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sábado, 19 de junho de 2010

A foto original, não a desfocada, que depois apareceu no processo, confirmou a receção apoteótica de Ferro Rodrigues a Paulo Pedroso


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Mas eram só dois, no meio de tantos que por aí ficaram...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Afinal, o contribuinte português não vai ter de pagar a vida sexual de Paulo Pedroso :-)


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Casa Pia de Lisboa incendiada, devido à iminência de rebentar novo escândalo


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Yes, está tudo na mesma, ou pior :-)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

MARIAM TERESIAM DA COSTA MACEDO


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MARIAM TERESIAM DA COSTA MACEDO

Ferreira Diniz: Foram-lhe dizer quem e para quem é que a Coca ia, e isso é bué da mau, em Portugal. O amante do Pedro Namora basou, entretanto...




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domingo, 18 de abril de 2010

Ratzinger vem a Lisboa, reunir-se com as vítimas da Pedofilia, e entregar o Processo "Casa Pia" às autoridades eclesiásticas


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Oremos :-)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Jaime Gama relembra que o Parlamento é como a "Casa dos Érres", só que em grande: primeiro, beija-se o cu ao bode, e só depois é que se vai aos putos




quinta-feira, 18 de março de 2010

O ISCTE está na boa: continua a ter nos quadros o Pedroso, o Ferro e a Lurdes Rodrigues. Só lhe faltam os orgasmos da Clara Pinto Correia





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segunda-feira, 15 de março de 2010

Grandes Êxitos do "Braganza Mothers" - "Da Casa Pia à Nação Sanita ("Allegro Sanguineo", d'après Nielsen)"

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Imagem do KAOS
Hoje, a coroa de glória, vai, sem discussões possíveis, para o documentário da TVI, onde o "Processo Casa Pia" foi rememorado, lembrando-se que foi o mais longo de Portugal, e envolveu figuras de tal estatura que obrigou a um Golpe de Estado Constitucional, dado pela "Chorona" da Lusitânia, de modo a colocar no Poder gente de pulso, capaz de aterrorizar 10 000 000 de incaustos, com "Reformas", ameaças, chantagens, violações da Constituição e dos Direitos Humanos, enfim, um circo sem fim, que desviasse as atenções de uma série de nomes que estavam em riscos de ser guilhotinados. Os meus parabéns a Dias André e ao meu amigo João Guerra, pelo excelente trabalho que tentaram fazer.
Esqueceram-se de que estavam no país errado.
Dentro de dias, a Relação, esse promíscuo Tribunal onde as ondas da Classe Política se misturam com as areias da Justiça, arrastando meninos violados para a Orla Costeira, lá descobrirá que um sinistro banqueiro, com ar de tudo, até, também, de pedófilo, terá atenuantes, e poderá continuar a obrar na Costa Rica, rodeado de Mirós e Milhões de Euros-Carlos-Cruz-2004.
Mais atrás, Dias Loureiro recordou ao cobarde de Boliqueime que impediu, num remoto dia, o que ele mais temia: que as massas humanas o fossem buscar a Belém, para o lincharem, como aconteceu a tantos déspotas obscuros da História. Eventualmente, valer-lhe-á a mesma impunidade de Leonor Beleza no Conselho de Estado, e outras coisas mais, a não ser dar-se o milagre de o Estado já estar, realmente, entregue a si mesmo, e o Poder se desconjuntar, aos poucos, mem sucessivas manifestações de rua.
Aquela por que mais anseio será a que, em Belém, obrigará o Presidente das Marquises e a Presidenta das Bainhas, a apear a Bandeira de Croché, símbolo de um Estado vexado e humilhado até ao mais fundo do seu âmago.
Tenho, como Catalina Pestana, nojo desta gente, refém de tudo e de todos, da Marcella, que encontra dignidade num Chefe de Estado (!), que vem, em tom de merceeiro, afirmar que "O Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher: a) nunca contraíram qualquer empréstimo junto do BPN;
b) não devem um único euro a qualquer banco, nacional ou estrangeiro, nem a qualquer outra entidade", ou, em linguagem corrente, ele e a sua senhora não andam, por aí, a "comprar fiado", dentro ou fora do país(!)...
Meus senhores, isto é conversa de barraca de feira, de pastelaria cheia de moscas e indigna da conversa do Mais Alto Representante de um Estado Europeu, a não ser para o referido Professor Marcello, para quem tudo está bem, desde que lhe não interfiram no... vício.
Sr. Aníbal: volte à bomba, por favor, volte, Sr. Silva, e não vá sozinho, leve consigo a esposa e mais o "Jamé", e o Cágado da Economia, e A Mulher de Buço, e o "Engenheiro" de muita lata e fracas latas, e mais a Dona Lurdes, que se nota nunca ter andado verdadeiramente na Universidade, mas de arrasto e barafunda, num antro de gente estigmatizada por uma das piores manchas que se pode atravessar no roteiro da finitude humana. Adoramos o seu I.S.C.T.E. e mais os gabinetes partilhados com Ferro Rodrigues, Paulo Pedroso e a luminária Pacheco Pereira. É tudo tão bom que me dá já vontade de alugar um apartamento para viver lá ao lado, com o Sr. Jaime Gama a fazer as muitas limpezas de vão de escada.
Em Portugal, é pena que só os crimes e não o lixo prescrevam.
Nesta semana, ainda vamos ter mais: a esperadíssima surpresa de um "monstro", Bibi, ser condenado pela ocultação dos perfis do Estado-Sombra que nos rege, o Portugal, Nação-Pedófila, dos Bancos do Branqueado e da Bandeira de Croché. Um coro de anjos entoará um novo "Te Deum" por esta pocilga toda... onde... desculpem-me... só um instante... ah, o cair da noite, o acender das luzes nas grandes cidades... isso... e o "Google Earth"... isso, pode ser aí mesmo, ao pé da maravilhosa Árvore de Natal do Alto do Parque, que é, e sempre foi, um lugar de Presépios, cheio de "Meninos Jesuses" que nunca chegarão a ser gente, e de vacas que bem se mascaram de gente séria.
Bom, bom, será mesmo para o "Eleven": continuará a poupar na renda, e, para os jantares à média-luz, agora iluminados pelos muitos luzeiros da árvores simbólica, onde se discute tudo o que é "escroquerie" nacional, desde o desbande das armas ao viajar da "Branca". São corpos, senhor, é a mais Podre Nação da Cauda da Europa.
( Edição simultânea e enojada no "Arrebenta-Sol" e em "The Braganza Mothers" )

