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domingo, 30 de maio de 2010

Se poupassem nos assessores contratados para encavar os Ministros paneleiros e nas gajas que mamam debaixo das secretárias, poupavam-se milhões


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Yes we can

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Afinal "The English Patient" adorava "mulheres" de "chicote": batia o Norte de África, doido, à procura... deles... bem morenos :-)


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Era tão bom, até me curei... :-)

sábado, 27 de março de 2010

A um mês do seu segundo aniversário, a "Fundação Amélia das Marmitas" já é um sucesso mundial :-)))


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O memorial do saudoso Zé Manel das Muletas vai aderir ao PEC, e poupar na energia, gastando menos água nos lavatórios, menos papel higiénico e menos eletricidade, passando a estar menos tempo a fingir secar as mãos, para ver os mangalhos pelo reflexo do espelho... Patriotismo... :-))))

segunda-feira, 8 de março de 2010

A minha fotografia mais atualizada: um feliz Dia da Mulher, para todas as minhas colegas, de ambos os sexos :-)


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Depois da entrevista dada por Carolina Salgado a Felícia Cabrita, Mourinho é considerado o melhor aldra..., perdão, treinador de sempre


OIÇA AQUI E LEYA AQUI

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Aventuras de Laura "Bouche", no País das Novas Oportunidades




Imagem do Kaos, e como celebração do 25º aniversário de Laura "Bouche", no qual infelizmente, não pude participar


Conheço a Laura desde o início dos tempos, ainda as trilobites andavam a apanhar no cu, no fundo dos Oceanos.
Laura sempre foi mentirosa, perversa e somítica.
Somítica mediu-se de muitas formas, como aquele dia em que íamos para a praia, e caiu uma das peças da carrinha, e decidimos continuar mesmo assim, porque leigos em Mecânica, achámos que era o carro, só a tentar... poupar.
Laura é capaz de ir para um vale deserto, apanhar nas bordas, mas num daqueles vales com eco, para só ter de dar o grito inicial, e o vale encarregar o eco de assegurar o escarcéu seguinte, e eu acho isto notável, e patriótico.
Laura é muito antiga, e vem do tempo em que as bichas não andavam enjoadas, a teclar para a 604 da SIC, ou a enviar sms de sexphone, ou a fingir, noites inteiras, rua acima, rua abaixo, que não precisam da base de alimentação de cada sodomita, e que não é pão, mas caralho, do bom e do grosso.
Há quem diga que Laura ficou assim de infância, por causa da vizinhança, já que não é para todas ser vizinha de Amália, a Goela Sonora de Portugal. Diz-se que, de pequenina, se punha a espreitar pela fresta da janela, quando os garanhões subiam a escada, e iam enterrar o Fado, na guitarra que a Cantora tinha entre as pernas, ou quando ela se entregava às variações da fressura, num tempo em que ainda não havia antónios, muito menos variações. Desses tempos, só ficou a fixação nas remodelações das casas, porque a Laura adora casas, embora passe a vida entre papelões e garrafas vazias, nas célebres traseiras daquela carrinha, que abriu os noticiários todos da SIC-Notícias, quando os lugares de engate do ISCTE estavam na moda, e ela aparecia, pendurada na janela, a insultar a concorrência, porque a noite é longa e o macho pouco. De tais remodelações, ficou o maravilhoso "happening" do Centro Comercial "Allegro", em que deixou à porta aquela sanita onde se tinham sentado os cus mais notáveis e passivos de Portugal. Bem haja: cabaou como devia, entre pânico, seguranças e polícias, o sonho de qualquer escandalosa.


Laura trabalha onde calha e com quem pode.


O vigilante monhé de Sete Rios, mais as pretas da limpeza, têm-lhe um ódio de estimação, já que Laura, quando eles começam a rosnar da sua longa permanência -- des journées entières dans les urinoirs -- defronte do wc, à espera da presa, Laura rosna ainda mais, e chama-lhes tudo o que lhe vem à cabeça, e nisso eu sou seu incondicional aliado, já que, nas vésperas, vou de marcador grosso, e escrevo pelas portas "se queres mamar aqui, dá um euro à gaja das limpezas, que ela deixa-te mamar na casinha das vassouras..."
Para o atual panorama português, um euro tem o valor do euro no Haiti, e é delicioso ver as caras daquelas avantesmas, a medirem-se umas às outras, enterradas no seu miserável sifão, a tentarem perceber quem é que, no meio daquela mútua miséria, consegue estar a ganhar mais um euro, que seja, nas costas do vizinho. E, enquanto se medem e controlam uns aos outros, lá vai Laura, maneirinha, discreta e viciosa, para os recantos sombrios dos pilares, mamar um brasuca ou um cabo-verdiano, casados, que querem vazar a coisa, bem antes de se irem enfiar nos pardieiros, ao lado da celulite das suas tronchudas suburbanas.


