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domingo, 20 de junho de 2010

Com o Saramago a dar saltos no caixão, já se celebram casamentos homossexuais no meio da rua





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sábado, 19 de junho de 2010

Lisboa, Capital do Orgulho Gay 2010



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domingo, 13 de junho de 2010

Senhora de Mota Amaral diz que Sócrates nem mentiu, nem disse a verdade: foi "versátil", na Comissão Parlamentar


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Foi "versátil", mas conseguiu... "satisfazer-me" :-)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Depois de desgosto com Simão Sabrosa, a "Amélia dos Pentes" vai dar o nó na Basílica da Estrela. Manuel Maria Carrilho será padrinho. Aí, fadista :-))





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Belém está contigo, amorosa :-)))

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Mulher obrigada a assistir a orgia de bombeiros, na Bélgica, quer intervenção do Santo Padre, para excomunhão dos intervenientes


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ja we kunnen

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Lady Gagá não quer que os bailarinos fodam antes das macacadas dela


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Lady Gagá

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cristiano Ronaldo aparece na "Vanity Fair", com cuecas de Eva, ao pé do seu Adão


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Casámos :-)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Casamento "Gay": Zezé Castel Branco vai finalmente internar a Velha e passar a ser o buraco oficial do seu arromba-costas :-)




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Elton John vem ao "Rock em Rio", mas quer um mulatão novo da Cova da Moura, todos os dias


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Para treinar os dedos para o teclado :-)

Eduardo Beauté e Luís Borges estão a viver relação intensa numa suite de hotel, com várias chamadas ao quarto dos funcionários :-)


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Ele está comigo por amor :-)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Promoções à Salavisa, ou, de como levar na peida sempre compensa (da caixa de comentários do "Público")


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  • "A Ministra é tonta e toda a gente sabe, o velho (Salavisa) que vá mas é cozer meias para casa pois afinal ja tem idade para ter juizo e o São Carlos não é a sauna onde ele costuma ir passar o tempo"


  • "Será que é do Bolso da Dona Gabriela que vai sair os 250 000.00 € para pagar a indemnização ao alemão que a diva caprichosa mandou embora? Sim porque não se pense que o homem se vai embora sem levar o cheque"

  • "Depois da direcção do OPART ter um Doutorado do ISCTE (e boy do PS) que nunca tinha visto um espectáculo na vida e um antigo subdirector da CNB - que teve que devolver à tutela 23.500€ para não ir a tribunal, ser julgado e, eventualmente, preso por terem desaparecido 3,6 milhões de Euros da CNB durante a sua gestão - o MC vai buscar alguém que tem a 4ª classe e uma experiência patética na gestão administrativa e de pessoal.

  • Salavisa é um perfeito erro de casting e um equívoco como gestor. Para não falar nos anos de Gulbenkian em que pouco mandava - diz-se que se limitava a seguir as directrizes do férreo Serviço de Música - , à frente da CNB só fez disparates. Nomeadamente mandar vacinar toda a companhia para irem a um país africano e não saírem de Lx, pagar uma pesadíssima indemnização ao Joyce Theatre (NYC) por cancelamento de espectáculos e até mandar bailarinos para Bruxelas para aprender uma peça que só se fez umas poucas vezes! Mas mais grave foi ter posto a companhia no chão artisticamente e depois inventar uma farsa de um concurso para admissão, pasme-se, do seu sucessor, tendo escolhido um tolo holandês e desprezado artistas decentes e sérios. Mais um caso que brada ao céu

  • À … DGA

  • Só quem já passou pelo trauma de preencher formulários surrealistas de concursos para depois serem avaliados por um qualquer aventureiro (escolhido pelo Sr Xavier e os seus antecessores, os quais já ninguém conhece) é que sabe a humilhação que é ver os dinheiros públicos serem sistematicamente dados aos que "tiraram senha" e que compram casas, carros e fazem viagens com o dinheiro dos nossos impostos. As recorrentes queixas - e mesmo processos em tribunal - nunca têm qualquer repercussão, e ninguém dá a cara pelas recorrentes ilegalidades e imoralidades de toda a ordem. Mas mais grave é a conhecida falta de avaliação dos trabalhos subsidiados beneficiando o atávico e medíocre amigismo.

