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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sim, morre-se aos 32 anos: "in memoriam" Tiago Melo, do "Diário de Notícias"


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Tiago Melo

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Presidente do Haiti pede à população "paciência e disciplina" (?)


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SIM, A GENTE CUMPRE...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um adeus a Rosa Lobato de Faria


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Hoje, estranhamente, dei comigo a sentir a falta de Rosa Lobato de Faria, pessoa de quem nunca li uma única linha, e, evidentemente, não vou ler. Se me dissessem que tinha morrido o Saramago, lá soltaria um suspiro, e diria "até que enfim...", e seria pensamento sincero.

Rosa Lobato de Faria era como as casas dos emigrantes, e as sardinheiras penduradas em fachadas tradicionais: não fazia bem, mas também não fazia qualquer mal: era um daqueles à justinha, muito Portugueses, que tinha a grave missão de manter o "kitsch" nacional a funcionar, um pouco como a Santa da Ladeira, as fúrias de Alberto João Jardim, ou as baixas permanentes do Mantorras: olhava-se para a televisão, sorria-se, e pensava-se, "graças a deus, continuamos na mesma", e lá íamos adiante, mergulhar em leituras profundas, como Barthes, Artaud ou Tenesse Williams.

Houve uma fase em que Rosa Lobato de Faria se inclinou para a fruta, e todas as suas letras, "soft", das canções do Festival da Rafeirice RTP falavam de cerejas, e laranjas e tangerinas, ou talvez esteja a exagerar, porque aquilo só me fazia era rir. Ela era uma espécie de Maria de Lurdes Modesto da Literatura, e só mentes malignas é que relacionariam aquela fruta, bem mais sincera e colorida do que a sordidez existencial de Pinto da Costa, com um célebre poema de Cesário Verde, todo ele ambiguidades, e lubricidade polissémica:


"[...]E eu recompunha, por anatomia,
Um novo corpo orgânico, aos bocados.
Achava os tons e as formas. Descobria
Uma cabeça numa melancia,
E nuns repolhos seios injetados.
As azeitonas, que nos dão o azeite,
Negras e unidas, entre verdes folhos,
São tranças dum cabelo que se ajeite;
E os nabos – ossos nus, da cor do leite,
E os cachos de uvas – os rosários de olhos.
Há colos, ombros, bocas, um semblante
Nas posições de certos frutos. E entre
As hortaliças, túmido, fragrante,
Como alguém que tudo aquilo jante,
Surge um melão, que lembrou um ventre.
E, como um feto, enfim, que se dilate,
Vi nos legumes carnes tentadoras,
Sangue na ginja vívida, escarlate,
Bons corações pulsando no tomate
E dedos hirtos, rubros, nas cenouras."

Não há povo, como o nosso, para conotar o vegetal com o sexual, mas a Rosa fazia-o mais distintamente. Tinha aquele eterno ar de tia desativada, mas genuína, nada da sonsice de puta ronhosa da Isabel Alçada, que só me desperta arrastado penar, tédio e despudor. Dizem as línguas compridas que letras para a Dina também incluíam gostos de cama, mas não vou por aí: se fez gajas, fez muito bem, porque o que é bom é para consumir.
Olha, não vou dizer mais, mas esta noite fiquei com falta da Rosinha frouxa, do nosso mediano arrastar.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O não-Estado Haiti é a melhor radiografia do estado da Humanidade, no séc. XXI: sempre péssima, sempre igual a si mesma


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YES WE CAN'T

sábado, 31 de outubro de 2009

Maria Cavaco Silva, fotografada por Jorge Molder, é a grande novidade do encerramento do V Salão Erótico de Lisboa


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domingo, 25 de outubro de 2009

A Sinistra Ministra Isabel Alçada II, seguida de sábios vereadores das Novas Oportunidades