Laura é um serviço cívico, e um bem de utilidade pública, e sempre assim foi, desde os tempos em que a paneleira da La Feria não tinha ainda comprado o "Olympia", para o fechar, e impedir as "manas" de ali mamarem o que ele não podia fazer.
O "Olympia" era, então, uma tertúlia literária, onde se juntavam Laura, a "Micas" e o defunto Cesariny. A "Micas" era a mordoma, e, com os machos todos em fila, enquanto, na tela, passava o "Gulosas por Animais", que ninguém via, lá ia orientando o esvaziar daquelas listas de espera, ora encaminhando-os para o Cesariny, de beiças desdentadas, as melhores gengivas de cona que ali trabalhavam, diz-se, ou para Laura, com carta e certificado de recomendação, "olha, mama aquele ali do fundo, que tem um ASSIM, enquanto eu despacho este...", tudo num tempo em que Portugal era produtivo, e não vivia dos desvios de fundos da Comunidade Europeia, nem dos sacos azuis das Câmaras do PS.


Entre as suas múltiplas profissões, Laura trabalhou para o Metro de Lisboa, e, muitas vezes, já os comboios não circulavam nas linhas, e ainda ela fazia as estações todas da via crucis dos túneis da Rotunda do Marquês de Pombal, aviando passageiros fora de horas, até àquele momento fatídico e fatal, em que o barrigudo e bêbedo vinha pôr os cadeados nas grades, a anunciar que já não havia mais vagões a passar ali. Era a hora da angústia, e era então que Laura subia para o Parque, e trabalhava nas moitas todas, até de madrugada e manhã adentro.


Laura foi sempre muito discreta, e raramente levava homens para casa, fazendo-os sempre na casinha de transformação de eletricidade, que ficava bem defronte da porta, com os vizinhos todos a ver, como já aqui foi bem contado. Desses tempos, pouco ficou, exceto a casa que a mentirosa ainda hoje tenta vender, dizendo que "tem vista para a piscina", qual piscina, mulher, quando aquilo é o tanque do prédio de trás, o Lar Senhora da Aparecida, onde os velhadas são mergulhados em tanques de lama, como em Benares, para ver se a vida os cura do passar do Tempo!


Diz-se que Laura veio de famílias humildes e é verdade, já que a mãe, que deus tenha, passava a vida, de visons, a viajar de "Concord", entre Paris, Londres e Nova Iorque. Da mãe, herdou o vício, e, nos seus tempos áureos, quando estava casada com a fina nata da paneleirice lisboeta, mandavam todos vir o almoço de Nova Iorque, um luxo para quem se levantava às 4 da tarde, depois de ter aviado o Quartel inteiro dos "Raposas", da Costa de Caparica, ou quando o Nicha Cabral lhe passava para as unhas aqueles machões todos que adoravam dar uma volta de Fórmula 1, depois de ter vazado os colhões na boca das Avida Dollars do meio lisboeta.
Em certos círculos, Laura "Bouche" ainda é conhecida pela "Viuvinha Champalimaud", o que é completamente falso, já que só esteve para casar com Umberto d'Italia, o que só falhou porque ela adorava muito mais os machos egípcios que o Rei Faruk trocava com os belíssimos italianos, que escoltavam o Rei de Sabóis, isto, num tempo em que toda a gente fodia, e emprestava as boas fodas aos amigos, em vez de andarem a pensar em casamentos "gay", coisa que só interessa a Câncios e outras gajas mal fodidas.


