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sábado, 23 de janeiro de 2010

PS, CDS, PSD: afinal foi a três + 1


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Irritados com o valente empernar entre o PS e o CDS, os social-democratas lá bateram o pé e enviaram um mulherão para o meio da reunião, para que não haja azo para falatório no estrangeiro. Assim, a reunião acabou em dois ménages homem-homem, homem-mulher que deixaram toda a gente satisfeita. Até o BE acabou por embarcar num já mais tardio bacanal, aprovando a "malandrice" subsidiária do CDS. Regista-se assim a plena conjugação de esforços do lóbi-bichedo em todos os partidos, apenas ficando de fora um PC cheio de gordas vestidas ao último grito pela Felismina Modas (Cacém) e de senhores Sousas de boné de presilha, calças de fazenda cinza e pull às riscas LaGoste da Florindo's taylors (Casal de Besouros).
O Público relata o sorriso de orelha a orelha com que Paulo Portas saiu da reunião com Sócrates e decerto ambos terão trocado impressões acerca de "pagamentos especiais por conta" a um certo tipo de refractários contribuintes estabelecidos no eixo que vai da estátua do marquês à penitenciária de Lisboa.
O país respira de alívio, pois as árduas negociações cobriram a astronómica percentagem de 1% do montante do OGE. Desta forma, tudo fica na mesma, embora pareça que não. Em Belém, o marido da Dª Maria ri, consolado. Sábado, o dia do Viagra.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Correio da Lola: "Deverei casar-me Homossexual ou Heterossexualmente?..."



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Querida Lola:
Estava hoje a enfardar batatas fritas de pacote, e passou na TVI que as pessoas já se podiam casar homossexualmente. Eu tenho andado a comer umas gajas, mas acho que agora, com a crise, era altura de assentar, fogo, um tipo tem de criar juízo, embora eu tenha uma, já com uma filha, foda-se..., se ela não tivesse 13 anos..., acho que já a tinha estreado toda... Olhe, boazona, acha que me case homossexual, ou heterossexualmente?...


(Incrível Hulk, Futebol Clube do Porto, Bairro da Canalha)


Querido Hulk:


Há muito tempo que não recebia um email tão inspirador como o seu. Para responder decentemente, tenho de fazer uma pequena história do casamento, em Portugal. Com sabe, já tínhamos o casamento heterossexual, no estado puro, uma farsa, para inglês ver, em que ele se vinha em dois minutos, ela simulava um orgasmo, até a vizinha bater com o chinelo na parede, e lá nasciam dois filhos, uma menina e um menino, e o sexo acabava, com as dores nas costas dela, ou durava mais uns anitos, nos casos das famílias numerosas, da Opus Dei. Temos também o casamento misto, às escondidas, onde ele gosta de homens, mas casou heterossexualmente com ela, para esconder o vício: é um homem de consciência pesada, que ataca nos sanitários, nas estações de serviço e nos ginásios, e precisa sempre de três filhos, para ninguém desconfiar. Existe também o casamento misto consentido, em que ela sabe, mas com a falta de homens que há em Portugal, mais vale casar com uma bichona, que sustente a casa, e ela sempre pode simular orgasmos, de preferência sozinha, quando ele vai para o "Finalmente", para acabar a noite a mamar nas travecas; o casamento homossexual não assumido também é uma instituição da nossa praça, velho como o mundo, em que ele, um exímio chupador de caralhos, casa com uma lambedora de ratas, e são sempre quatro na cama. Este tipo de casamento é altamente corrosivo, e capaz de desestabilizar um prédio inteiro de subúrbio, e acabará por destruir a célula familiar, se ninguém lhe puser travão. Miratejo caiu na bandalheira, assim. Finalmente, com o "pugrèsso" do Agente Técnico de Engenharia, José Sócrates, o país pode, a partir de hoje, optar por casar homossexualmente. No seu caso específico, querido Hulk, que gosta de gajas, coisa muita rara, hoje em dia, eu, sem querer ser facciosa, aconselhá-lo-ia a um casamento homossexual com uma das suas namoradas. O casamento homossexual imediatamente lhe dá inúmeras vantagens, já que, como, pela sua essência, não pode procriar, poderá continuar a comer a sua dama, sem se arriscar a aparecerem, um dia, meia dúzia de goelas, aos gritos, a estragarem-lhe o sono e as férias. Para mais, pode sempre chegar tarde a casa, mentindo-lhe, dizendo que esteve horas parado dentro de um carro, na área de serviço de Alcochete, à espera de ser encavado por um camionista, o que sabe pergeitamente ser mentira, porque estava a aproveitar para comer uma das suas muitas namoradas. Por fim, quanto à sua enteada, como casado homossexualmente, ela nunca será sua filha biológica, e como a adoção está interditada no casamento homossexual, até pode comê-la por fora, dentro do espírito lusitano. 13 anos?... Isso não é um problema: adiante os relógios todos lá de casa, e compre calendários do ano que vem. Não dê é muita bandeira, senão, ainda lhe põem um "Casa Pia" à perna, e acaba com o seu casamento destruído, à pala de uma alta nomeação para a Unesco, para a OCDE, ou para as auto estradas da Roménia, e suponho que você isso não quer, porque prefere continuar a ser o nosso Hulkzinho, que vai aos cornos aos seguranças, não é?... Um Kiss e um Ótimo Natal, de preferência, em cima da sua enteada de 13 anos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Correio da Lola - "Mais casamento..."