  • O Sr. Xavier, formado em Direito, convenceu alguns que sabe alguma coisa de Artes depois de passar pelo CCB - onde nada fez - e sido vereador de Isaltino Morais (PSD) onde fingiu bem. Já no desemprego, depois, apanhou boleia do amigo ministro Pinto Ribeiro (PS). A DGA é a instituição do MC mais desrespeitada e vilipendiada devido à maneira como tem, sem vergonha, enxovalhado os que não são subsídiodependentes e dado descaradamente dinheiro a ex-funcionários e amigos da direcção e dos jurados.

  • E à … REDE

  • A festa dos subsídio-dependentes acabou no Frágil/Luz... nos copos! Quem não dança, fala e quem fala arranja amigos que arranjam subsídios na DGA. Perguntem ao J. Fiadeiro quanto é que pagamos por cada bilhete para um espectáculo seu? E à Filipa Francisco (que há pouco se mudou para a favela, tão na moda como os deficientes) quanto custou ao erário público umas férias em Nova Iorque para depois vir ler as Páginas Amarelas de Manhattan? E ao "performer" Miguel Pereira as suas viagens por África para pôr um desgraçado a dançar por ele no CCB? E à inenarrável Madalena Vitorina que vive de tachos e encomendas dos amigos, incluindo Jorge Barreto Xavier, e é repetidamente subsidiada pela DGA para fazer uma ranhosa duma "dança" ridícula e pseudo-comunitária? E à fortuna que a DGA pagou por um encontro de "críticos" em Serralves, onde não esteve um jornalista digno desse nome? E quem é Mark Depputer, um oportunista formado em filosofia que dirigiu um festivalzeco em Lovaina e que chegou descalço à terra da parolagem que lhe pôs tudo nas mãos sem ele perceber nada de nada! E Rui Horta que despreza tanto os seus compatriotas que a sua última obra (altamente subsidiada com dinheiros públicos) foi dançada só por estrangeiros!

Haja vergonha"


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Inês Castel-Branco vai ser mãe. Zezé Castel'Branco já desmentiu ser o pai ou a barriga de aluguer, deus o livre...


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Yes we can

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ricardo Rodrigues, também conhecido pelo "Farfalha" da Assembleia, foi fora :-)




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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Grandes Êxitos do "Braganza Mothers", evocando Amélia das Marmitas - "No dia da morte da "Amélia das Marmitas"