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Natureza Morta com Figos


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Com Manuela Eanes, Maria Cavaco Silva folheia edição comemorativa dos 30 Anos das primeiras denúncias do "Casa Pia"


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eram tão novinhos na altura, nem sabiam o que diziam...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ministro da Presidência só vai ter de contactar um Juiz para dar as ordens sobre o "Portucale", o "Freeport", a "Independente", o "BPN" e o "Furacão"


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o Caso "Casa Pia" já foi negociado à parte

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Memórias de Catalina Pestana






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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Grandes Êxitos do "The Braganza Mothers" - "Aqui houve uma terra, de seu nome Portugal"


Imagem do KAOS


Dedicado ao Procurador João Guerra e a toda a sua exemplar equipa, que tentaram fazer História, num país que já desistira de existir


Sei que estão à espera de que comente o tema do dia, mas apetece-me pouco: há temas que, pela sua amplitude e carácter escabroso, dispensam qualquer tipo de comentários. Como toda a gente sabe, sou um Ferreira-Leitista ferrenho -- acho que o casamento é para procriar, e a Justiça para gerir os interesses de alguns -- e acho que, ao menos nisso, sou pessoa bastante bem vista pelo Bloco Central.

Portas escondeu do público o seu segundo divórcio com o grande amor da sua vida, Nobre Guedes, e por isso descia, anteontem, com tanta ligeireza e "glamour", as escadarias do Centro Chiado. Levava a alma mais leve. Recordo, com saudade, a velha descrição que a P**** M**** me fez, de quando foi, lavado em lágrimas, levar o Nobre Guedes ao altar, para desposar a Sofia, abandonando, para sempre aquele profundo momento pederasta que tanto os motivara.
Não gostou desta segunda traição, e escondeu a carta durante um ano (!). Parece-me ainda ouvir a voz da Sofia... "O meu maior desgosto era ter um filho homossexual". Felizmente para ela, para muitas, é ainda não ter o marido atingido pelo "flagelo", o que parece não ter sido ainda diagnosticado...

