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terça-feira, 18 de maio de 2010

PCP avança com Moção de Censura, para mostrar que Governo de Sócrates tem a maior Maioria de sempre, no Parlamento


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Imagem Kaos

Entre aldrabões, carneiros e abstidos

domingo, 21 de março de 2010

Portugueses aguardam, com ansiedade, Eleições Antecipadas, para darem Maioria Absoluta ao "Chefe", José Sócrates


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Imagem Kaos

Yes we like :-)))

sexta-feira, 12 de março de 2010

Tropa de elite de José Hugo Sócrates treina-se, para evitar que o "Chefe" saia da Cadeira do Poder


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Foto do "SOL"

yes we kill

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Páscoas Negras e Maiorias Absolutas

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do KAOS
Nada há de mais deprimente do que voltar, para encontrar tudo quase na mesma, com tendência para pior.
Acho que foi aos 10 anos que me disseram que o Pai Natal não existia, e nada ganhei com a informação; aos 12, se bem me lembro, acabaram-me com o Mito da Cegonha, e ainda fiquei mais desmoralizado. Pouco a pouco, portanto, comecei a sentir aquela vaga sensação que eu chamaria de Síndroma de Câncio, que é ir perdendo as salivações, umas atrás das outras, sendo que o osso apresentado, afinal, não valia tanto esforço das salivares.
Faz por esta época mais ou menos 2 anos que todos nós, os parolos que ainda lêem algumas coisas, não vão ao Futebol, sabem que a Lúcia era uma mitómana mentirosa, e por isso teve de ser encerrada num convento de bruxas a quem cortavam a língua, se falassem, e que não ouvem Fado, exceto naquelas gravações mono da Amália, em que ela ainda dava a ginja ao Espírito Santo, para se transformar no Frank Sinatra do Salazarismo e sequentes,
dizia eu,
essas aves raras, nas quais me incluo, pensaram que viviam numa Modernidade, com laivos de ética, e que os papagaios empalhados também sofriam o efeito da força da gravidade, talqualmente os objetos cognoscíveis, como Descartes diria.
Era mentira.
Atiraram-se ovos, escreveram-se quilómetros de palavras, deu-se ao volta ao mundo em insinuações, e o Processo do Diploma não atirou Sócrates ao chão.
Parte da glória inicial deste blogue disso viveu (como poderão rememorar AQUI), embora eu, quando a noite chegava, confesso agora, raras vezes acreditava no que tinha escrito durante o dia, e vice versa.
Hoje, por acaso, ainda estou pior, e o sentimento de paródia assentou: vamos, a passos largos a caminho da Realidade, coisa de que gosto tanto como de dinheiro, ou seja, nada.
Há uns rumores que fazem de Sócrates uma carapaça sem conteúdo, mas creio que essa análise enferma de um relativismo de paradigma, porque parte da suposição de que as coisas, e os seres, em Política, se estruturariam de acordo com a fórmula de um Interior e um Exterior. A Máquina da Comunicação Social, com a sua imposição forçada de um novo espaço mítico, dispensa -- como sofreria Proust com isto... -- um devir do psicologismo interno. Basta, quanto basta, uma imagem que devém, ou seja, uma sombra holográfica que se submete a flashes, a movimentos estudados, jogos de luz e sombra e enredos minuciosamente preparados, de fora e de antemão, e se autoperpetua. Se D'Ors fosse vivo, reveria nisto um Neobarroco, e talvez tivesse razão, porque realmente estamos numa euforia "rocaille", sem quaisquer necessidades de intimidade.
O Povo Português, e agora falo daqueles que vão ao Futebol, crêem nas alucinações da Lúcia, e ouvem Fado em tudo o que é Quim Barreiros e Katia Guerreiro, e também crêem na Páscoa, uma coisa que estava ligada ao esplendor da ressureição das formas vitais da Primavera, Eros e Fulgor, e em nada associada a coisas roxas, horrorosas, com um gajo desfigurado, mal cheiroso, umas luzes foscas, e umas carpideiras de vida duvidosa ajoelhadas ao pé de uma das imagens mais feias que a mente humana já gerou: uma cruz de escravo, com um corpo de cera lá pendurado, tempo demais, o tempo exato em que o sebo dos talhos passa de branco a amarelo rançoso.
