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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Infeliz 2010



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Imagem KAOS

É consensual que 2010 será o ano de todas as desgraças. Não me apetece enumerá-las, até por que elas vos vão bater à porta, uma atrás da outra, dia após dia, até à consumação final.
A cena internacional é negra, e não só no sentido figurado como no literal: a primeira grande fraude política do séc. XXI, uma coisa peçonhenta, pretenciosa e favelada, chamada Obama, que o típico europeu "soissante-huitard" continua a considerar um milagre da Fé, é, de facto, um objeto das causas sobrenaturais, que é como alguém consegue, sem a graça que tinha a estupidez do Bush, continuar a exercer as mesmas políticas, e a aprofundá-las, mais, ainda. Falo, obviamente, do Médio e do Próximo Orientes, onde se está a consumar, com falinhas mansas, aquilo que os senhores que governam o mundo já tinham preconizado: mais tarde ou mais cedo, a Monarquia Saudita, uma das más invenções do Ocidente, vai ter de cair, para deixar vulneráveis os dois corações do Islão, e poderem-se atacar os fundamentalismos pela raiz. Os idiotas acreditam nos tais "piratas da Somália", que devem receber treinos de agências americanas e israelitas, e agora veio a cereja em cima do bolo, o Yemen, que também se tornou "perigoso". Basta olhar para um mapa, e ver que ambos os países representam a entrada para o Mar Vermelho, e que a instalação de forças marítimas internacionais na zona poderá ser a plataforma para o atrás exposto, mas como a ideia não é de Bush, que não tinha ideias, mas de Obama, que acha que as tem, a plateia do idiotismo internacional aplaude, e a coisa irá em frente, assim como já foi a proteção das Rotas da Droga, no Afeganistão, sob a proteção do Nobel da Paz. Com um pouco de sorte, e isso aplaudo, o Irão cairá por dentro, embora isso seja só mais uma faceta do mesmo diamante negro.
A vergonha será a primeira coisa a desaparecer em 2010, e brevemente ninguém saberá o significado do termo.
Internamente, sem Governo, nem Oposição, vivemos alguns dos dias mais felizes da nossa história recente, embora isso vá já acabar, lá para o final de Janeiro, quando vier a Realidade, travestida de Orçamento de Estado, e percebermos que nós, os cidadãos cumpridores, os que trabalham, os da Função Pública, os que pagam impostos, os que nem sabem o que é um "off-shore", tivermos de pagar décadas de porcaria, alimentadas no seio do Cavaquismo, a pior coisa que flagelou Portugal, e continuadas, agora, no Socratismo, que é o Cavaquismo das Sucatas. Corre o boato de que aquela coisa, a que alguns ainda insistem em chamar de "Presidente da República" tirou os dinheiritos todos, que tinha depositados no BPN, mal lhe soou um espírito santo de orelha de que a coisa ia descarrilar. Pena que essa sineta não tenha soado para tantos outros prejudicados, e, sobretudo, num país onde se fala de referendos, não se tenha feito um referendo, para saber se os Portugueses estavam interessados em pagar o buraco do BPN, que não é buraco nenhum, mas uma reles metáfora do Fim do Regime. Para que se percebam as diferenças, os Americanos, de quem toda a gente diz mal, e eu não, meteram na prisão o Madoff, durante 150 anos, enquanto os Portugueses, inteligentemente, pouparam esses 150 anos ao Constâncio, empurrando-o para uma Vice Presidência do Banco Central Europeu (!).
De facto, a Maçonaria quer, pode e manda.
O Casamento "Gay", um entretimento de fim de semana, já que essas "coisas" não existem em Portugal, serve de cortina de fumo para esconder o desastre que aí vem. Para um Tratado onde perdemos a soberania, toda a gente achou normal que não houvesse referendo, mas, num assunto que diz respeito, em princípio, à vida privada dos outros, já se toca a rebate, e vêm imediatamente as mulheres de bigode, as parideiras e os fariseus achar que a palavra deve ser dada ao povo. Acontece que esse povo é o mesmo povo de incestuosos, de violadores de velhinhas e crianças, de paneleiros, de padres pedófilos, de senhoras decentes que vendem a cona a troco de roupa cara, de gajos com vícios inconfessáveis, e de freirinhas masoquistas, que acham que os outros devem seguir a norma da sua enorme pobreza interior. Este é um dos sinais do Cóccix Europeu, e é por isso que eu, que odeio casamentos, por os achar uma das instituições mais desacreditadas da sociedade, que nunca tive o menor interesse por crianças, nas quais só consigo ver goelas, onde não se põe a questão de "se", mas sempre de "quando" é que vão desatar a berrar, desta vez, estou comodamente sentadinho, no meu sofá, a ver se o país profundo, de bigodes e bocas da servidão, aquele que nos tornou numa espécie de Transilvânia do Atlântico, vai apanhar um lambadão nas fuças, já na sexta feira. Digamos que faço uma aliança pontual com os ventos de "Esquerda", só para chatear o País da Hipocrisia, embora o tema não me interesse um corno. A haver referendo seria, hoje em dia, sobre a necessidade de manutenção do Casamento Tradicional, já que ele se reduziu não a saber "se", mas "quando" é que o divórcio se consuma, e, como podem imaginar, os frutos dessas fornicações de conveniência ficam muito bem entregues, naquelas rodas vivas do uns dias com o pai, outros com a mãe, quando, entretanto, já a mãe se juntou com outra gaja, e o pai é capaz de andar a apanhar no cu de um amigo qualquer, ou de um qualquer um, nos duches do "Holmes Place" com o qual deveria era ter, no tempo certo, organizado os trapinhos, não fosse a pressão social para... casar e... procriar.
Poderia desenvolver isto, por aqui fora, mas não me apetece escrever mais. Os tempos são fundamentalmente desinteressantes e estou cada vez mais numa postura hipocritamente "dandy": para mim, é deixá-los comerem-se todos uns aos outros, que eu adoro estar a ver.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Correio da Lola - "Casamento Homossexual (versão 5.0)"

