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terça-feira, 9 de março de 2010

Desde a visita a Andorra que os estremeções e os esgares são sinal de que Aníbal de Boliqueime avançará mesmo em Outubro, se ainda houver Outubro


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Um senil à frente de uma República senil

quarta-feira, 3 de março de 2010

"The Braganza Mothers", no dia em que Portugal, ao vencer a China, se julgou, durante 10 minutos, uma superpotência, quando está é a caminho da Grécia


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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ferreira Leite revela estratégia do PSD a curto prazo: mal seja aprovado o Orçamento, Teixeira dos Santos deve ir para o olho da rua


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SIM, O SENHOR JÁ SE DEVIA TER IDO EMBORA HÁ MUITO TEMPO

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pinto da Costa, um dos rostos assumidos do Crime em Portugal, começou a levar nos cornos


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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O Palhaço






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A linguagem do "Arrebenta" tornou-se canónica na Blogosfera, e isso é um valor, por mais ou menos interessante que se considere o "Arrebenta". O "Arrebenta" dá-se ao luxo de usar o vernáculo, para tratar abaixo de cão as pomposas figuras do palhaçário político nacional, e só se perdem as que caem no chão. O "Arrebenta", todavia, envolve tudo entre a Sátira e o Humor brejeiro. O "Arrebenta" atira certeiro, e sabe matar com palavras, mas não mata, mói, porque a função do carrasco não é compatível com a do Escritor.
De há uns dias para cá, desencadeou-se um estranho "justicialismo" na duvidosa sociedade portuguesa, que passa por tentar trucidar um Governo que, para o bem ou para o mal, foi eleito por 36% de Portugueses. A Oposição, que existe, ou amadurece, e passa, como acontece nos países de democracias avançadas, para soluções alternativas, por mais estranhas que pareçam, e eu estaria zenitalmente borrifando-me para, por exemplo, uma solução válida que passasse por uma coligação PSD/PCP/PP, desde que isso fosse um sinal de maturidade cívica. O terrorismo das palavras faz-me lembrar um pouco o Iraque e é insustentável, no momento de grave crise social, económica, financeira e de identidade que atravessamos.
O seguinte texto, que circula, de email em email é um texto que eu, que já escrevi dos mais radicais da Blogosfera, por razões de decência e de sobrevivência, nunca assinaria. O visado não é uma entidade abstrata: é, no fundo, uma comunidade à beira mar plantada que foi cúmplice, pelo silêncio, pela inércia e pela cobardia daquilo que ataca. O problema está no Povo, não nas suas hipóstases políticas. Isto é o retrato de um Povo, não de uma Classe Política, e eu reservo-me o direito de não querer ser incluído nesta descrição de "Povo".


Pensem o que quiserem, mas, por favor, percebam que há limites para as armas das palavras:


"O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.


O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.


Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.


O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.


E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.


Ou nós, ou o palhaço."






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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"The Braganza Mothers", no dia em que Sócrates pediu a Maria Cavaco Silva que pressionasse o Senil para Eleições Antecipadas


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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

11 de Dezembro de 2009: No 101º Aniversário de Manoel de Oliveira, "A Agustinha tinha tinha"


Se há coisa que nunca me fez falta no quotidiano foi Manoel de Oliveira.

Fez-me tão pouca falta que nunca lhe dediquei uma única linha, para além daquela célebre frase, explicativa, em que o Cesariny, que o Demo tenha, justificava o Oliveira e a maior parte da "Cinematografia" Portuguesa, e passo a parafrasear essa nossa conversa nocturna: "Sabes, isso do Manoel de Oliveira é uma invenção dos Franceses, que tinham a Cinematografia mais chata da Europa, de maneira que tiveram de criar uma mais chata ainda, para não serem os piores (sic.)"

Creio que está aqui tudo dito.

De Manoel de Oliveira só vi os bocados do costume, antes de virar a cara para o lado, a bocejar, porque me lembro sempre daquela frase de Goethe, que nos dizia para não perdermos tempo com nada que não fosse a excelência. Hoje, no início do séc. XXI, o rol de coisas boas é já tão vasto que não há tempo para quaisquer manoeis de oliveira, e quem diz Manoel de Oliveira, imediatamente pensa naquele bolor da Língua, chamada Agustina, ilustre amassadora de pães balofos do tempo do Camilo, 150 anos atrasada, mais coisa, menos coisa.

À falta de melhor, e porque hoje o Manoel faz 100 Anos, cá chapo com um inédito, onde trato a senhora tal qual a penso e sinto. Não, não se preocupem, é coisa antiga, e saiu de um jacto: perdi pouco tempo, e creio ter resumido a coisa de forma sincera.

Só o meu velho amigo Correia Tavares, eterno Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, abanava a cabeça, e dizia, "ó, Luís, como é que uma pessoa com o seu talento gasta tantas energias a perder tempo com coisas que não merecem nada disso?..."

Enganava-se. A energia era pouca: nem uma hora gastei na rajada... :-)


Ah, já me esquecia: quem não gostar que se deite ao lado, porque a Cultura é mesmo assim.





A AGUSTINHA TINHA TINHA




A Agustina parece um bode.

A Agustina é o macaco mau da Literatura Portuguesa,

o contrapeso feio,

p'ra ali espetado nas costas da Prosa,
a balança de pesar vacas do matadouro selado,
a trezentos quilos das grandes chocas mexicanas,
o granito das toneladas do parágrafo cozinhado além-Douro,
o dinamómetro das quatro arrobas batatais,
a castelã do Castelo do Queijo,
a sujidade feia das vielas do Porto escuro,

o Encardido, o Mofo das Entrelinhas,
o cheiro secular daquela campa de bispo incorrupto,
-- Jesus, trezentos anos de tão pacata fermentação!... --,


a poeirada milenar de uma mastaba final,

o cheiro a ranço das mulheres que sempre viveram enroladas num cobertor, até ao dia em que se lembraram de o pôr ao sol.

A Agustina é um pavor.
A Agustina tresanda a fénico.
A Agustina está sempre húmida.
A Agustina é a Canção Diante de uma Porta Fechada,
o excesso de ureia de um hospital do mais falido.
A Agustina é um espanto,


o espantalho da própria genialidade,
aquela
que nunca ninguém pensou assim o Portugal profundo,
benzó-deus!...

A Agustina é a provinciana talhada a jeito para a média,
a Juno dos remediados,
o peso viciado das vendedoras da praça,
daqueles dois quilitos de cerejas,
bem pesados,


a oitocentos gramas mal medidos.
A Agustina é a intelectualidade de Grau 10 da Escala de Mohs,
a avançadíssima calcificação do útero da minha pobre tia solteirona.