O Partido Socialista, de quem já nos começávamos, por tédio, a desapegar, teve hoje um poderosíssimo enésimo fôlego, e veio mostrar que o Boneco de Lata, portador de um diploma da extinta "independente", afinal, nos conseguira despistar a todos: dei-o como morto, quando concluiu a sua função de servo dos Poderes Externos, e fez assinar, em Lisboa, o terrível Tratado de Bilderberg, epitáfio do Iluminismo. (Voltaire adoraria ter-se sentado num dos salões da Pompadour, para discutir com os seus autores, mas Voltaire está morto há séculos, e, vivos, só restamos nós. Pessoalmente, prefiro não entabular qualquer diálogo com autores de tais tratados, embora careçam do nível dos Salões da Marquesa, nascida Jeanne Poisson.)
A verdade é que, cumprida a agenda externa, o silencioso Sócrates estava agora profundamente obcecado pela agenda interna: com o Governo mergulhado no descrédito total, cumpria-lhe executar a mais importante das alíneas da sua agenda secreta: ilibar publicamente os sicários, da sua área, envolvidos no sórdido Caso "Casa Pia".
O dia escolhido foi magnífico: com a "rentrée" forçada no início de Setembro, eis que os Tribunais, dia a dia mais independentes do Poder Político, e com uma Popularidade vertiginosa, perante a Opinião Pública, cumpriram o derradeiro acto público, para que Sócrates fora indigitado. No mesmo dia, reabriam a chuva de queixas contra o António, do "Portugal Profundo" (vão-lhe lá dar um abraço: de entre todos nós, é hoje, talvez, o mais vexado...)
Está feito, "porreiro, pá", a História seguirá o seu curso, e houve coisas que nunca aconteceram.

Hoje, mergulhado no fundo de um sofá -- "cosa rara" -- assisti, com indiferença, ao suicídio Político do Partido Socialista. Desde 2 de Setembro, há menos uma força ideológica a ocupar o Espectro Partidário Português. Foi uma sorte de suicídio como qualquer outra, o que me espantou, enfim, não espantou, surpreendeu, e só durante dez segundos, foi o pretexto. Há partidos que morrem por grandes causas, este preferiu suicidar-se, para ocultar o Poder de uma Máquina Potentíssima, que domina as Sombras Mundiais, algo ao pé do qual Bilderberg é um chá de novatos.

Porque a Pedofilia é uma Cultura que não ousa dizer o seu nome, e defende-se, até ao fim, e para lá do fim, e MATA, sempre que, e quando, necessário.

A frieza de Paulo Pedroso, nos televisores, talvez tenha sido a única coisa que realmente me chocou, mas eu sou um carácter do "Ancien Régime", misturado com revoltas à maneira de Goethe, "Sturm und Drang", e previlegio as Afinidades Electivas, e as Repulsas Efectivas: disparam-me os nervos com os olhares cegos, as friezas e as ponderações demasiado cautelosas... Só soberba, nem uma palavra para o assunto da "Casa Pia", como se o tema do "Casa Pia" fossem os acusados, e não o móbil da Acusação. Por alguns instantes, siderado, ainda pensei que Pedroso, com aqueles 30 dinheiros na mão, dissesse, "tenho agora a honra lavada, e doá-los-ei, portanto, aos que sofreram com uma máquina suja à qual fui alheio".

Nada.

Frio, gelo, rancor contido, vingança sem limites, e impiedade absoluta. Talvez, algures, quando aquele sinistro Celso Cruzeiro teve o seu "lapsus linguae", e disse que tinham feito aquilo "ao futuro Primeiro-Min..., enfim, a um Político muito promissor...", ora, quem terá dito a esse senhor Celso Cruzeiro que a Ordem das Sombras, que incluía, nos seus rituais, o beijar do Ânus do Bode e a Imolação Pedófila, alguma vez iria definir o Primeiro-Ministro de Portugal, antes de realizadas umas Eleições Inexistentes?
Ah, sim, havia o "Golpe de Estado", preconizado por Jorge Sampaio, e que foi eficaz, aliás, tudo se torna, dia a dia, mais claro, e chego a ter saudades daquela dupla demoníaca "Cherne"/Portas, que, no meio de todos os seus defeitos, permitiu que sucedesse, em Portugal, a coisa mais importante, desde o 25 de Abril e a Integração Europeia: o levantar de uma pontinha do véu, que era o "Casa Pia".

O país acabou, mais uma vez, hoje. Sentado naquele mesmo sofá, pensei em que os Poderes precisavam de um "swing" McCann: as Polícias, que se esmeram em prender, e testemunhar culpas de "ciganos" criminosos, para o Juíz, logo a seguir, os pôr na rua, deveriam ensaiar uma "troca de papéis". Vinham os juízes para a rua, dar o corpo, e sentir na pele o risco da vida, e levavam depois os culpados a Tribunal, para serem julgados por Polícias, GNRs e restantes Forças da Ordem.

A conclusão, por estranho que pareça, é Étnica e Antropológica: Portugal conseguiu hoje um facto extraordinário nos Anais dos Povos, ao fazer com que os "ciganos" passassem de nómadas a sedentários. Sim, sedentários, e instalados nos mais altos postos da Política, da Cultura, da Economia, da Finança e da Justiça, de um Estado doravante assumidamente pária.