Eu poderia estender este texto até às páginas de "Os Lusíadas", mas não tenho tempo nem teclado para isso, tanto mais que a Laura, Princesa do País Inteiro, dos ALLgarves e dos mamadouros de Aquém e Além Sevilla, já a esta hora deve estar a ligar ao Garcia Pereira, o seu advogado de mão, para me pedir uma indemnização de 1 cêntimo, por estar a expor aqui uma vida "privada" que toda a gente conhece, ainda o Mundo não era Mundo, portanto, vamos adiante, e passemos já àquele tempo em que Laura trabalhou nas obras, e no duro, pois que chegou a ter de ser trapezista, pendurada no varão de uma betoneira, a mamar um operário que se recusava a sair da cabine, e, enquanto com uma mão lhe apertava os colhões cabeludos, e metia até à garganta, ainda tinha de arranjar voz e folêgo para lhe ir dizendo que "estava a gostar, que nunca tinha visto um caralhão assim, e que era uma grande puta", tudo verdades, isto, com uma plateia de bichas desvairadas, cá em baixo, em plena Mata da Quinta do Conde, à espera de que ela caísse e partisse o cóccix.
Não caiu, cumpriu a função, engoliu, e o outro lá seguiu, com o betão meio solidificado para ir ajudar na obra de mais algum construtor civil aldrabão, que vende casas de luxo a parolos recém-casados com conas moles.


Laura, como todas as grandes badalhocas, e não preciso de referir aqui Maria Elisa, Clara Pinto Correia ou Carolina Salgado, também se soube, hoje, achegar às Novas Oportunidades. Mentirosa, como sempre, forjou um diploma de Quarta Classe, das antigas, e apresentou-se no CNO, das Manas Oblatas, para sacar um "Acer" à pala de fingir que ia fazer o 12º Ano (!), quando tudo o que queria era a Net e enganar o Vigarista de Vilar de Maçada, mais as putas que ele nomeia para a Educação.
Quis o fausto e o fado que fosse integrado num grupo que era (É...) um microcosmos da miséria nacional: um segurança, uma gaja que sofre de uma doença crónica de sangue, um bombeiro, um sacristão, uma freira, uma jeová e um autarca PS, do Norte, que quer tirar o 9º Ano, a "despachar", para poder voltar, para cima, para poder dar ordens nos engenheiros, arquitetos e advogados do seu pelouro de vereador...
As sessões são dignas de serem filmadas, porque melhores do que as escutas do "Face Oculta", ou Almodóvar: a gaja que sofre dos sangues a querer que lhe validem a competência de se ter conseguido manter viva com uma doença crónica daquela ordem, e em perpétua discussão com a jeová, que diz que "transfusões??... antes morrer!...", mais o bombeiro que quer validado o sofrimento e o cumprimento do dever de ter conseguido manter vivos muitos sinistrados jeová, contornando as transfusões que não querem receber, em pleno INEM; o segurança, que quer um diploma pela dureza de manter a ordem numa merda destas, o sacristão a anunciar que isto tudo vai acabar mal no Dia do Juízo, e a freira a rezar, a rezar, a rezar, para que o diploma venha como o Espírito Santo emprenhou a Adúltera casada com São José. Odioso, furioso, rancoroso, e prestes a telefonar a Carolina Salgado para os "limpar" a todos, só o autarca, que está ali a fazer o frete do corpo presente, e quer sacar o diploma, tal o "Engenheiro" sacou o seu, na "Independente". Depois, pode acabar o Mundo.


Eu sei que isto são meros fragmentos de Laura, e espero que vos tenham posto com um sorriso nos lábios. Pela sua longa e empenhada carreira, Laura merece-o, e não pensem na golpada do computador, porque faz parte do lado de ladra dela (Não.. querida, não telefones ao Garcia Pereira, porque isto é tudo hiperealista, e tu és mesmo ladra e badalhoca... :-), e preocupem-se antes com as grandes talhadas com que nos foram, vão e vêm, diariamente, ao bolso, nos BPNs, nos BPPs, nos salários do Constâncio e da Maria José Constâncio, nos "Casa Pia", nos "Apitos", nos "Furacões", nas "Maddies", e noutras merdas afins, que já esqueci: Laura, ao contrário disto tudo, é inigualável, e não poderíamos passar sem ela, ao contrário dos anteriores, para quem um fuzilamente sumário, num Estado de Direito, seria o mínimo.
Obrigado, e palmas para a Laura, que a atriz é ela; atriz e atrás, já que o seu cu é dos mais bem desenhadinhos da Peninsula, havendo mesmo quem lhe chame o nosso "Koh-i-Noor" das nádegas


(Duo laureado no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Parabéns, Messi: se quiseres, vou ser a tua puta para sempre, e fazer as piores coisas no balneário, e até o número do avental sem cuecas, na cozinha


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MESSI, NU, PELADO E NAKED

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Bichona da Agricultura vai ocupar o 2º lugar na Hierarquia Agrícola Europeia, mostrando que o Princípio de Peter está exato e fazer broches rende...