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Querida Lola:
Sou Procuradora no Caso "Freeport". Por razões que pode imaginar, não me posso identificar, mas tenho um problema bastante grave, e precisava do seu aconselhamento. A minha filha, ultimamente, leva lá para casa umas amigas, fecham a porta, ficam a ouvir música budista, e depois começam a sair uns fumos pela porta, acho que aquilo é perigo, porque as gatas passam, respiram, e caem no chão, a ronronar. Aliás, ouve-se o ronronar da minha filha com as amigas mais o ronronar dos gatos. O meu marido, sempre que passa à porta, põe um ar horrível, e diz "há pessoas que têm muito azar na vida, e eu tive o azar de ser uma delas...". Quanto aos meus dois filhos, foram para o I.A.D.E., e agora passam os dias para cima e para baixo, no Chiado, com uns jeitos de mãos, e uma voz, tipo o Professor Marcello Rebelo de Sousa, e mal chegam a casa, sentam-se no sofá, a ver vídeos tipo HBO, o meu marido passa à porta, põe um ar horrível, e diz "há pessoas que têm muito azar na vida, e eu tive o azar de ser uma delas..." Só que a coisa piorou, quando o Agente-Técnico de Engenharia, José Sócrates, disse que o grande desafio de Portugal para o Séc. XXI era o Casamento Homossexual... Estou tão confusa que até me esqueci do que lhe queria perguntar... Please, help me...
( XXXXXX XXXXX XXXXXX, DGIAP, Lisboa)
Querida Procuradora Anónima:
Sinto-me uma traveca realizada, sempre que vocês me escrevem, em vez de andarem a branquear políticos e a violar o Segredo de Justiça. Quanto ao Casamento Homossexual, já, por várias vezes, tive oportunidade de me pronunciar aqui, frontalmente contra, por isso, não percebo por que é que me escrevem cartas a mim, em vez de ser ao Vital Moreira, à Senhora de Mota Amaral, ou, sei lá... ao Toy. A sua filha, pelo que já percebi, deu em fufa, daquelas que fumam "chinesinhas" enquanto estão com a língua no mete-e-tira da rata umas das outras. Acho que se irão sempre esfregar mais do que casar. Pelo que sei da Vida Privada das Fufas (Pode comprar os pacotes todos na FNAC, com preço verde, filmados pelo Attenborough, porque a série acabou de sair), as fufas são mais de se esfregarem do que de se casarem, tanto mais que adoram grupos, chuvas douradas, a mijarem-se umas às outras, como gatas, do que propriamente irem à Capela das Aparições, enfiar, em bando, anilhas nos dedos, e prometerem ser fiéis para sempre, como se alguma fufa fosse fiel ao que quer que fosse, quanto mais às outras, benzó-deus. Quanto aos seus filhos, Senhora Procuradora, a olharem para HBOs basta olhar para si, ver as camadas de batôn e rimel que a senhora põe, de cada vez que vai à televisão defender o paneleirão de Vilar de Maçada, para se saber que os seus dois filhos saíram, pois claro, à... mãe. Acontece, olhe, para ser sincera, só me faz lembrar a Família Portas, onde a única que gosta de mulheres é a Catarina. Agora, nem pense em casá-los. É por isso que eu sou uma ferreira-leitista ferrenha: a menina já imaginou quanto ia custar aos homossexuais de Portugal, que já estão todos casados, e pela Igreja, voltarem outra vez a casar-se homossexualmente?... Faça as contas: o enxoval... um deles, pelo menos, tem de ir de véu branco e flor de laranjeira, coisa que vai aos 5 000 €; o outro tem de ir de fraque e a dar ao cu, como quando sobe o Chiado, e isso são mais 3 000 €; uma dvdteca de filmes porno, porque, como pode imaginar, é preciso muita hora de filme de macho para que duas bichas sintam, na cama, qualquer tesão uma pela outra..., ponha-lhe mais 2 000 €. Isso, ainda por cima, vende-se pouco em Portugal, ainda tem de vir em US$ ou £... Depois, ou compravam casa nova, ou ficavam a viver os três, com a gaja enganada, do primeiro casamento, e os orçamentos subiam. Como sabe, as estatísticas apontam para 2 000 000 de Portugueses a gostarem de "abafar a palhinha" e quase o dobro desejoso de se iniciar. É assim: sejamos pragmáticas, não havia Orçamento de Estado que aguentasse uma aventura dessas, e devemos seguir os conselhos de Ferreira Leite: se há cortes a fazer nas Grandes Obras Públicas, temos de começar pelo Casamento Gay. Essa gente que se aguente com o casamento que já tem, que estamos todos em época de austeridade, e quando passar a crise, logo se verá. Casar os gays todos de Portugal, incluindo os divórcios dos maridos e das mulheres anteriormente enganados... querida, isso dava para 10 TGVs e 4 Aeroportos de Alcochete-Freeport. Deixe-se disso, e caia na real, e pense no seu caso. Diz que tem uma filha e dois filhos?... Pois então o seu marido é um daqueles casos críticos, do casado e pai de três filhos. Reze, minha amiga, reze muito, não seja ele próprio um flagelo no seu lindo lar, de Procuradora. Reze por isso, enquanto reza para não levar um chuto no cu no Caso "Freeport". Kisses, desta sua bundosa.

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