Hoje foi dia "não": andei atarefadíssimo, preocupado com o clima de roda livre de Portugal, e cheguei tardíssimo a casa, e, ainda por cima, a única coisa -- deus me perdoe... -- que me fez rir foi a morte de uma pessoa.
Não há pior coisa do que nos comunicarem um óbito e nós não nos lembrarmos do nome do defunto, e só nos vir a alcunha, mais célebre do que o Mundo, à cabeça.
Pois estava eu sentado defronte do Represas, vira-se ele para mim, e diz assim, "sabes quem é que morreu ontem?...", e eu, "sei lá...", a mentalmente olhar para o mapa demográfico do Mundo, deve morrer um chinês a cada segundo, e um indiano a sonhar com um derradeiro grão de arroz, quando fecha os olhos, já para não falar de um palestiniano-bomba, que se foi juntar às 100 000 virgens, "pois", dizia ele, "morreu o Zé Manel...", e eu lembrava-me lá de quem era o Zé Manel, até que se me fez luz, do tipo daquela com que Jeová criou o Mundo, e soltei -- deus me perdoe -- o que não devia ter dito, mais um sorriso por acréscimo, "tu não me digas que morreu a "Amélia das Marmitas"?...
Sim, a "Amélia das Marmitas" tinha morrido.
Para quem o conheceu, suponho que tenha a sensibilidade da perda infinita que isso representou, para o submundo barroco lisboeta; para quem a não conheceu, vou tentar descrevê-la, à minha maneira, em três penachadas.
A "Amélia das Marmitas", para a geração dela, era um ícone "gay" incontornável, como a "Coxa" da Rua do Salitre, a "Zarolha", substancialmente mais nova ou a "Micas", a boneca de cera, para a geração dos trinta/quarenta.
Conhecia-a já na fase terminal, embora me tenha assombrado a adolescência, como a muitos lisboetas bem traçados, e confesso que fugia "dela" a sete-pés, o que agora lamento, porque uma boa parte da crónica subterrânea de Lisboa foi com "ela", ontem, para o túmulo.
A Amélia das Marmitas celebrizou-se em todos os lugares que frequentou, aliás, "ela" tornava célebres todos os seus antros de frequência, e que não eram poucos, já que o Zé Manel, como tantas bichas militantes da capital, gozava do dom da ubiquidade. Suponho que fosse uma espécie de "franchisng" acordada entre ela e Deus Pai, já que nunca vi ninguém tão omnipresente como aquela figura... Sobreviveu a duas "perestroikas", a do encerramento dos chichis subterrâneos do Rossio, onde, diariamente, se rodavam as piores "Nove Semanas e Meia" a que a Ulissipónia "underground" assistiu -- nada disso é do meu tempo, mas tenho relatos fidedignos, uma meia lua, na obscuridade, escavada no chão, bem perto das fontes onde agora vendem flores, mas, outrora, no tempo do Cesariny, se faziam "botões-de-rosa", e de onde os cavalheiros depois emergiam para a luz do dia, como se nada se tivesse passado -- e acabaram por amparedar aquilo, embora suponha que ainda lá esteja, tipo cripta do Tutankhamon, e, um dia em que façam arqueologia, decerto lá encontrarão alguma dentadura caída no chão, nalguma aflição das célebres incursões da Polícia, a A.S.A.E. da época, que sempre andou mais preocupada com os broches clandestinos do que com os "off-shores" desta pocilga...
A Amélia sobreviveu à "perestroika" dos chichis do Rossio, e a duas "perestroikas" ainda mais graves: o abate dos sanitários da Estação de Comboios do Cais Sodré, onde a fina flor dos gajos do "Kremlin" acabava, às cinco da matina, para vazar colhões na boca das bichas esfomeadas que por lá zanzavam, e o fim de uma das coisas mais patrimoniais que Portugal já produziu, as retretes do Terminal do Rossio. Aparentemente, o Monhé da Câmara de Lisboa ainda quer dar o derradeiro golpe no último ossário dessa época, o Mamadouro de Santa Apolónia, mas talvez tenha de recuar, com o seu célebre vereador, Sá Fernandes, simultaneamente titular das moitas de Lisboa, e do pelouro dos Enrabadouros, Punhetórios e Brochanários da Cauda da Europa.
A Amélia das Marmitas era ímpar: tinha uma coisa nas pernas que eu nunca percebi muito bem o que era, mas era uma fibro-qualquer-coisa (os comentadores depois ajudam, tá bem?, que eu, para Medecina é como para o Futebol, tou no zero...). Para mim, simplificadamente, tratava-se de uma poliomielite, que lhe tolhia os membros inferiores, e o obrigava a permanentemente usar umas canadianas, que, diga-se de passagem, o celebrizararam, e deram origem à célebre alcunha de "Amélia das Marmitas".
Não pense o comum leitor que estava perante um cidadão de mobilidade reduzida, não, isso são tretas do Politicamente Correcto, e o Zé Manel, que deus tenha, já tinha dado a volta ao politicamente correcto talqualmente ele o merece: com uma muleta bem enterrada no cu. A Amélia das Marmitas era tudo menos mobilidade reduzida: não havia escadaria íngreme, rampa esburacada, ou valeta que não calcorreasse, a uma velocidade muito próxima... bom, vou evitar os exageros... a uma velocidade muito próxima, já que não da luz, do som.
Havia sempre o broche seguinte que tinha de ser despachado, e não havia poliomielite que não pusesse aquela "m'lher" a bater tudo o que havia para bater nessa Lisboa Desaparecida, que aquela canhota -- uma tal de Marina -- que vive disso, seria incapaz de reproduzir nos seus inúmeros álbuns do ganha-pão.
Tinha-lhe dito a médica assistente que não compreendia como é que ele, naquele estado de degenerescência física, ainda não estava na cadeira-de-rodas em que outros, na mesma fase, já estariam. Não sabem as médicas que a voragem do engate deve ser das poucas coisas, para além de Jesus, capaz de pôr os paralíticos a andar, e punha.
A verdade é que a Amélia das Marmitas era uma senhora: chegava defronte das louças de Sacavém, quer fossem no "Olympia", em Santa Apolónia, no "Palladium" ou no Terminal do Rossio, encostava imediatamente as muletas ao lado esquerdo do sanitário -- era vagamente de Esquerda, e cultíssima -- e colocava a anca encostada ao lado direito do mijadouro, tornando assim a deficiência mimética com um colo de cisne, tipo Leda, a que entregava langorosamente a anca. Depois, era só esperar que a presa pousasse no sanitário do lado, e, consoante o tamanho da trombinha, trombeta, ou trombada, ela lá delicadamente deitava a unha: às vezes, o cavalheiro casado, ainda tentava aquele derradeiro sobressalto do toureador, antes de ser encornado, mas depois percebia que aquela mãozinha de branca de neve ia operar todas as maravilhas que lhe faltavam em casa.