A Agustina é Visigótica, Ostrogótica e Perdigótica,
Sueva, suína, -- e também soez!...
A Agustina é o Paiva Couceiro,
o papel reciclado,
a pilha vagamente recarregada,
a fossa fétida do tratamento d'águas porcas,
que já deram volta ao mundo inteiro!...
A Agustina é o vidrão,
o papelão,
o plasticão,
a camisola boa da avó,
qu'gora já só serve p'ra embrulhar
o gato do netinho.
A Agustina é o fato coçado,
a meia cheia de malhas,
a cinta mal remendada,
as joalheiras dos
pantallons,
que já nem se podem enfiar.
A Agustina é uma
testemá de Jeovunha,
uma beata que desatou a escrever,
uma mera ateia,
postada no genuflexório da Propaganda
desta época
toda suja,
a bússola curta da Cultura,
a nortear-se, sempre,
p'lo maior Obscurantismo.
A Agustina é o Mar de Sargaços do Texto,
o Caminho de Santiago da Chateação,
do sim, senhor doutor, é p'ra já,




-- 'TÁ-SE MÊ'MO A VER!...

A Agustina é a nem morta sai dali,
a perpétua página da selecta d'antevéspera,
a monótona insistência determinística
de um país às três pancadas,
a chatice de se haver de estar casado
co'a própria sombra!...
A Agustina é o creme de escanhoar,
a pinça,
o rapa-pêlos,
o after-shave
e a navalha bota da mulher de barba
do circo que já passou.
À Agustina sucede sempre o acidente
de se pensar no sexo da prosa,
que nunca deveria ter sexo,
mas co'ela tem sempre,
afinal,
e está sempre mal,
porque a Agustina é o andrógino da Língua,
a lésbica por procuração,
o requentado pronome másculo
de gostar à brava de escrever co'a
piça,
a Hermafrodita do cérebro viril,
enfiado à martelada,
a rija pensadora de pensamentos masculinos,
a erecta fénix do phalus,
a
que haverei de fazer eu,
sem este pénis?....

E quando ela diz que,
se usasse chapéu alto,
que até deveria usar,

-- A CABRA!... --,



o haveria de tirar,
com rasgado gesto,

ao doutor Lobo Antunes filho,
a mim só me dá pena
de que ela,
de facto,
ainda não o tenha,
para eu lho poder enfiar
p'la cachola
abaixo!...


Porque a Agustina dá-me cabo dos nervos,
de só me vir à ideia
um ininterrupto comboio,
há mais de quarenta anos
a andar a empatar
a passagem de nível
destas pobres gentes enganadas!...
A Agustina é a
aguenta-m'aí-os-cavalos
de se querer continuar a refocilar
no sol roubado aos outros!...
A Agustina é a que se anda a encher,
e bem, à conta disto,
o lucro indevido,
a promoção por Decreto-
-Lei dos famigerados Anos Cinquenta,
o poeta da Portaria
de um país extinto na Guerra Fria,
o nepotismo do Verbo,
a continuada cunha da Escrita!...
A Agustina será p’ra sempre
aquelas palavras perenes
do secundário Régio,
esquecidíssimo,
-- olha lá,
quem era o Régio,
afinal?...--

a dizer
que ela haveria de
estar sempre na primeira linha
dos contemporâneos
contra quem escrevesse...

-- contra quem?...
Mas na primeira linha do quê,
e de que contemporâneos?...,

-- ó, Deus meu,
que cambada tão grande
de saloios!...


A Agustina não passa da minha vontade enorme
de lhe pregar um par de coices,
daquela que, sempre que lhe sair um livro,
será como ter-me desejado um gato preto
a passar à frente!...
A Agustina bem precisava era de uma trela,
mas não há quem lha possa pôr,
porque a Agustina é a esfaimada do açaimo.
a que canta de galo,
com tremenda voz de galinha,
num país de palhaços instalados!...
A Agustina é o derradeiro murmúrio
do som difuso, e entorpecedor,
de querer pôr a fazer ó-ó
a vontade de qualquer
estrondo viril!...
A Agustina é tóxica, tóssica e páucica,
um enorme abade carraspento,
cheio de mitenes,
-- queira lá isso dizer o que disser!...
A Agustina é um charco de azeite,
deitado sobre as ondas
de uma funda maré tolhida,
a deixa sempre para amanhã tudo o que puderes fazer hoje!...
A Agustina é uma pobre quinta abandonada,
a Lesma Linguística,
o Latifúndio Labial,
a prosa meã da boca do charroco,
o musgo das fissuras de um canteiro sem luz,
a estação fria da meia aurora,
o pirolito d'infância da minha avó,
-- coitada, que nem sequer a lia!... --,
A Agustina é a cave, a adega,
e a bodega,
a madrigueira da salamandra bafienta.
A Agustina é o eterno peão do lusco-fusco,
a sempre delicodoce,
a sopa fria do insonso da pior constipação.
A Agustina é o próprio Século do Romantismo,
-- que cá nem sequer chegou a haver!... --,
mas agora já bem cerzido e recosido,
p'ra ver s'aguentava mais um milénio,
a Joalheiras d'Almeida Garrett,
a Meias-Solas-Para-Durar-Outros-Cinco-Anos,
a Feliciana de Castilho do meio atilho,
a Casaco de Serviço de três gerações pequeno-
-burguesotas!...
A Agustina é a Escolástica morta de trezentos anos,
em que já só chegámos a ser bons
em meados do Século Dezassete!...
A Agustina é o Rotativismo
da Literatura.
O que seria da Agustina,
se Portugal se tornasse agora europeu?...


Longos Dias Têm Cem Anos,
pois têm,
porque a Agustina já por aqui não anda,
e limita-se a deslizar,
e não deslizar,
a comprazer-se com rodar,
em lubrificadas engrenagenzinhas
de ver se ninguém cá dá por ela,
e lá vai, lá vai,
a matreira,
toda de vento em popa,
em derivas de serena eternidade,
não fosse eu desatar
a escrever aqui contra ela,

-- estás-me a ouvir,
ó minha suburbana senhora d'ópio,
d'engessadas Trompas de Falópio,
meu tampão de aço da modernidade,
minha ilha em pleno continente,
meu veneno insidioso, e lento,
de bem saberes poder esperar cem anos
por uma presumível vitória tua!...

Que nunca a terás,
porque és pior do qu'a MAÇADA ASSADA
de Sir Isaac Newton,
és o próprio peso pesado da Ponderação,
o aforismo à bruta do
hás-de ter aqui um enfarte,
uma congestão,
o lugar arrastadíssimo de todas as palavras rimadas em
ão,
do feio próprio que o Português tem dos seus
inhos, inhos
e
che, che, ches,
de locomotivas em matinais diálogos de partida!...
Porque tu és o basalto da calçada,
o calhau pesado,
o matacão,
o seixo muito bem rolado,
a gravilha espalhada p'los passeios da ruela,
sempre a Fazer-De-Pedra-Para-O-Que-Der-E-Vier,
a palavra lapidar,
à espera de uma Eternidade moderada,

-- A ETERNIDADE DA CHATICE,
claro está!... –

Porque tu és o borzeguim,
o chumbo do anzol,
o pisa-papéis,
o cilindro compressor de sílabas,
o pilão d'almofariz
de uma libidinosa Senhora da Frigidez,
a Língua-de-Trapos,
o Cinto de Castidade da própria Fluência,
o óleo pesado das locomotivas trans-siberianas,
a Sibila complicada
dos lugares mais comuns!...