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Imagem Kaos

YES "SHE" CAN

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Correio da Lola - "Como será a vida de fodas de vão de escada, com António Costa em Lisboa?"


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Querida Lola:
Sou uma bicha muito antiga e muito assumida de Lisboa, e de Portugal inteiro, já que pedi reforma antecipada, para poder andar no engate pelo País fora. Lisboa preocupa-me, porque a Esquerda é sempre mais repressiva com as coisas "contra a Natureza". Acha que deva escrever a António Costa a perguntar-lhe qual a sua política de fodas caninas de vão de escada?...
(Laura dos Bosques, bicha de Lisboa e onde calha...)

Querida "Laura":
Até Paulo Portas o considera uma referência para a sua geração, e isso é melhor do que uma medalha do 10 de Junho, do Saloio de Boliqueime, que só conhece a posição do seminarista, e das poucas vezes que a Maria esteve "recetiva"... Sobre o clima de engate de Lisboa... posso dizer-lhe que está completamente atípico: se não forem os Brasileiros, os Homens de Leste e os Cabo-Verdianos, que precisam mesmo de se vir, e não de andar a teclar na Net, o País já tinha falido. Como sabe, as velhas piscinas do Campo Grande, arrombadas e caídas no domínio público, tinham-se tornado em pequenas fátimas do oratório da punheta e da mamada. No dia seguinte a ter ganho as eleições, naquela coligação de forças contra a natureza, imediatamente vedaram aquilo, e puseram dois polícias à porta, ainda por cima, com só um deles a ser fazível. Acho que isto já quer dizer tudo, filha, mais anos de repressão e de faz de conta, o que o Monhé se esquece é de que estas coisas não acabam, deslocalizam-se, como aconteceu com o Salazar, que pensava que acabava com as putas no Martim Moniz, mas o que acabou foi com o Martim Moniz, já que as putas subiram para o Intendente; o Santana, um querido, que nos mandou emparedar os vãos de escada, de maneira que passámos a ter de fazer tudo na borda do passeio, debaixo dos candeeiros, e ao pé do vidrão... pois... a verdade é dura, não é?..., e agora cai-nos em cima outra vez o flagelo do politicamente correto, já que mamadas antes de ir ter com a encornada, em casa, não são dignas. Bom, quando o Santana acabou com as putas no Intendente, o que acabou foi com o Intendente, já que as putas voltaram a descer para a Rua do Benformoso, e o Intendente ficou com aquele ar de Hiroshima depois da... "visitação"... Querida, a putice, a paneleirice, o travestismo, o sexo "a despachar", as porcarias que os nossos homens adoram são, sei lá, como os interruptores, umas vezes para cima, outras, para baixo, quer dizer, isso é o que eles pensam, já que quando o interruptor está para baixo, no Hemisfério Norte, continua para cima no Hemisfério Sul, e viceversamente: a nossa palavra de ordem é "nunca parar", o Império onde o Broche nunca se põe. O perigo não está no António Costa, está naquela víbora do Zé que fazia falta, e devia era, mas era, andar a brincar aos enfermeiros com o clítoris hipertrofiado que tem na braguilha... Esse é que é perigoso, e acha que as coisas contra a natureza se deviam fazer na Casa dos Érres, e só eram feitas pelo Bibi, como o irmãzinho dele anda a tentar provar, a 100 000 €/mês, naquela vergonha nacional que era, e é, o Julgamento "Casa Pia". Vai andar que nem um buldogue, a tentar apanhar-nos, a todas/os, de vão em vão de escada, de moita em moita, de beco em beco escuro, mas vai ter azar, porque, de aqui a um ano, ele já fez cair a Câmara, enquanto nós já somos milhões, e amanhã ainda seremos muito mais, querida, tetraliões. Kisses, e não desista: a grandeza das metrópoles mede-se pelo seu nível de depravação de rua, não por zés transitórios, de quem a História nunca mais rezará, graças a deus.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Coisas camarárias: a Procissão das Velas de Carne




