado...


(Triângulo, só mesmo para entreter os desesperados, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Hubble



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