A Agustina é o mamute, a baleia, o mastodonte da alínea cifrada,
o paquiderme da insonação,
a crisálida das sílabas,
a sonoridade vaginal
do ditongo mais arrastado,
do vocábulo já caído em desuso,
era ela 'inda criancinha,
-- que também teve tempo de o ser,
quem o diria agora!... --,
e já essa palavra se não usava,

-- ó minha eterna pequenina,
mas trabalhadeira,
meu pantógrafo oleado,
sempre enfiado p'lo Camilo adentro,
p'ra continuares a ter a audácia
de escrever assim,
no desasado fim deste Século Vinte,
nossa época mais negra
da Humanidade!...


Porque tu és a favela da Prosa,
o quisto sebáceo,
o mioma dançante,
a herpes do tímpano,
o tumor branco,
a lepra azul e
a gangrena cinzenta
de todas as páginas impressas em vão,
que nunca haverão de servir
p'ra qualquer exportação,
e, de cada vez que oiço falar


em traduzIR-TE,


só me vem à ideia papel estragado,
e terríveis compadrios d'além-fronteiras,
porque terá sempre de haver,
algures,
uma outra velha como tu,
enrolada nos cobertores traçados
de uma porca espelunca londrina!...


Porque o mal da Agustina é pensar-se logo no Norte,
cousa pouca, num imaginário nacional,
de medíocre recanto peninsular,
microscopicamente sentido na Europa,
como nome exótico de um espectral girar do Orbe,
-- ó inexistente criatura,
da mais alta esfera das estrelas!...,
a quem deu a terrível doença dos artistas,
de se tornarem em parcos bordados regionais,
para as americanas poderem
enfiar no saco roto
das suas fotografias fabricadas no Japão!...
Mas as americanas nem sequer sabem dessa Agustina,
-- graças a Deus!... --,
estimável escritora da genuína Louisiana,
on Oporto-upon-Mississipi,
que os netos enfiaram um dia no contentor,
em tarde de limpeza geral,
-- Jesus, quantos anos já lá vão!...


A prosa da Agustina é um novelo
de lugares-comuns,
de aforismos sem sentido,
postos p'ra ali
só p'lo simples prazer da forma.
A Agustina é aquela masoquista tendência
que o português rafeiro
tem de achar bom
tudo aquilo que não entende,
porque a escrita da Agustina não passa
de um montão de lâminas usadas,
o próprio lampião fosco
da retórica meio-translúcida,
e lúcida,
do mercado ilícito,
do
é pegar ou largar,
dum presente mal menor!...
A Agustina é o Alves dos Reis da versificação,
o calvinismo dos versos brancos,
a rima pobre da Foz.
Cuidado, porém,
que a bicha é velhaquinha,
e sabedora dela toda,
a própria orca assassina dos paninhos frios,

-- ó, tu, minha manhosa senhora d'avenidas tripeiras,
minha minuciosa miserável da Astúcia,
meu adorado Sargento-Mor das vírgulas,
genuíno compasso de embrutecedora espera,
entre dois vigorosos murros de pugilato,
ó meu verdadeiro boxeur paragráfico
de uma Guarda Nacional Republicana
de prosas p'ró vigiado!...


A Agustina é o Rei das Berlengas,
a Rainha da Brutópia,
aquela que dizia que
a pátria dela
haveria de vir a ser a Míngua Portuguesa,
mas a Agustina já não passa de um pneu furado,
da menopausa mal disfarçada
de pegajoso sumo de tomate!...
A Agustina parece uma almôndega,
a broa de Avintes,
um torrão de Alicante
impossível de triturar,
a sola cozinhada,
o bife duro de arrancar dentes,
o miolo encontrado na pirâmide,
a borracha mastigada do dia a dia,
a côdea serôdia,
a fora de horas,
do chá das cinco servido às sete,
a pêra podre,
-- qu'eles pensavam só estar madurinha!...,
o tabaco de mascar da velha fedorenta,
o Vaugham Williams da Literatura,
o pot pourri,
o hamburguer comido frio,
o torresmo da antevéspera,
o rebento de soja da dieta descarnada,
a sopa de pedra deixada ao relento,
o puré de batata da minha Tia Maria Alice,
-- mas quando o voltava a enfiar,
em vomitado,
p'la boca dos filhos dela!... --,
o cozido-à-portuguesa maneirinho,
dos mais imundos pratos espanhóis,
de feijoadas de peixe,
atamancadas com umas quantas
favas e amêijoas!...
A Agustina é a anafada do pão balofo,
a capa-gatos,
o morrer c'um osso de galinha atravessado na garganta,
o erotismo dos carapaus servidos frios,
o tirar a tusa a qualquer um,
o enorme plâncton da Moralidade.
A Agustina é a semi-divina
dos Trabalhos de Hércules de a terem de continuar a ler,
numa continuada chatice de final de ano!...

A Agustina é uma bisarma,
um canhão,
um bacamarte.
A Agustina é lusitana e, ainda por cima,
lá de chima!...
A Agustina é aquela atávica complacência
com que lá fora nos continuam a encarar:

-- "escritora portuguesa""?!...
Ah, sim, estou a ver,
coitadinhos, também precisam!... --,

Porque a Agustina é o Flaubert nacional,
mas depois de uns bons cem anos de coerciva decantação pacata,
quando já o próprio Flaubert se tornara num Dostoievsky de pacotilha,
e o Dostoievsky, numa espécie de Shakespeare feito só de sombras,
e o Shakespeare, num outro Virgílio de Seiscentos,
e o Virgílio, num imortal Homero,
p'ra ali renascido em verso latino,
mas, para que é que servia tudo isso,
se
-- graças a Deus!...--,
também já temos agora
uma Agustina de Cinfães,
senhora literata do remendo,
e celebrada bordadora de merendas,


A Agustina é um pastel de nata.
A Agustina é um bolo de arroz.
A Agustina é o pão-de-ló encharcadito,
a açorda azeitada d'Entre-Douro e Minho,
o rolo de carne,
servido na época natalícia,
com uma maçã bichadota
enfiada p'las ventas dentro!...
A Agustina é um chouriço de sangue anémico,
um paio de vinho sem álcool,
uma cerveja,
mas bebida bem quentinha,
a toma lá mais este bocadão,
da mesa enfarta-brutos,
o prato forte da rigorosa ementa do Masoquismo.
A Agustina é uma palmilha,
a botinha ortopédica,
o elástico da reabilitação,
a massagem diária da entrevadinha,
a perna-de-pau do nunca mais haverás de correr!...