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Querida Lola:
Sou seu leitor desde a primeira carta. Vivo muito isolado, no interior, e estou muito assustado com as notícias que aparecem na televisão. Os meus vizinhos dizem-me que, quando Sª. Exª. o Eng. José Sócrates for reeleito, este ano, para a sua Segunda Maioria Absoluta, as pessoas vão ser obrigadas a casarem-se no mesmo sexo. Ora, eu queria era casar com a minha namorada... Que acha que faça?...
(Paulo Mourato, Vilar do Perdigão)
Querido Paulo:
(suspiro)... Eu sabia que um dia haveria de chegar aqui um email para o qual eu não teria resposta... O que me está a perguntar, no fundo, no fundo, é tão grave como dizer-me que eu cheguei ao fim da minha carreira... O Paulo queria um casamento heterossexual!?... (suspiro) Deixe que lhe diga que isso é tão difícil como encontrar um pouco de honestidade no Dias Loureiro, um pouco de virilidade na Srª. de Mota Amaral, ou um sinal no cu do Paulo Pedroso, meu amor. Portugal é um país muito especial, matriarcal, e o problema do macho começa no próprio dia em que mãe lhe dá estaladas, em pequenino, e ele se sente imediatamente inferiorizado. A mulher portuguesa, de anca larga, bigode espesso e voz grossa, desempenha, no equilíbrio de Freud, uma coisa semelhante ao poder paternal. Ela é a referência masculina da sua cria, e, quando chega a fase de matar o pai, que Freud tão bem descreve no Complexo de Édipo, a coisa mais parecida com o pai que o filho encontra é a... mãe. O homem português, no seu desenvolvimento psicosexoemocional, começa por matar a mãe, em vez matar o pai, e acaba por ficar totemicamente com o pai, em vez da mãe. A mãe persegue-o, humilha-o, castiga-o, quando ele não faz os trabalhos de casa, dá-lhe gritos, ordens, impõe-lhe uma disciplina de faca na liga, e o jovem vai crescendo, e desenvolvendo o seu esqueleto, e o seu cérebro e as suas hormonas, sempre acoçado pela sombra da mãe. Quando chega à idade núbil, a matulona começa a pressioná-lo e a perguntar-lhe, "não me digas que ainda não namoras?... Quando é que me apresentas a tua namorada?... Olha que eu não quero cá mais paneleiros, como o teu pai... Vá... anda", e é neste "vá, anda" que o jovem, sem raciocinar, se lança nos braços da primeira tronchuda que encontra. Entretanto, já a mãe está precocemente entrevada, cheia de varizes, ou com um daqueles avcs que a põem no estado da Zézinha da Boca Torta, e o filho começa a copular com a namorada, sempre debaixo da chuva de insultos e pressões da matrona-mãe, acamada: "olha lá, quando é que eu vou ser avó?... Olha que eu quero ter pelo menos dois netinhos". Engravidar, deus meu, é a coisa mais fácil do Mundo, basta fazer uma "carrilhada", à manuel maria, que é despachar um minete após um broche, o que leva a que boca portadora de esperma seja responsável pelo emprenhamento da matriz da esposa. Já nessa altura, com a celulite, o descair das tetas, os joanetes em velocidade de cruzeiro, a tronchuda se começa a parecer com a mãe, na fase em já que cobria as bochechas do filho de estalos, em pleno aleitamento. É aqui que se costuma dar, ou não dar, a rotura de paradigma: um dia, o jovem procriador vê-se montado em cima de um cachalote-fêmea, a simular um orgasmo, e pergunta, "meu deus, o que é que eu estou a fazer aqui?...", e recupera, num processo, que Freud classifica de "flash-back", a imagem do Pai, esse obscuro objeto de desejo, e percebe que vai ter de continuar a sua vida sexual com... outro homem. Com um pouco de sorte, encontrará um parceiro um pouco mais virilizado, de quem ele será a esposa, já que a mulher portuguesa sempre preparou, desde a infância, primeiro, como mãe, depois, como mulher, o jovem para ser passivo. Da natureza ao ato é um esfregar de olho, muitas vezes, do terceiro olho, e é por isso que Portugal é uma coutada de heterossexuais passivos, que já eram passivos, mesmo no período probatório heterossexual. Agora, voltando às "filhóses", querido Paulo, você já encontrou, ou não encontrou a mulher de bigode da sua vida?... É que deverá preparar-se para o matriarcado e entregar-se à passividade. Se conseguir manter-se passivo ao lado dela, brevemente estará num casamento entre almas do mesmo sexo, o chamado casamento "gay", versão hetero, de que o "Eng." tanto gosta. Se a coisa estoirar, você dará numa maluca do Chiado aí da zona, e começará, como uma abelha tonta, à procura de parceiro ativo, coisa que é raríssima em Portugal, como o Lince da Malcata. Em ambos os casos, com mulher, ou homem ao seu lado, isso vai sempre acabar a "bater pratos", já que, em Portugal, a maioria dos casamentos é homossexual: uma mulher de bigode, e, ao lado dela, um lingrinhas beato e submisso, deus me perdoe, tipo o Albino Almeida. Quer um conselho?... Viaje. Com um pouco de sorte, encontrará, à distância, o último casal heterossexual, algures na floresta amazónica, onde o Rio Preto se cruza com o Rio Branco, mas nunca se aproxime muito, porque, se se aproximar, ainda vai ver que têm ambos uma lata de Coca-Cola na mão, ou seja... também eles são figurantes, a serem pagos para representarem ali um papel de um mundo que há muito se extinguiu... Kisses

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