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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A primeira grande mentira pós-eleitoral da Primeira Ministra Manuela Ferreira Leite


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Imagem do KAOS

Toda a gente sabe que é de bom tom e bom gosto um político mentir, aliás, um que não mentisse não seria, etimologicamente, político. É nesta ordem de ideias que considero o Agente Técnico de Engenharia José Sócrates uma dos maiores políticos que Portugal já teve a honra de sofrer. Em contrapartida, Manuela Ferreira Leite, a próxima Primeira Ministra do Governo minoritário PSD, com aquele seu ar de arenque fumado, a quem, de dia para dia o Photoshop vai rezando missas de sétimo dia por mais cada uma das rugas suas que entrega a alma ao Criador, é uma Senhora que põe a máscara da Verdade, mas eu já lhe apanhei uma mentira, e que vai ser das mais rápidas, não fosse o tema o que é.

Já repeti aqui, por diversas vezes, que a ausência do TGV é um dos piores sinais de atraso civilizacional de Portugal. Feitas bem as contas, já estamos atrasados 30 anos relativamente à Europa, e uma porrada deles, face ao Reyno de España. A verdade é que ainda estamos muito, mas muito mais fora de época, e basta ver aquelas imagens da Campanha Eleitoral, com velhas que economizam drasticamente nos dentes, e cavalheiros com chapéus que já estavam extintos, quer dizer... que já deviam estar extintos desde o Cretáceo Inferior, mais uns barrigudos e umas celulíticas inconcebíveis a darem beijinho naquelas caras pálidas que nos envenenam diariamente o quotidiano. O Jerónimo está na mesma, e a Odete Santos -- a minha política favorita -- está em grande forma: parece o Teatro de Almada Negreiros, sem pontuação, e passado em velocidade dupla, transposto para Artaud. Acho que aquela mulher devia ser digitalizada, transformada em holograma, e posta nas Cortes, no lugar de uma gaja obsoleta que lá está estgnada, com o boné da República; o Louçã já anda de helicóptero, sinal de que a sela e os arreios da Ana Drago já devem ter sido vendidos nalgum leilão da Christie's, e que ainda o vamos ver a fumar na Classe Executiva dos voos para Dakar; Portas parece-me que anda com o "bichinho", mas a verdade é que leva a barriga cheia; Sócrates mete pena, sobretudo quando recebe o apoio de Paulo Pedroso, e anda encostado às paredes, cheio de seguranças, com medo de apanhar com algum daqueles recipientes vicentinos do água-vai em cima: "de facto", só se estragava o fato, e o conteúdo... não. A Cota, em contrapartida, parece que perdeu uma porrada de anos, sorri imenso, e se a Campanha Eleitoral durasse 100 anos, aproximar-se assintoticamente de uma gaja fazível, enfim, em noite de Lua Nova, naquelas semanas em que nem tempo houve para a punheta, sei lá, pronto, também há aqueles que violam as aleijadinhas e as ajoelhadas que vão a Fátima, e passemos ao parágrafo seguinte, senão pensam que enlouqueci de vez.

A primeira mentira de Manuela Ferreira Leite, mal seja eleita, será o TGV, porque a mulher não é estúpida, assinou não sei quantas linhas para nos ligar à Rede Europeia, e só está a tentar caçar votos de gente do tempo em que se fazia o testamento para embarcar no comboio (Verdade seja que há certos comboios em que, ainda hoje, só se pode entrar com o testamento feito, por exemplo, a Linha de Sintra, a partir das 22 h., em que os Integrados da Cova da Moura e do Cacém se dedicam à desintegração dos restantes viajantes).

Manuela Ferreira Leite, cujo útero há muito não é embalado por coisa nenhuma, embora vários taxistas de praça me tenham garantido que ela é assídua frequentadora de bancos de trás do táxi, na companhia de rapazinhos mais novos, o que faria dela uma Teresa Guilherme PSDista, e a faria subir muito na minha consideração, mas o mais provável é que a vejam com o filho, um gajo porreiro, que tem aquela merda da Diabetes e é um dos raros convidados de honra do Sting, honra lhe seja feita, embora eu prefira Alban Berg, na versão da Mitsuko Uchida.

Manuela Ferreira Leite sabe que andar de caleche, por estradas esburacadas do tempo das Viagens na Nossa Terra, do Almeida Garett, é uma coisa que solavanca muito mais os ovários, as trompas e o próprio clítoris, e permite um prazer prolongado, altamente simulado ao orgasmo, e é totalmente diferente de um comboio que, ainda ela está a ajeitar as nádegas para se entregar ao prazer vaginal e já o revisor a avisa de que já deveria estar a simular o clímax, e tem de descer, porque em Madrid o Tempo passa à velocidade europeia. Pois passa.

Resumindo: na semana a seguir a ser eleita, o TGV estará, em força, em cima da mesa, e iremos reunir-nos aos nossos confrades Europeus, que, para terminar com chave de cortiça, me vão permitir uma "boutade" final: a reeleição, esta tarde, do escroque Durão Barroso, só por ser Português, dá-nos uma pontinha de orgulho, e eu não quero ser desmancha prazeres: digamos, numa só frase, que hoje foi dia fausto para Portugal, e mais um marco vergonhoso, para uma Europa dita Civilizada.

(Tegevizado no "Aventar", no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )

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