A Agustina é o buldogue da Prosa.
A Agustina é um papa-moscas.
A Agustina é Deus-Pai,
já tornado mãe.
A Agustina é o sabão amarelo,
o abafador caseiro
do crime de Caselas,
A FORCA DA GRAVIDADE,
a história edificante de gelar a espinha a qualquer um.
A Agustina é a triste sina
de gostar muito de se ouvir sozinha.
A Agustina é o seu próprio autor preferido,
a melhor partidária de si mesma,
a mãozinha sempre a puxar para o auto-retrato,
o pendor foleiro para a auto-contemplação.
A Agustina está sempre ao espelho,
de frente, de lado, e a três quartos,
-- E eu a querer tanto
vê-la p'las costas!...


A Agustina é o alicerce,
de pedra e cal,
lá postado para durar.
A Agustina é a raiz do dente furado.

A Agustina já só está
ali p'ra aquilo,
e nunca mais irá de lá sair!...


A Agustina é o Salazar da Língua,
o Botas da prosa sempre posta em dia,
o Vacão de Catalazete,
antes de cair da cadeirinha,
-- louvada seja!... --,
ai deste novo
Meão de Santa Comba Dão, dos livritos bem contados,
da nós cá somos mais modestos da Literatura,
daquela
razão da minha força que era a força enorme de uma espantosa falta de Razão,
e de gosto,
sim, senhor,
sobretudo de uma mirabolante FALTA DE GOSTO,

-- ó minha contemporânea Grécia do Feio,
de quem tu, Agustina,
me saíste a maior Padroeira!...

A Agustina é bojuda,
anafada, rotunda
e rubicunda.
A Agustina é p'ró cheiinho,
a própria cabacita da Prosa,
o pisado melão da esquina.
A Agustina é um pimenteiro de rodas baixas.
A Agustina tem a graça de um polícia pançudo
e reformado,
a alegria do eléctrico, velhinho,
que lá foram buscar no dia da solenidade.
A Agustina é o sobrinho pesadote,
que resolveu casar aos quarent'anos.
A Agustina é a trombose da Língua.
A Agustina não sabe ler nem escrever.
A Agustina é a tabuada, a reguada, a palmatoada,
a cábula desbocada da saloia que veio p'ra aqui servir.
A Agustina é a somítica governanta do Relato,
o mordomo culpado de
andar a coçar para dentro.
A Agustina tem um coágulo na linha,
uma pedra entalada na fluência do contar.
A Agustina é o troley da banalidade
o funcionário prosador,
o quadro excedente,
chegado ao topo da carreira pela antiguidade do seu


sim, senhor, com certeza. Desejará, por acaso, mais alguma coisinha?...,


-- Ó SERVIL, Ó SERVA INÚTIL

DE UM PODER

COMPLETAMENTE

DESBOCADO!... --,


Minha consolação nocturna do Estafermo-Mor,
meu Segundo Império da tardinha fria de Sedan,
minha colaboracionista do Reino das ervilhas,
meu Estado Novo das Sornas Velhas,
minha República de Vichy das Letras,
tão eternamente de boca fechada,
p'ra nunca te poderem imputar opiniões,
excepto as da inclinação soturna
deste vento dominante!...


A Agustina é a serpente baça,
que coabita com o Poder,
a que haverá sempre de estar
p'ra ali,
escarrapachada como uma lapa,
a perpetuamente acocorada,
para não perder pitada alguma,
a eminência parda,
a liberal, a moderada, e conservadora,
a ultramontana,
a tirana obscura,
do despotismo mal iluminado,
o agreste muro do
não passarão,
a avezinha eternamente reaccionária,
a sopeira lava-escadas
da sombra do ver s'irá
poder pingar mais alguma coisa
da mesa da Coroa
então vigente!...
A Agustina é o Vasco Graça Moura,
mas muitíssimo mais sofisticado!...
A Agustina é aquela que servirá sempre bem,
e sem nunca olhar a quem!...

A Agustina é o Papão,
o Homem do Saco das crianças que não queriam comer,
o tom Hohenzollern com que o Kaiser gostava de se pôr a pintalgar o seu próprio caixão.
A Agustina queima as pestanas,
gasta os dedos
e espalha a cegueira mais profunda,
sem que dela fique mais do que
o suminho espremidito
de um limão já ressequido!...
A Agustina é o tubo entupido
d'andar a dar clisteres
aos saguins!...
A Agustina é a senhora da guerra sedimentada,
a assesta-lupas de tentar encontrar genialidades
à viva-força,
o Salieri desta Corte Nacional,
-- e Corte do Norte,
ainda por cima!... --,
ou por baixo,

-- ó Agustinha, minha
derreada mata-mouros
de qualquer fantasia!...


A Agustina é o aríete da sensibilidade,
dos mais desprezíveis estranguladores de paixões,
o esperanto desolador de qualquer hino internacional,
a cabala hoje montada, e já lucrativa,
da pobre contemporaneidade
qu'a mim veio caber em sorte!...
A Agustina é a Morte cansada,
o recolhimento da Sarah Bernardt,
em cada noite deitada no seu próprio esquife,
a Ara Pacis de uma velha necrópole,
a calma recolhida, e sisuda,
dos abandonados cemitérios da província,
a múmia de Ramsés II,
ridiculamente sentada à janela,
o granítico memorial das anchovas congeladas.
A Agustina é a escolopendra,
o lacrau meão,
o Mário Cláudio, já velhinho,
o Dantas mal encapotado,
daquela geração do já não saber que havia o Dantas,

-- pois ele voltou mesmo,
e até se recomenda,
e bem,
a quem cá hoje
quiser ser alguém!...


A Agustina tem uma pedra no útero,
A Agustina é o calhau das virilhas,
a ovários de chumbo,
a trompas calcetadas,
a trouxa das sílabas mal enresinadas.
A Agustina é aquela alegria
que ficou para sempre caída nas vielas de Pompeia,
o pórfiro sombrio,
deixado por Roma nas pedreiras da Capadócia,
o peso daquele estado soturno que se tinha atrevido a confiscar as próprias flores,
o tributar da brisa marinha,
dos sorrisos da criança qu'inda não sabia os males de ler!...
A Agustina é a meia graça,
o espírito fino
das padeiras flamengas,
a elevação de espírito
de todas as mulheres a dias,
o gracejar sibilino
das varinas da Ribeira,
a anedota p'ra se rir no dia seguinte,
mal chegue a manhã
de um pequeno almoço manteigueiro.
A Agustina é o sifão
da Imaginação,
o palavrão senil,
já traduzido por lisonja.
A Agustina é um tijolo,
o próprio betão da Fala,
a lava da Noite,
a argamassa da astúcia inútil.
A Agustina é a laje, a lápide, o alçapão,
a frincha mal fechada,
onde, um dia, alguém
haverá de desmanchar um pé!...
A Agustina é o solar de persianas corridas,
a meia sesta daquela titi ronhosa,
que dormia co'olho aberto,
p'ra ver se a sobrinha já não brincava
co'a pilinha do jardineiro!...
A Agustina é a derradeira tentativa
de converter Portugal
numa Escócia de senhores sisudos,
a piolharem eternamente
um enorme populaço
de camponeses derreados!...
A Agustina é o sorriso dos mortos,
o chá de tília,
a infusão de camomila fraquinha,
o meu
lé de laramba pimba,
a triste remediada da Literatura,
a Escova-Botas,
a Mangas-de-Alpaca de uma pobre editora empoeirada!...