Muito boa noite.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Apesar de tanto trabalho, não conseguiram levar os rapazitos a tribunal: coisa feia, este Paulo Pedroso e o "Casa Pia"...




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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Processo "Casa Pia" prossegue hoje, com depoimento inédito de Ferro Rodrigues, que pode alterar o rumo da sentença


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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Ainda se lembra dos "sinais" de Carlos Cruz e Paulo Pedroso?...




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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

No dia em que o Julgamento do "Casa Pia" faz 5 anos, Paulo Pedroso e Ferro Rodrigues assinam um texto lapidar, em defesa das vítimas dos abusos


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"Casa Pia" está em fase de abafamento há 5 anos, fazendo rodar no Tribunal meia dúzia de caras, para evitar que sejam julgadas outras


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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Grandes Êxitos do "The Braganza Mothers" - "Solidariedade para com Carlos Silvino"

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Dedicado a José Maria Martins, com imagem do KAOS

Hoje é um dia com alguns factos notáveis. Eu sei que as figuras são velhas e recauchutadas, mas pertencem a um tempo em que não nos queriam tornar a todos em "Yes Men/Women". Falo, pois, de Mário Soares, que desancou esta merda toda, e de Santana Lopes, que vem para a Vingança do Ceguinho. São "benvindos", aliás, tudo o que desestabilize a situação é bem-vindo. Não falo das pseudo-crises de Nobre Guedes, que, em vez de andar a fingir que faz "oposição" a Portas e a sabotar-lhe o pouco espaço de manobra de uma voz forte, se devia era casar com ele. Nobre Guedes é um cobarde e um inapto, que grimpou pelos poleiros todos, empurrando sempre para a linha da frente o Portas, esse, sim, de oração brilhante, e que se esteve zenitalmente nas tintas, para tudo o que andaram a fazer, quando lhe enxolhavaram a muito conhecida vida privada, vivida em lugares públicos. Borrifou, continuou, e andou, é daquilo que gosta, pois está no seu direito, não anda a enganar Sofias, nem a emprenhar de 4 filhos, que o número 3, na bichanagem, é perigoso. Já agora um beijo para a Teresa, mulher de coragem, que o apanhou no restaurante (à "Nosferata"), e, à medida que ele avançava pelo restaurante afora, com a prole atrás, ela só repetia "paneleiro", em tom crescente, até que o outro -- uma senhora -- por ela passou, sem mexer um músculo. Hábitos: faziam-lhe o mesmo com o Estádio do "Belenenses" todo cheio, e nem por isso deixou de casar e... procriar: um ferreira-leitista de gema.
Adiante.
Outro merecidíssimo louvor vai para José Maria Martins, que, no Processo "Casa Pia", quando já toda a gente percebeu que os verdadeiros culpados nunca serão condenados, nem sequer o seu nome veio indiciado, a não ser nos círculos do rumores, ou dos iniciados, no qual, infelizmente, me incluo, pediu, para Carlos Silvino, uma pena simbólica, que não o penalize mais do que o já foi, por um Estado que não tem vergonha na cara e uma população indigna, que preferiu multiplicar anedotas de bibis, em vez de se debruçar sobre as graves raízes do problema.
Esta é uma das chaves: somos um povo cobarde, vil e vingativo, e recheado de inclinações pedófilas.
Sobre o Bibi caiu toda a porcaria que o Português típico, o mesmo que, nas obras, assobia às mamas das miúdas de 13 anos e lhes diz "comia-te toda...", ou, nas oficinas de automóveis, enfia, nos ânus dos novatos, tubos de pressão de ar dos pneus, ou, nas brincadeiras em família gostam de estrear as bocas e os rabinhos dos familiares desfavorecidos ou deficientes, quando não dos próprios filhos.
O Povo Português não presta: foi exímio em desmultiplicar-se em chalaças reles sobre os "Bibis", mas incapaz de inventar anedotas sobre os "Senhores Doutores", e, quando chegava ao patamar dos senhores doutores, defendiam-nos, com unhas e dentes, porque os senhores doutores, para a mente medíocre, tacanha e agachada do porcalhão de rua português, por definição, não pode ter os mesmos comportamentos desbragados dele, senão ele não era o homem da rua, e o doutor... doutor.
Com esta gente não há nada a fazer. Para os eleitos, ou seja, para os que, em Portugal, sofrem de lucidez, de razão e de ponderação, isto é um permanente suplício, sentir que o bode-expiatório é que é importante, não a expiação, ou qualquer apuramento da verdade. Na realidade, qualquer faz-de-conta chega, desde que não chateie muito.
Do ponto de vista meramente humano, Carlos Silvino, ao ser entregue à memória reles da populaça, já cumpriu a sua pena, não por que não tenha tido culpas, mas porque o cenário onde tudo se desenrolou é de tal modo sinistro, deplorável e inacreditável que, por mero apelo aos direitos humanos, não podemos pedir que alguém, mais frágil, sofra, por toda a prepotência, o poder formidável da máquinia intimidatória e mentirosa, a desinformação da ocultação, o compadrio do salvem-se-os-poderosos, e a verdadeira ocultação da difusa maré dos grandes culpados.
Do "Casa Pia" ficará, entre os diferenciados, a prova provada de que não vivemos num Estado de Direito; no Senso Comum, a de uma história muitíssimo, e propositadamente, mal contada; na plebe, na ralé e na massa bruta deste povo da Cauda da Europa, o prazer sádico de punir, para sempre, alguém, num anedotário de taberna, assim empurrando para o catártico o que era do puro foro de uma Justiça... inexistente.
Para vocês, que agora me estão a ler, uma elite das informáticas, da intelectualidade, da Comunicação Social, da Academia, do Bom Tom e do Bom Gosto, apenas um pequeno esforço: colocai-vos na pele do "Bibi", ensarilhado na ratoeira de, pela primeira vez, e depois, por todas as outras, receber, do outro lado da linha, chamadas de vozes muito nossas conhecidas da Política, da Comunicação Social, da Diplomacia, dos Órgãos decisórios do Estado, da Economia, das Finanças, das Artes e do Espectáculo, do Futebol, e de tudo o que queiram imaginar... sim, ponham-se no lugar de um homem do Povo, filho de um orfanato, onde todos sabemos, naquela ideia difusa e arquetípica, que "estas coisas" das violações dos mais novos pelos mais velhos são estruturantes, constituintes e, atrever-me-ia... heráldicas, um homem destes, simples, indiferenciado, e, ele próprio, apanhado pela maré, a ser crescentemente interpelado, e assediado, pelas figuras e vozes mais importantes de um País.
A resposta, inevitável, é velha de tradição e séculos: teria de ser, pois, um... "sim, senhor doutor..."
Numa lei pragmática e impiedosa, chamar-se-ia a isto "proxenetismo" e cumplicidade em condenáveis e inenarráveis -- eu também quereria esquecer isto tudo, mas nunca poderei... -- actos, que nunca conheceremos. Num palco totalmente minado e corrupto, como é a Sociedade Portuguesa do Final da III República, dominada por Seitas e Sociedades Secretas do pior cariz, ao pé das quais a Chicago do Anos 20 era uma brincadeira de crianças, um "não, senhor doutor..." poderia ter custado, como custou, a Carlos Silvino, o direito de redenção e de readmissão numa Sociedade de Cidadãos. Cortar-lhe-iam, como agora querem voltar a cortar, deixando-o sozinho, a humilde cabeça.