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O Kaos continua-me a falhar com a primeira representação oficial da Sinistra Ministra Isabel Alçada, de maneira que vamos com as Letras, que abraçam a Ignorância, uma justa alegoria da situação.
Hoje, até porque estou muito mais entretido a polir um osso de dinossauro, vou tentar ser breve, e vou voltar ao pobre do Filipe, e do bom ano em que nos conhecemos, e nunca mais me esqueço dele, com ar apavorado, quando eu lhe pus o K. 466, na tonalidade demoníaca de Ré Menor, para lhe mostrar o que podia ser a inquietação e o medo, e ele me perguntou, "mas, olha, tu queres mesmo ser meu amigo?... É que eu venho de uma família tão má, que, na Covilhã, até temos um ditado que fala de nós, e passo a repeti-lo: "Alçadas e gaios, se os virdes, matai-os..."
Suponho que não seja preciso dizer mais nada, e, como há exceções, lá seguimos amigos, mas com a sombra da nova Sinistra Ministra, a que dá facadas com sorrisos, a emergir, no crepúsculo do Socratismo -- sim, rapariga, Ana Maria Magalhães dará uma boa Secretária de Estado -- e, se ela não aceitar, sempre tens uma série de bruxas que tu e eu bem conhecemos, e que podem alçar-se, salvo seja, aos cargos. (Já repararam em como aqueles blogues, muito aguerridos, da "Educação", se calaram agora, não vá a nova Sinistra lembrar-se de convidar algum dos seus rigorosos autores para o Gabinete?... Pois... É...)
A Isabel recuperou uma história semienterrada, e agora vamos aos temas sérios, o traço de caráter da cínica, ambiciosa, pretenciosa e "snob" nova Patroa da Educação, de um tempo passado, quando, mal a Gulbenkian rejeitara o Plano Nacional de Leitura, da autoria de Conceição Rolo e Manuela Malhoa Gomes, através daqueles artifícios, muito conhecidos, da desculpa, olhe é muito bom, mas nós não queremos, que mais parecem aforismos do que argumentos, ele ter, logo de seguida, ressurgido, como "ideia" própria de Isabel Alçada. Boa safra, e há quem ainda tenha também, bem sonante, o timbre de voz, reles e ordinário, de ela a afrontar a Maria do Carmo Vieira, dizendo-lhe que, no Português, os Clássicos não tinham interesse algum (!). Suponho que preferisse as Aventuras da sua Boca da Servidão...
O resto é ainda mais triste, e retrato da taberna suja em que vivemos: donas e donas da rua, diariamente, se dirigem aos Centros de Novas Oportunidades, para obterem o "tal" diploma, que lhes confirma aquilo que sempre afirmaram, "saberem tanto como doutores...", mas a derradeira informação veio-me da Laura "Bouche", daquelas figuras que, se um dia despejasse tudo cá para fora, não era o Governo que caía, mas o País inteiro... É uma história, linda, comovente, um conto de fadas para o vosso sábado, e até podem investigar quem será o protagonista, que eu não tenho pachorra nenhuma para essas minudências.
Então, resume-se assim: com a nova escória eleita para a Câmara Municipal de Lisboa, uma sua velha amiga, de outras eras mais serenas, advogada, vai ficar agora tutelada, e às ordens, de um Vereador, persona grata, que está a acabar de tirar o 9º Ano num CNO.
Such a wonderful world... :-)


(Escrito com a ligeireza do tédio dos sábados à noite, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra Isabel Alçada", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Jet set

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Há momentos em que o jet set se torna, mais do que uma imbecil exibição, numa coisa mais repelente. Como quando ouço na rádio este anúncio ipsis verbis: "Lili Caneças destroçada pela morte do namorado da filha. Saiba tudo na Lux". A sensação com que se fica é: que bom que aconteçam coisas, mesmo a morte, para que as socialites possam ter mais um pretexto para aparecer e a revista, esta ou outras, ter mais umas capas que não sejam só tira tatuagem, coloca tatuagem, B "assume" A e A já aparece na praia com B. O pouco valor que damos nos nossos dias à dignidade humana, à pessoa e não às "figuras públicas", em que toda a devassa é permitida ou desejada, alimenta toda uma indústria voyeur a que consentimos o direito à exposição de sentimentos que já não se sabem ter com reserva e genuinidade. Ia escrever que nem a morte provoca um sobressalto, mas a verdade é que nem sequer é novidade nenhuma que não provoca. Bem pelo contrário, vende mais.



José Pacheco Pereira, Sábado

domingo, 7 de setembro de 2008

Postagem 666: Manuela Ferreira Leite, a acertadora de contas de mercearia não acertou as suas com a Lei Portuguesa...


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