A Agustina é uma velha que continua a guardar as notas no colchão,
a Olha-Para-O-Próprio-Umbigo
do monótono dia a dia.
A Agustina é a paz podre,
de nunca tornar a suceder nada,
o enredo sem surpresas,
a crónica convencional,
a derradeira página do
Diário da República,
a biografia castrada
dos tectos da Capela Sixtina,
aquela que fica sempre para apagar as luzes de quem já saiu.

A AGUSTINA É MAIS UM REI VAI NU DA PORTUGALIDADE!...


A Agustina é uma abóbora,
A Agustina é indigesta
e muito boa p'ra sesta,
é pastoril
e já meio senil,
a cozinheira afável da velha Bovary,
que lhe pôs nos dedos os comprimidos
daquela tarde d'assombração de se querer matar!...
A Agustina é o hectar em postas
o estere,
o quintal e meio,
a grosa, a groselha
e o capilé,
a arroba,
a alfarroba e o
Alfa Romeo,
o Porsche sem rodas,
a caleche escavacada
das velhas mais tresloucadas,
aquela doença que dá nas galinhas p'ra se porem a bicar o cu umas às outras até morrer,
a das vacas loucas,
a doida, o gebo e a sombra,
o aedo de Rilhafoles,
o passador de drogas leves,
a rendas,
a cortininhas de tule,
a florida do piroso,
a almofada furada de riba Douro.
A Agustina é a fada do lar
dos enfadados.
A Agustina é o contentor,
o camião TIR
carregado de bóinas velhas.
A Agustina é como estar em coma,
cem anos ligado a um pulmão mecânico,
-- meu rame-rame de nunca mais poder voltar a respirar fundo!...,
para baixo, para cima,
para cima, para baixo,
num mesmo recanto de cotão,

Ó MEU TRISTE CHULÉ DA PROSA!...


A Agustina
é cabotina.
A Agustina é uma cavalona.
A Agustina é um bisonte.
A Agustina é a Ana Karenina de um país sem comboios.
A Agustina é o convento, e mais o que lá vai dentro.
A Agustina é o marido, a mulher e a colher.
A Agustina é um pomo sem discórdias,
a ovelha ronhosa,
a Rua da Betesga engrinaldada em Rossio,
o devagar se vai ao
monge,
o filho de peixe que se soube aproveitar,
e bem, da época qu'agora tem!...
A Agustina é a História discriminada de como as irmãzitas Carmelitas Descabeladas ali faziam o seu velho arroz doce e entrecosto a servir por junto à mesa do Paço de Enxobregas, narrada por quem lá esteve, e continua, com saúde, graças a Deus, bem enfiadinha no seu tugúrio de média luz, por vontade da falta de sol, e mercê de todos quantos continuam a mijar p'a trás, agradece e retribui, seguindo-se uma lista completa de como se servia, etc, etc, etc..., pela Graça de Deus no Anno de..., ora deixa lá ver em que ano é que ela ainda anda,
a minha querida Agustina,

A DERRADEIRA DESCOBERTA DE

PORTUGAL NO
SÉCULO XIX,

para qu'aqui o passem a saber
Europa e Mundo!...

A Agustina é uma mina.
A Agustina é a Eva do Natal.
A Agustina é um bom negócio,
o seu próprio pé-de-meia,
o genuíno triunfo dos direitos de autor,



DE QUALQUER COISINHA,


desde que a possa pôr a render,
a conta a prazo do mau parágrafo,
o depósito d'ideias nulas,
o empréstimo escandaloso,
o produto financeiro de forma rectangular,
-- e com lombada debruada!... --,
a poupança-reforma do estilo reformado,
a pensão bem contadinha,
e crucial,
numa página de letras mal paradas,
a Obra Completa das grandes hipotecas executadas,
o poema das somas justas,
o débito encantado do gerente calvo,
a multiplicação dos pães sem fermento,
o dinheiro,
já na Suíça,
a debitar os eternos juros
de um sigiloso balcão de província.
A Agustina é a esquina,
Onde todas elas se costumam
pôr a atacar!...
A Agustina é o Gorila Maguila,
o monstro das bolachas,
o papa-formigas da falsa ingenuidade.
A Agustina tem chatos
e é muito, muito, chata!...
A Agustina é a carraça que os cães costumam trazer colada ao pêlo,
sempre que decidem passear-se p'lo jardim.
A Agustina é o gorgulho, o engulho e o embrulho,
o triste pacote postal,
a adiposidade flácida
do nosso emplastro da Cultura,
o disco riscado,
de lograr andar cem anos a tocar a mesma música,
A Agustina é o
deixar-se ficar p'ra ali,
de conseguir fazer um prato de quaisquer restos.
A Agustina é a sopa que deu p'ra a semana inteira,
o croquete saído de dez travessas,
a açorda das côdeas abandonadas dos melhores restaurantes,
a pirâmide de chocolate dos bocados ficados por mastigar,
aquele arrozito à justa,
a acompanhar o chouriço
que já não chegava!...
A Agustina é uma buzina que enresina,
o advogado comprado,
o caldinho aquecido no próprio lombo,
o gaspacho setentrional,
já enfiado p'la goela da criancita

-- toma lá, não gostas, mas há-des aprender a gostar, qu'em Lisboa já não se fala d'outra coisa!... --




-- ó minha espantosa Rosa Lobato de Faria,
em versão erudita
de telenovelas indigestas
de contenção,
não fosse dar-te um incómodo
cheirinho de modernidades!...


Porque o mal da Agustina nem é não prestar,
mas o prestar à justinha, do Corin Tellado
de quem só queria durar até ao sol-pôr,
-- linda poia natalícia do só aparecer de quando em quando,
p'ra-ver-s'ainda-faz-falta,
-- que fazia e não fazia,
à alegria fraca de quem tinha estômago
p'rá continuar a ler!...,

porque a Agustina era bera,
e baratucha,
a mil paus
do enorme consolo das vizinhas
a poderem continuar a ter nas estantes
para mostrar aos visitantes!...

A AGUSTINA ERA BOA,



MAS SÓ FORA DE LISBOA!...