Acontece que quem vota vive isso intensamente, aliás, a maioria absoluta de quem vota, e dessa maioria estou, genetica e culturalmente, excluído, e para sempre.
Crucificar Sócrates, em tempo de Páscoa tem sempre a eficácia de o associar ao Cristo martirizado, ou seja, gera, em rumor e tectónicas submersas, movimentos de lava, tendente a assegurar novas maiorias absolutas. Esta segunda encomenda, portanto, e estou a falar do "Freeport", tem, pela cronologia, a encenação e os efeitos especiais, exatamente o mesmo efeito do Caso da "Independente": há uma coisa que não é coisa nem chega a ser coisa, umas pessoas que deslizam ambiguamente nos comentários e nos cenários, uns palácios Estilo Império, de onde umas almas crípticas falam da rápida solução da Cabala, como se o Universo fosse descodificável, e os Judeus já andavam em busca disso, ainda o Mundo não tinha começado; passam umas procuradoras pintalgadas como a Amália terminal, uns esganados que dizem que é tudo mentira, e mais umas legislações excêntricas, cujo funil é invariavelmente o arquivamento e a prescrição. Quanto aos comentadores, ladram como cães, mas nada dizem, ou seja, cumprem a função para a qual foram assalariados.
Pelo meio, fica a Figura Humana, que foi massacrada, vilipendiada, agredida, desfigurada, mas que se defendeu, ou, como diziam as comadres, "nem um músculo mexeu", quando o cobriram com toda a casta de insultos, lhe cuspiram em cima, e lhe impuseram a coroa de espinhos.
Um valente, como depois se dirá nas baixadas, e um homem a quem muito foi dado sofrer.
Lembro-me, no tal tempo do Pai Natal, quando votei em Sócrates, que o fiz meramente por um fragmento de frase, em que a figura me prometia "a abundância das sociais-democracias nórdicas", como se a Suécia não estivesse já enterrada num tempo passado, e com as prateleiras vazias e as populações estranguladas em impostos e politicamentos corretos, a Islândia falida, a Noruega isolada das merdas europeias e a Finlândia transformada num "far-west" insuportável de escolas que não prestam para nada. É o mal de não admitirmos o correr da História nos nossos arquétipos obsoletos, e continuarmos agarrados a Christians Andersons de há dois séculos, mas tenho o azar de ser humano, e paciência.
A verdade é que Sócrates não mentiu. Tanto quanto me lembro, a Social-Democracia Sueca manteve-se no poder durante 60 ou 70 anos. Era isso que ele nos estava a querer dizer, e eu não ouvi. Vem aí o admirável mundo novo, eventualmente um pouco mais extenso do que o Maior Português de Sempre o conseguiu. Sócrates é mais hirto e firme: incarna a trafulhice barata que cada Português tem no fundo da alma, e, comparativamente, tem melhor imagem do que os barrigudos, falstaffs e mulheres com bigode que compõem a nossa mestiçagem lusitana. Com as Novas Oportunidades, milhares de Portugueses viram validados estados de alma e habilitações à pressão. Ao pé disso, duas cadeiras de um "Engenheiro" são trocos. Quanto ao "Freeport", aparentemente Sócrates fez o que cada um de nós, nos nossos mesquinhos patamares, e com os escassos meios de cada qual, diariamente faz, fez, ou fará: dar uns jeitinhos de quando em vez, e uns empurrões de última hora. Tudo por amor.
O resultado imediato disto é a Segunda Maioria Absoluta do "Mártir", lá para o final do ano. O outro ressuscitou; este, coitado, será reeleito.
Obviamente, o preço disto tudo vai ser insuportável para a minoria na qual me insiro, mas já me parece ver Sócrates a sorrir-nos berlusconicamente: "façam de conta que vão estar mais quatro anos num acampamento".
Tal qual, como diria a Câncio.
(Duo frio, no "Arrebenta-SOL", e em "The Braganza Mothers")

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