Chega desta porcaria: se Portugal se revelou indigno de proteger os seus órfãos, e usou casas, de acolhimento, como talhos para os apetites dos novos Tibérios e Gilles de Rais da lusofonia, e utilizava os elos mais fracos para servirem de correios e de fornecedores, de cada vez que os caprichos de Suas Excelências por aí passavam, poupemos os elos fracos, já que falhámos a tarefa histórica de sentar os Poderosos nos bancos dos réus.

Somos um país de infelizes e cobardes, onde o Supremo Magistrado da Nação se compraz com o fascínio das suas mulheres dominadoras, as Leonores Belezas, as Ferreiras Leites e as Lurdes Rodrigues, e que só me faz lembrar alguém que precisaria de Madame de Sade, e, já que falamos de Madame de Sade, cubra-se também de vergonha, Senhor Primeiro-Ministro, você, e a sua Sexualidade Urânica, mais do que conhecida na nossa comunidade homossexual: se Carlos Silvino ficou ligado a tudo o que são sórdidas anedotas, você ficará, para sempre, como o Político que varreu, para debaixo do tapete, e com o carimbo da impunidade, toda a sordidez do Casa Pia.
Acautele-se: pior do que todos os seus quotidianos actos ridículos, a sua passagem, bem como a da Maioria que o apoiou, corresponderam, no meu dever, enquanto escritor e intelectual, de o redigir, a um dos períodos mais baixos e vergonhosos de toda a nossa História de Povo Livre e Independente.
"Shame on you", Sr. Sócrates!...


(Duo vexado, no "Arrebenta-Sol" e em "The Braganza Mothers")

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