A Agustina era o Saramago setentrional,
o círculo de leitores de lombadas,
o saco roto dos pombinhos pendurados no poial,
a fraldas de oitenta anos do nosso pior futuro,
a galinha incontinente,
que só queria obrar p'lo Presépio,
os seus cem mil exemplares
já todos engomados
e distribuídos p'las décadas mais passadas,



-- ó meu serôdio triunfo de um imenso Barroco,
minha velha bisavó ultra-romântica,
de uma Inquisição prolongada,
minha coveira da Modernidade,
minha miguelista, sem nenhum Miguel,
minha Viagens na Terra Dela,
minha
Portugalia Monumenta Chatérrima,
minha camiliana senhora fora de horas,
meu bernardo-eremita do derradeiro oitocentismo,
santa rede criminosa de tanto andares p'ra aí
a apanhar sardinha da pequenina,
na tua estilística petinga setentrional!...

A Agustina nunca teve o cio.
A Agustina era a vergonha nacional,
o próprio arquétipo da Abstinência.
-- A Agustina até era capaz de ser boa,
mas eu já não sou do tempo disso!...
A Agustina era a alegria do Verão das piores varejeiras,
um certo rigor das sombras,
de trevas andadas a
arrastar de candeia em mão,
a eterna não-surpresa
de já se saber que saía sempre,
e como saía,
no Inverno nosso de cada dia,
nos dava ela hoje,
ONTEM,
-- ó meu claustro perpetuamente bolorento,
de pitonisas sem camisa!...

A Agustina era o esqueleto cinzento da Impertinência,

O LIVRO MAIS CHATO DE PORTUGAL!...

A Agustina era um percevejo,
que p'ra ali também medrava.
A Agustinha era daquelas que tinha tinha.
A
Agustinha,
coitadinha,

NEM DADA



AGORA ALGUÉM


A QUERIA!...



LUÍS ALVES DA COSTA, farto, fartinho, fartíssimo,
em JUNHO DE 1993






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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

De Natura Sonora, ou, em mau Português, belíssima Sanfona de Sucatas


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Imagem do KAOS

Vou tentar ser breve, porque hoje estou com uma cólica de minaretes. Eu explico: quando vamos à Suíça é para ver os Alpes, e quando vamos ao Magreb é para ver minaretes, tudo o resto é contra natura, e deve ser referendado pelo Senso Comum.
Também é do senso comum que eu, se, por acaso, vier a passar por uma porta e ouvir gemidos e agitação do outro lado, tenho o direito de espreitar pela fechadura e pôr o ouvido colado à porta. Se -- e continuamos nos "ses" -- eu fosse um GNR mal formado e descobrisse que a minha tronchuda estava do outro lado da porta, ajoelhada, a fazer uma valente mamada a um fuzileiro, e os grunhidos vinham de aí, para a história se desenvolver à latina, o GNR arrombava a porta com um pontapé, e dizia, "eu mato-te, minha puta!...", e matava mesmo, e, com um pouco de sorte, furava o fuzileiro também. Como Dante, no "Banquete", eu poderia dizer que esta minha história continha as quatro vertentes hermenêuticas do texto sagrado: o literal, o alegórico, o moral e o anagógico. O literal é que a gaja ia mesmo de ali com as tripas de fora, para alguma urgência de Badajoz, morrer espanõla, e o fuzo ficava no chão com um buraco em forma de alvo, no centro da testa, evitando voltar sem pernas do Afeganistão, por ter ido "obamamente" defender as Rotas do Ópio; alegoricamente, era mais uma cena dos divórcios simplex do solnado; a moral da história é que ele nunca deveria ter parado a ouvir grunhidos de prazer, do outro lado de uma porta de face oculta, porque podia estar a ouvir alguém conhecido; anagogicamente, isto era o "Face Oculta", à Portuguesa, ou seja, iam de ali para um tribunal de comarca ligeira, a gaja tinha direito a um bruto funeral, o fuzileiro ia a enterrar, ainda com as calças pelo joelho, e o GNR recebia uma repreensão escrita, com direito a liberdade condicional, e repetição do ato.
O restante Portugal, ainda mais literal, evita que estas coisas do rés do chão transbordem para os reles patamares do Estado, e, portanto, se num colar o ouvido à porta, eu, por acaso, oiço um Primeiro Ministro a atentar contra o Estado de Direito e passo adiante, das duas três, ou sou corno manso, ou o Primeiro Ministro já devia estar na rua há eras, ou não vivemos num Estado de Direito. O interessante da coisa não é se o escutado foi escutado, ou não, no devido local, e se foi, ou não, consentido, mas, sim, se o conteúdo do escutado era, ou não era, crime de Lesa Estado.
O cidadão comum já percebeu o que está em jogo, e que é o mesmo de sempre.
No fundo, já atingimos o patamar mínimo de poder emitir juízos de validade moral e de higiene pública, que nos permitem dizer que ouvir coisas destas -- mas vão MESMO ouvir -- ou destas, dispensam tribunais, procuradores da república e supremos juízos, para percebermos que, de facto, deveriam ter tido outro desenvolvimento processual e histórico.
São já matéria excedente, na qual o cidadão comum tem realmente o dever de exercer o seu direito de indignação, e, enquanto não o exercer, não estaremos nem num Estado de Direito nem numa Europa Civilizada.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Caso Saramago