A velha-nova Câmara Municipal de Lisboa, tem andado a reinstalar os quiosques de outros tempos, estando desta vez as antigas tascas de vinho a martelo, transformadas em bancas de sumos tropicais, capilés, groselhas e cafés à la mode, com bolachinha de chocolate e tudo. São hoje pertença de meninas vagamente bloquistas, platinadas e vestidas de preto. Adoramos tudo quanto seja revivalismo e assim aqui vai uma sugestão para o presidente Costa, que decerto quererá fazer a vontade (e compensar o esforço eleitoral) a tantos e tantos companheiros de luta e de partido.
Os chichis públicos foram desaparecendo, substituídos por "Ó"rinóis mais ou menos marmoreados, de portas serradas e com rufiões-segurança, com ar de chulos de outros tempos. Estamos numa época de todas as invejas e nas minúsculas tolas dos gestores do mobiliário urbano (já que deixaram de poder frequentar os sítios), passou a ideia de ..."querem engatar? Então vão teclar para a net"!. Pobre e desvairada gente, esta de uma Lisboa que já viu melhores dias! Miseráveis, até acabaram com as duas carruagens no metro, que permitiam aqueles apertões e roçansos à hora de ponta. Quantas vezes qualquer Manel sentia, com um misto de temor e prazer, uma habilidosa mão sacar-lhe o equipamento para fora das calças, massajando-o até se abrirem as portas na estação seguinte? Galanços pelos vidros, perseguições nas "cobras" do Marquês, esperas intermináveis "a tirar inexistentes pontos negros do quéque nariz" em frente do espelho nos lavabos das estações... Enfim, outros tempos de liberdade "fássista" plenamente desfrutada por todos, antes da chegada dos pequeno-burgueses PS+PSD, merdosos telemóveis, i-pods, chat-rooms e popós para todos. Bons tempos!