Da mão à boca, era um passo, aliás, uma muleta, no caso da Amélia das Marmitas.
Nesse tempo, eu, púbere, imberbe e envergonhado, costumava ir-me embora, mas tenho de reconhecer que a arte do contorsionismo era um dos "métiers" da nossa amiga, já que, do ponto de vista da Física pura, uma criatura que não se tinha nas canetas, mas, mesmo assim, conseguia debruçar-se para o urinol do lado, para fazer uma "gulosa", daquelas inesquecíveis, e não cair, era um dos milagres da fé. Creio que Santa Teresinha sempre o apoiou nas lides, e não lhe vão faltar madrinhas para entrar no Céu.
Como todas as grandes paneleiras, a Amélia tinha uma queda pelo Oculto. Na fase final, em que a Sina nos uniu, na reorganização do espólio de uma Biblioteca Pública, vira-se um dia para mim, eu, com o meu ar de puta angélica do costume, e diz-me assim, "sabe, um diz destes fui a uma vidente, e ela olhou para mim, e disse, não quero desiludi-lo, mas você vai ter uma vida muito mais inclinada para o "flirt" do que para o Amor..."
Mal a desgraçada sabia quantos "flirts" de homens das obras já tinham passado por aquela goela, e o amor, realmente com que ela "flirtava", sempre que se tratava de mamar...
Vidas.
Uma vez senhora, todavia, sempre senhora. Lembro-me, naqueles pontos de fuga que davam para ver tudo o que se passava lá dentro, estar eu um dia à espera do comboio de Sintra -- Watchdog, tempos de passagem regular pela Damaia!... -- e ver a Amélia lá no canto, muletas à esquerda, bacia à direita, e entrar um gajo com ar de baixo nível, tipo canalizador, daqueles com barba de três dias, e fato de macaco todo cagado, coisa de fazer subir a adrenalina de qualquer bicha aos zénites com que o badochas do Constâncio fala de centésimas, e, e em trinta segundos, a Amélia ter abocanhado a presa. O seu carácter de princesa, todavia, logo se manifestou, porque -- só depois deu para ver -- havia um típico casado de bigode, no outro extremo, e, depois de ter iniciado o acto, a Amélia fez aquele gesto com que, na Valsa, um parceiro cede o lugar ao outro, e ofereceu a tromba rija, para o que o cavalheiro casado também pudesse fruir da benesse.
Uma "lady".
A Amélia era uma dama do Calvário: morava perto da Super-Esquadra, e tinha a sorte de ser vizinha de um daqueles apartamentos onde se amontoam três ou quatro polícias, com os quais -- dizia ela -- mantinha excelentes relações, e espero bem que sim, a bem da Ordem Pública... Conta-se que descia à paragem do 38, hoje 738, se não me engano, e, sempre que apanhava um cavalheiro das horas tardias, ou um jovem a cambalear das discotecas, lá vinha ela, truca-truca-truca, com as marmitas a matraquear na calçada portuguesa, e abordava-o directamente, perguntando se não queria que o mamasse, ao que -- parece -- a pergunta era "Você é de confiança?..."
Claro que a Amélia das Marmitas era da mais profunda confiança: levava-o para um vão de escada e nunca ficavam provas, já que engolia, assim evitando aquelas feias queixas e resmungos das pobres lava-escadas do dia seguinte.
Não menos rico do que o seu lado de brochista era a vertente cultural: a Amélia das Marmitas era assídua frequentadora do São Carlos, e os primeiros e mais altos "BRAVOS" de qualquer ópera vinham sempre dessa goela oleada de esperma, para inveja de muitas tias, que desconheciam de onde vinha o inconfundível timbre daquela voz: e aqui fica o segredo, durante tanto tempo guardado.
Episódio célebre foi o seu cruzamento com a saudosa Maria Helena de Freitas, passionária e apaixonada de todo o bel-canto, que, uma vez, na coxia central da plateia, com o Zé Manel à frente e ela atrás, o Zé Manel, sempre cortês, no seu truca-truca-truca das marmitas, ao pressentir atrás de si a velha amante de Luís de Freitas-Branco, se virou para ela e lhe disse, "minha querida Maria Helena, faça favor de passar!...", ao que a outra terá respondido, "Ó, Zé Manel, por amor de deus, deixe-se estar, que está à minha frente, e eu sempre respeitei as bichas..." Coitada, só no segundo seguinte se apercebeu do que tinha dito...
Do Zé Manel, a "Amélia das Marmitas" ficará este testemunho, que, embora humorístico, é sentido: foi mais um mundo que desapareceu, um mundo com graça, por oposição à atmosfera parda em que estamos imersos: parece-me ainda estar a vê-lo, com as muletas, a deslocar-se a uma velocidade impensável para qualquer dos nossos leitores, mas que não era só movimento, já que, como naquela peça... acho que se chama "Shakespeare em 97, ou 79, ou lá como é minutos" (nunca vi, mas parece que é divertida), a Amélia das Marmitas, no seu inimitável colear, era uma espécie de "Lago dos Cisnes em 30 segundos", porque bastava filar a presa e lá começava ela a marchar imediatamente na sua direcção, e aquela jibóia do broche realmente condensava todos os "pas-de-deux", as espargatas, os solos e até os "Tutti" de Tchaikovski desde que lhe cheirasse a mamar um homem.
Não sei quanto casamentos salvou, sei que era uma criatura de territórios: para o lado do Casal Ventoso, não ia, porque os rapazes eram para a assaltar; do outro lado da rua, dizia -- não me lembro do nome -- os rapazes gostavam dela, e terá tirado muitas virgindades com a boca.
A nota final é ainda mais realista: aparentemente a Alemanha, dominada pela Sinistra Merkel, está-se a preparar para estender a idade de reforma das Forças de Segurança para 67 anos (!), o que quer dizer que vamos ter P.S.P.s e G.N.R.s a correr atrás de gandulos de bonezinho e briqnuinho, eventualmente com muletas do mesmo género das do Zé Manel. Suponho que o Zé Manel odiasse mamar polícias com 67 anos, e a Morte livrou-o de mais esse pesadelo de Bilderberg... Brevemente, o grito dos guettos talvez já não seja, "OLHA, A BÓFIA VEM AÍ!...", mas, sim, "PESSOAL, TOCA A BAZAR QUE VEM AÍ A BRIGADA DAS MARMITAS".
Mais não escrevo: é um epitáfio excêntrico para mais uma grande fatia de um mundo exótico que se foi.
Descansa em paz, Zé Manel, levou-te um terrível linfoma, mas deixas cá saudades: o riso com a notícia da tua morte talvez tenha sido a maior prova de simpatia de todos quantos contigo privaram, te conheceram, ou, tão-só te viram, libertaria e anarquicamente, a sabotar, diaria e sistematicamente, a Ordem das pessoas que, cada vez mais, adoram mundos pardos e amordaçados.

