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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Europa, depois de Bilderberg


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Imagem do KAOS

Não sei se hoje houve Futebol; Fado é só depois de amanhã, com o segundo centenário das catenárias de Amália Rodrigues, portanto, tivémos direito a Fátima, ou, cientificamente falando, tempo de "causas naturais" e "milagres da Fé". A memória, quer a RAM quer a HD, é coisa escassa, entre nós: de um dia para o outro, vamo-nos olvidando de "Freeports", "Casas Pias", "Entre-os-Rios", "Apitos", "Coisas da Beira", enfim, pormenores de gente que não tem mais nada em que pensar e que não percebe que o Mundo é uma Sandocha de leitão, equilibrada nas costas do Cristiano Ronaldo, a boiar num Oceano Primordial. Mesmo para mim, que costumo hierarquizar a História, um pouco na senda do Spengler, de "A Decadência do Ocidente", e, portanto, encaro tudo como degraus, que nos vão levando, de patamar, em patamar, para as caves mais esconsas, dizia eu de que

me lembrei hoje da entrada da Suécia para o Espaço Comum Europeu, e de uma voz aziaga -- de quem era já não me lembro mesmo -- que dizia que a região mais pobre da Suécia ainda era mais rica do que a mais rica de Portugal, e que isso dizia tudo sobre o Futuro que nos esperava... Aqui há uns tempos, com o avião a sobrevoar os gelos derretidos do Canadá Setentrional, ainda percebi que a coisa ia acelerar mais, e mais, e mais. A semana passada, se não me engano, a Eslováquia, corrida pelos Checos por ser... pobre, já nos ultrapassou, ao país dos barrigudos da Última Divisão, das desdentadas dos bairros sociais do Porto e das tauromáquicas do Bloco de Esquerda, que adoram ver aquele derradeiro revirar dos olhos do animal tombado em agonia.

Temos o que merecemos. Durante os 500 Anos do Declínio da Lusitaneidade, tentámos sempre afocinhar mais baixo, destruindo os vestígios da História, apostando no lixo político-"artístico" de Foz Coa, tapando o Rio com Expos e contentores, pagando horrorosas Casas da Música ao preço dos inigualáveis Guggenheins de Bilbao, vendendo Sousas Tavares e aventuras da Isabel Alçada, em vez de versos inigualáveis que as gerações emergentes desconhecerão para sempre. Dizem os otimistas que ainda temos algum prestígio nas m'dinas de Túnis e Sfat, e talvez seja verdade, mas também acho que, brevemente, deverei ser o único Português que ainda consegue descobrir ali o valor de um tapete de antiguidade, Anos 20, tal qual Klee os viu, perdido no meio do lixo, porque lá tudo serve, e ainda se dá ao esforço de parar um pouco na "Maison de Sébastien", que Frank Lloyd Wright -- um ignorante -- considerava "a casa mais perfeita do Mundo".

Brevemente, seremos uma região desenvolvida do Magreb, depois de descer a escada inteira das hipóteses do miserabilismo europeu, e lá virá uma mulher de bigode dar uma palmadona nas costas do Sócrates, e dizer "assim é que é, Senhor Engenheiro, há quarenta anos que voto e foi sempre em si!...", e continuará a votar nele nos próximos quarenta, se nenhum cancro do útero antes a levar.

O Tratado de Bilderberg é uma referência no nosso crepúsculo da decadência lusitana: foi trazido à cena por dois gajos com a estatura dos Pais da Europa, Carlos Magno, Otão, "O Grande", Bonaparte, o primeiro maçon a entrar em cena, e o uranista Adolph, que ia transformando isto num cemitério, mas que, ao contrário dos anteriores, eram "Licenciados": o primeiro, em cima das mesas do PREC, onde se tornou advogado com um valente "APTO"; o segundo, com um postalinho de boas festas, cheio de angústia, que comoveu horrores o professor, e lá o despachou com 3/4 de 20. Mas não, a obra não era só deles: antes de eles, já tinha havido um valente padrinho que, durante dez inesquecíveis anos, se encarregara de arruinar o País por dentro, deixando a corja que o rodeava pilhar os Fundos Estruturais destinados a colocar-nos num lugar visível da Varanda Europeia, e nos arrastou para a Cauda.

Nas palavras de Kissinger, Durão fora o Pior Primeiro Ministro de Portugal, até então. Teve um sucessor à altura, e tudo deixa prever, como Spengler preveniu, que o restante ainda seja pior. No Tratado de Bilderberg, perdemos voz, e somos a cauda da Cauda da Europa, mas, agora, assumidamente. Como qualquer Português normal, nunca li, nem lerei, o Tratado de Lisboa: basta-me ir ao "Dolce Vita Tejo" e ver as lojas todas iguais -- o esplendor da Grande Brandoa -- para perceber que, em dez anos, não haverá mais vozes dissonantes num pântano mórbico, de nome "Europa": Margarida Rebelo Pinto será "Nòbèle" em 2050, Sousa Tavares, em 2065, e depois acabou, só versões retrovertidas do "Record", fabricadas em massa, num computador rasca de Birmingham, e todos vestiremos panos alemães, de má qualidade, fabricados por trabalho escravo de Sechuan, e com etiquetas coladas em Calcutá.

O espanto, todavia, deixo-o para o fim: desde a Bíblia que não se escrevia um texto "para sempre", com as pequenas variações de bocejo dos "Evangelhos", lá por culpa de um gajo que se começou a esticar muito contra a norma e apanhou com uma cruz às costas, como doravante nos irá calhar. O Tratado de Bilderberg é "para sempre", ou seja, foi escrito para nos tornar invisíveis até à Eternidade, e a Eternidade é uma coisa difícil, e que custa a suportar, sobretudo, como Woody Allen dizia, "na parte final".

(Aventado enojadamente no "Aventar", no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )

4 commentaires:

♥♥♥♥♥♂♥♥♥♥♥ disse...

panasca, cumpre o que prometeste.

Gungunhana Thomaz de Vasconcellos disse...

VÍRUS AQUI !!!
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i
n
f
e
t
a
d
o


LOL


cobardolas!

Este é para vingança do estragos que fizeste ao meu PC...

Fernando disse...

Anda para a cama, Fátima :-\

RockyBalbino disse...

Arrebenta, onde é que o meu amigo compra a sua coca?... Que speed!!!

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