Os "vespasianos" - nome à la parisienne - para os chichis públicos, pululavam por toda a cidade, desde as principais praças às avenidas, cruzamentos e até, em pequenos becos dificilmente descortináveis para os não iniciados na irmandade. Numa época em que a posição de missionário ditava a regra nas relações matrimoniais, os matulões da cidade lá iam aos vespasianos, à cata de uns minutos que em casa lhes eram totalmente interditos pela Zulmira de bata, rolos no caspento cabelo oleoso e buço a despontar. Uns mais velhotes, outros acabados de entrar ou sair da tropa, fedelhagem dos liceus, todos, todos lá iam para o mesmo. Entravam, demoravam, saíam, voltavam a entrar e isto, horas e horas a fio, até doerem os joelhos de tanta "andança" peregrina.
Pois bem, esta pequena estorieta de tempos muito anteriores às saunas onde hoje e inutilmente as bichas se perseguem umas às outras à espera do impossível, foi-me contada por um ainda bem vivo e respeitável antiquário e é tão verídica como o fim das fodas Made in Underground Station. Situa-se mais ou menos entre os anos 50 e a época anterior ao 25 de Abril, embora muita acção tivesse continuado até à chegada da CEE.
Há uns quarenta anos, existia um grupo bastante heterogéneo, composto por rapazes da alta e por outros mais, digamos, ao estilo da linha Poço do Borratém/Madragoa, que várias vezes por semana se organizava para a "Procissão das Velas de Carne". Alguns tipos da zona da Avenida de Roma e das Avenidas Novas, um ou outro que vinha de Cascais acompanhado pelo filho da porteira, encontravam-se no Rossio com o grupo do costume e lá partiam alegremente em direcção ao Campo das Cebolas, onde se iniciava a função. Nas férias tinham o dia todo, uns libertados finalmente das aulas e outros, naquele desemprego conveniente que se transformava aos poucos em profissão, pois quando a noite caía, sempre havia alguém pronto para lhes deixar uns cobres no bolso, podendo assim chegar a casa com ar estafado: ..."Ó mãe, o jantar tá feito? Hoje buli p'a caralho"...!
Pois bem, pelo que me disseram, a táctica era sempre a mesma. Esperava-se cá fora e os amigos lá decidiam consoante as preferências de cada um. Havia quem gostasse de mais novos e outros, de mais velhos. Havia quem se orientasse e outros que faziam o servicinho graciosamente. Uma questão de coordenação que evitava disputas e as invejas daqueles que mais gulosos, achavam que tudo o que vinha à rede era peixe. Assim, pelo Campo das Cebolas lá ficavam, até porque se situava nas imediações da estação fluvial, sempre um bom ponto de passagem dos esfomeados magalas a caminho de Santa Apolónia ou do Alfeite. É que estes combates requerem conhecimentos de estratégia, porque este local, servia também de ambiente aos estivadores e pessoal das alfândegas. Segundo a tradição oral, pessoal não faltava e esquisitices era coisa inexistente. Que diferença destas bichólas de hoje, magricelas, de ombros a dar-a-dar de lado, ao estilo das pinturas tumulares egípcias... Cheias de madeixas, quase inexistentes cús a sair para fora das calças baixadas até meio das pernas, piercings, pulseiras, brinquinhos, tatoos tribais e mariquettes à bandoleira. Que porcaria, que tira-tesões, que bando de paneleironas Chiado acima, Chiado abaixo! Naquela época, onde os jeans pertenciam exclusivamente aos futuro-comunas ricaços da geração Tordo/Louçã/Paulo de Carvalho, um homem que se prezasse, usava calça de fazenda com vinco, meias e camisa branca ou aos quadrados. Não haviam ténis para ninguém, embora às vezes lá aparecesse um benzéssimo aluno do Pedro Nunes, calçado com alpergatas "Sanjo" e prontinho para rechear a rósea e macia protuberância traseira com um um compressor rolo proletário.
Esgotado o filão ou acabada a pachorra, lá seguia a procissão até à próxima paragem, no bem conhecido paradouro do Terreiro do Paço, em subterrâneos dignos de Pompeia, onde tudo era à descarada. Foi aí mesmo que pela primeira vez, vi as coisas como eram. A Lisboa revolucionária, pretensiosamente cheia de "superioridade moral" do PC e de murais do MRPP, em certos aspectos não olhava a distinções de classe social ou de educação. Até gente dos ministérios saía dos escritórios para "apanhar um pouco de ar" e calcorreando a vasta praça, lá ia satisfazer as necessidades mais prementes, mesmo diante do guarda do WC que estando-se cagando para a faina dos outros, lá ia intercalando a leitura do Avante! com a d'A Bola.
A procissão seguia depois pela Rua Augusta e por vezes, dada a lata do grupo, lá havia alguém que despachava nesta ou naquela escada de serviço dos magníficos prédios pombalinos, à altura ainda ocupados totalmente por velhotas de burka negra, "senhores Zés" em camiseta interior, chapéu de feltro e prato do Benfica sobre a telefonia. As escadas eram quase tão seguras como a próxima estação de serviço, a esplendorosa, gloriosa, ampla, malcheirosa e muito concorrida catacumba do Rossio. Ena pá... aquilo é que era e até a turistada de verão logo aprendia a conhecer o sabor lusitano, naquele antro ligeiramente furtivo e sombrio. Ainda me lembro de um autêntico bacanal que lá ocorreu, em plena tarde de campanha eleitoral em 1980, com uns tipos da AD a foder com outros da então FRS (PS mais quistos, ou sejam, a ASDI e a UEDS do Lopes Cardoso). Até havia gente que se revezava na assistência aos fregueses, diante de todos e sem que se escutasse um protesto ou gemido, a não ser o prazer que se adivinha. Às sextas era um fartote, porque chegara o dia de regresso à santa terrinha de tantos e tantos matarruanos que normalmente, acabavam por telefonar para o café lá da aldeia, mandando a sopeira dizer à mãezinha que ..."vamos de manobras este fim de semana", aboletando-se depois em casa de um dos bem-aventurados penitentes. Subindo a Avenida, lá estava um chichi de tantos a tantos metros. No Marquês, idem e assim, subindo o Parque lá se palmilhavam as calçadas a caminho de Campolide, parando também em Sete-Rios, outro centro nevrálgico de esperada actividade(1). Já para o fim da tarde, bem batidos, estourados mas plenamente gratificados, os convivas lá se sentavam um poucochinho no jardim da Luz, porque até ali (percebem porquê?) a coisa funcionava e de que maneira.
Era a procissão das velas de carne do Caeser Vespasiano, aquele grande homem que criou um dos símbolos máximos de uma civilização que hoje parece ter os dias contados.

(1) Já em plenos anos 90, conheci um americano que dava pelo nome de Steve. Tornou-se especialista em mamadas no Cais do Sodré e no Terreiro do Paço, chegando ao ponto de conseguir perto de trinta por dia. Mas isso, fica para outra crónica. Actualmente vive na Índia e imaginem lá o que anda a fazer. Prometo que a estória é fabulosa.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Agricultores saem à rua contra a nossa colega de voz melosa da Agricultura


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SIM, ELA MAMA...

Protesto Gráfico

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