"The Braganza Mothers", no dia do 2º Aniversário da Morte de Amélia das Marmitas


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Crise Aérea leva Políticos e gente séria a recorrer a sites de exploração de sexo


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Sim, a gente sabe, o homem é fantástico, e faz tudo aquilo que a gente quer. Só tem um defeito... não existe.

Experimente aqui, a 2€ a sms.

Só para idiotas e desesperados

Rui Pedro Soares diz que não falará, nem morto, e, se o chatearem muito, chama o tio, Mário Soares, para pôr ordem nesta vergonha pública

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Imagem do Kaos

domingo, 18 de abril de 2010

Dada a Crise Aérea, "The Braganza Mothers" fornece sites locais, para Políticos aflitos que costumam ir fazer "as coisas lá fora" :-)


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Mantenha a calma e abasteça-se em Portugal. É das raras áreas em que temos excelentes produtos... :-)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Que fazer, em caso de assentamento súbito de cinza vulcânica?... Fundação Amélia das Marmitas aconselha-o a evitar estar em posições comprometedoras


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Evite ser apanhado ajoelhado e com a boca no trombone, quando caírem as cinzas... É feio...

GNR mostra a força e qualidade dos seus quadros, para forçar as bichas portuguesas a voltarem à escola :-)




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Protesto Gráfico

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