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É, pá, vamos lá tentar ser sucintos, porque eu tenho mais que fazer e pensar.
Como é típico em Portugal, acorda-se tarde e a más horas. Faz anos que escrevi, e publicamente me pronunciei, sobre Saramago ser um Cancro da Cultura e da Língua Portuguesa. Isso fez correr horas de debate, e o texto passou de mão em mão, por tudo o que era pró e contra, na Associação Portuguesa de Escritores. A coisa, mais ou menos, só me foi comunicada depois, pelo meu caríssimo amigo, José Correia Tavares, que até alinhava, e com paixão, no que eu tinha escrito. Em 92, o texto era um mero esboço. Foi fotocopiado, e passou pelas mãos de toda, ou quase toda, a gente que escrevia em Portugal. O "Laramago" final foi revisto em 1998, quando o pobre diabo recebeu o "Nòbele", e imediatamente me começaram a chover telefonemas em casa, para quererem saber o que eu pensava. O problema é que eu não pensava nada, nem o assunto sequer me interessava.
O chamado "Nobel da Literatura" deixou de fora alguns dos meus escritores favoritos, como Proust, Joyce, Kafka, Borges ou Ezra Pound, só para citar alguns, de cor. Em contrapartida, e justamente, foi atribuído a Thomas Mann, a Otavio Paz, que também traduzi para Português, e, o ano passado, a Le Clézio, um ESCRITOR. Afora isso, está cheio de sombras e de solavancos políticos, como uns gajos do Quénia, ou lá o que é, e mais umas geografias da conveniência, situadas pelo Oriente.
Por um silogismo simples, ao terminar o séc. XX, havia uma lacuna no Nobel, que era nunca ter atribuído o galardão a uma Literatura extensa, rica e nobre, como a Portuguesa.
Também é líquido que, quando as cabeças do Comité começaram a girar às voltas, para ver se havia algum Português que sobressaísse, o que estava mais a jeito era o que manipulada, e habilmente, tinha sido "colocado a jeito", cum caraças, obra de uma formiguinha badalhoca, com metástases em Portugal e España, e cuja especialidade era o "marketing". Parece que é uma Pilar não sei das quantas, que se não deve ter casado com o velho, por acaso... Na Escandávia, e isso já entra na "petite histoire", havia um ativista do "Partido", como há muitos por todo o lado, que sacou o coelho da cartola, e o milagre fez-se.
Literariamente, Saramago não vale um corno, e a máquina que o alçou é duvidosa, se bem que eficaz: pareceu dar-nos um balão de oxigénio, mas não deu nada, porque concedeu visibilidade a um mau escritor e a um péssimo caráter.
Se, de aqui a 100 anos, se fizer o levantamento da construção da Língua -- isso é uma das tarefas do ESCRITOR -- devida a Saramago, a resposta é ZERO. Não há uma única ideia, uma frase memorável, um aforismo que possamos contar aos vindouros. Aquilo é mau, mal escrito, e serve, como máquina de fabricar chouriços, só para enriquecer uma editora e o próprio. A esta hora, o Bom Comunista, se ao menos isso ele ainda tivesse em si, já devia ter transformado os lucros fenomenais numa Fundação de diminuição das Assimetrias Sociais, mas a tartaruga analfabeta prefere refugiar-se em Lanzarote, a fazer o papel da alma incompreendida e exilada.
Seja ateu, mas conceda aos outros o direito de acreditar, e esta é a frase de um não-cristão, eu.
Isto parece não ter nada a ver com o sucedido, mas tem. Ao contrário de Saramago, de quem folheei uma vez um livro, só para ter a certeza de aquilo era uma MERDA, gosto imenso da Bíblia, um texto onde há um gajo extraordinário, muito moderno na irreverência e na consensualidade, no vive e deixa viver, no não censures naquilo em que podes ser censurado, e que preferia, como eu, os amigos à família. Estou a falar do "Novo Testamento". Olhando para trás, e para a frente, a linguagem bíblica, cheia de metáforas, de construções hiperbólicas e de imagens inesquecíveis (O "Apocalipse", que ilustrei, e prefaciei -- coisa difícil... -- num mau momento, e a pedido do Assírio, então muito doente, mas, felizmente, já recuperado), ao contrário de Saramago, de quem nunca li, nem lerei, uma linha, influenciou-me fortemente na escrita: deu-me um caráter messiânico e um estilo de abismo, entre o profético e o embalador. Devo-lhe muito, a esse livro, semigrosso, que anda espalhado, entre o meu chão e a cabeceira. Nunca lá vi maus exemplos. Como os textos egípcios, os mesopotâmicos, o maravilhoso "Gilgamesh", que também ilustrei e prefaciei, a Bíblia está cheia de situações ameaçadoras, mas... obsoletas. Em lugar nenhum desse livro está escrito "guarda os cabedais da tua usura, e os direitos de autor da tua prosa intragável, para pôr isso em juros a render, para as "lingeries" da Maria del Pilar", e a puta que a pariu... Não manda matar o próximo, nem exilar para a Sibéria, como os catecismos em que esse cúmplice silencioso da morte, chamado Saramago, alinhou, sem nunca se ter retractado. Esse Saramago é o mesmo que, em 75, saneava, com palavras apocalípticas e anátemas do Deus do Velho Testamento, os colegas de trabalho, que não comungavam dessa mesma cartilha. É o mesmo que esteve calado sob todos os crimes cometidos pela União Soviética e acha que em Cuba se vive "normalmente".
Vá viver para lá, e deixe os Cubanos refugiarem-se em Lanzarote.
Tudo isto deu polémica, e levou a que eu abandonasse a Direção da Associação Portuguesa de Escritores, por dizer, como hoje, e sempre, todas estas coisas que as pessoas têm MEDO de dizer.
Em Portugal continua a viver-se no MEDO, de verbalizar, escrever e pronunciar publicamente o que se pensa.
Em 90, pus a cabeça no cepo, quando, com Mário Soares a declarar -- podem procurar no "RTP-Memória", que talvez lá esteja -- que, parafraseio" "Portugal vivia um dos seus momentos de maior criatividade literária", e apanhou comigo em cima, a desancar, em diferido, mas televisivamente, que o Grande Prémio de Literatura da Associação Portuguesa de Escritores era uma jigajoga, que dava, todos os anos, uma batelada de dinheiro a um, ou uma, que ainda não tinha tido direito à fatia (!).
Não era Literatura, era esmola rodada, e quem apanhou com isto em cima, em direto, na RTP, foi um tal de Paulo Castilho, mais um dos tais que vai acabar na poeira e no esquecimento, e que não se sabia onde se haveria de meter, quando levou com o meu depoimento em cima...
Na mesma época, já pontificava a Clara Pinto-Correia, outra miséria do cenário nacional, com o seu "Adeus, Princesa", uma bosta, cheia de erros frásicos de construção, a contar umas fodas que ela dava, em Beja, com os militares alemães, que deviam achar gira a pele tisnada, coisa que eu nunca li, mas que foi Livro do Dia CRÓNICO na Feira do Livro, durante ANOS, até a mulher se perder no álcool (E esta é dedicada a um dos nossos mais assíduos leitores, que bem sabe quanto custa acompanhar a Vice-Reitora nas suas curas de desintoxicação. Um abraço para ele, e um pontapé na cona, para ela...). Mas o pior ainda estava para vir, o Sousa Tavares e os seus plágios, que muita gente também considerou "Literatura", a Inês Pedrosa, meu deus, o meu amigo Pedro Paixão, que sabe que eu não o leio, e a quem aconselhei fazer o Doutoramento com a ligeireza com que... não escrevia.
As voltas que Pessoa e Eça haveriam de dar na campa, ao ver no que esta choldra se tornou, mas isto já vai longo e finaliza com um pequeno conselho para esse traste do Saramago: "amigo", você, que acha a Bíblia um lugar de maus caminhos, faça-me um exercício: reduza a sua escrita, que é fraca, vá lá, mesmo fraquinha, e, enquanto reduz a sua fraca escritinha, olhe mais para os lírios do campo, e menos para o seu milionário saldo bancário. Todos nós agradecemos, e muito.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Na cama, com Ferreira Leite

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Imagem do KAOS
Eu sei que a imagem "na cama com Ferreira Leite" não é apetecível, mas antes isso do estar a apanhar chuvas de meteoritos na Praia da Maria Luísa. Aníbal, dito o de Boliqueime, uma boca colocada em Belém, para fazer o mesmo papel dos carimbos de antigamente, nos cartórios, em que se molhava o carimbo na tinta, e se dava uma mãozada no papel, para aquilo passar a ser verdadeiro, esteve à sua própria altura. Na realidade, quem pôs Aníbal em Belém pôs lá uma boca, que, quando convém, lá molham no tinteiro, e afocinham-na logo a seguir no papel, para o validar. Esquecem-se de que, na Era do Virtual, aquilo não vale um corno e só existe o que está digitalizado, e quando não há quebras de corrente, em que tudo passa a vento.
Parece -- eu não li -- prefiro o poente, no Hemisfério Sul, que cavalga a Terra em vez de se afundar no mar, que havia uma Lei das Uniões de Facto que foi vetada pela alma menor que faz de boca-carimbo, em Belém. A lei nunca vi, portanto, ignoro o que lá estivesse, mas os protagonistas conheço-os demasiado bem, para me poder pronunciar, e aí vamos.
"Facto", quanto ao étimo, é uma coisa que aconteceu, logo, qualquer casamento, até que aconteça qualquer coisa, não consegue chegar a ser uma união de facto. Eu explico: na Natureza, último refúgio das coisas naturais, quando, por exemplo, aparece um par de cães a ganir-nos, à porta, porque a coisa "deu o nó", e não se conseguem soltar, nem à mangueirada, eu posso afirmar estar, no Reino Animal, perante uma união de facto. Manuela Ferreira Leite, uma vidente dessas coisas, já há muito que afirmou -- e fui eu quem lhe pôs a citação na "Wikipédia" -- que "o casamento é para procriar", ou seja, o casamento só se torna numa união de facto quando, de facto, nasce uma goela aos berros, a testemunhar que, mais ou menos nove meses antes, houve um meteorito qualquer da Maria Luísa que ali caiu na cratera. Até aqui seria Lineu, e estaríamos calmos, mas o desconforto começa quando olhamos em redor e vemos quantas boas almas se casaram, mas nunca conseguiram chegar a uma união de facto.
Exemplifiquemos: Zezé Castel-Branco e a velha, por exemplo, são um casamento, mas não uma união de facto, e aí Cavaco tem toda a razão, e passo a citar, "O diploma em apreço contém soluções normativas complexas que claramente indiciam que o legislador optou por aproximar o regime das uniões de facto ao regime do casamento – estabelecendo, por exemplo, no artigo 5º-A, uma presunção da compropriedade de bens e uma regra de responsabilidade solidária por dívidas ou prevendo a possibilidade de compensação de danos em caso de dissolução da união de facto", ou seja, o Aníbal, apesar das limitações de Boliqueime, percebeu que há muita gente que utiliza o Casamento para beneficiar de artifícios fiscais, e benefícios, que, de outra forma não poderia obter. Simplificando, descobriu que o casamento da velha com a bicha era um pretexto para ela poder traficar livremente jóias dos Estados Unidos para a Europa, contornando a Alfândega.
Isto é feio, e todos sabemos que Castel'Branco já passou uma noite na prisão por causa desse contrabando, e, dizem as más línguas, foi uma das noites mais felizes da sua vida... Não sei, não estive lá.
O caso de Manuel Maria Carrilho, a "Carrilhada" era uma outra longa história, e não há espaço para a analisar aqui, mas, aparentemente, conseguiu vencer a barreira do casamento -- deve ter custado tanto, meu deus... -- e chegado ao Dinis, prova de fogo da união de facto. Falta o teste do ADN.
Quando, em Setembro, Ferreira Leite se tornar na Primeiro Ministro de um governo minoritário do PSD, deveremos voltar, em força, a este tema: o casamento branco, ou seja, duas pessoas que assinam uma papeleta qualquer, defronte de um parvo que alinha no esquema, ou que vão de véu de laranjeira para defronte de um padre jurar mentiras devem ser investigadas: ou procriam, e o fruto da procriação deve ser alvo de uma perícia de ADN, não vá haver algum jardineiro pelo caminho, como na Casa de Bragança, ou o casamento é imediatamente condenado como uma falsa união de facto, e os cúmplices sujeitos ao regime de tributação geral dos solteiros, com coima agravada e retroatividade.
Cheira-me a que, só com isto, vamos passar de "Deficit" a "Superavit", em 2010...
Uniões de facto do mesmo sexo, então, meus amigos, só com implante de útero e ovários num dos parceiros, como fazem os Iranianos, ou reconstrução de um pénis e de testículos, que obrigue uma das fufas a procriar da outra.
Estamos fartos de esquemas de facturas falsas, vinham agora estes com um que até era contra a Natureza. Foram caçados, os sacanas, e a tempo!
Parabéns, Senhor Aníbal, pela sua decisão: mostrou que continua uma excelente boca para carimbar a Cauda da Europa. Por mim, pode continuar.

( União de facto no "Aventar", no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Santa Maria da Feira é a primeira zona do País a assumir hoje, oficialmente, o regresso à Idade Média. Espera-se um efeito dominó


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LEYA NO "SOL"

País em sobressalto: depois de morder os agressores, tentou atacar o GNR também à dentada


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YES THEY CAN

terça-feira, 26 de maio de 2009

Aleluia: a Alexandra já está na Rússia, a levar nos cornos da mãe "biológica (!)", que lhe vai pôr a render o órgão de entre as pernas


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NESTAS MERDAS, A "JUSTIÇA" PORTUGUESA É SEMPRE RÁPIDA E EFICAZ

terça-feira, 19 de maio de 2009

Fotografados no Alto do Parque Eduardo VII, à entrada do "Eleven"


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YES THEY CAN

sábado, 16 de maio de 2009

E por que não, se os ricos e os advogados trafulhas declaram rendimento mínimo e compram casas e carros de luxo?...


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Via "Público"

segunda-feira, 11 de maio de 2009

"The Braganza Mothers", no dia em que Manuel Alegre descobriu que Vital Moreira tinha o mesmo nível de vaidade e venalidade do que o seu



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O MEU BLOCO DE ESQUERDA É MAIS NOJENTO DO QUE O TEU!...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Aníbal de Boliqueime entre as tampas de sanita em que Portugal se tornou



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Foto do "SOL"

quarta-feira, 25 de março de 2009

Manuel, de dia, Maria, de noite, Carrilho quer uma mudança cultural: vamos a isso, sanitários mais amplos e caralhos mais grossos


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

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sexta-feira, 20 de março de 2009

Finalmente um vídeo que consegue radiografar psíquica e emocionalmente o Português típico (Cortesia SIC)




Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

sexta-feira, 13 de março de 2009

O seu filho passa os dias agarrado ao "Magalhães" a desaprender Português, a jogar e a ver pornografia?... Cuide-se, porque pode morrer mais cedo...


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