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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Novas Escutas do "Freeport": da Coleção de Rejeitados da Popota Cândida Almeida

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do Kaos

CD 12 – 1h 12m 14 s

Elisabeth II – Ohhhh, darling… (smile)

Dona Adelaide Pinto de Sousa – Como está, minha querida?...

E. II – I am a bit of pain in the ass…

D.A.P.S. – Dores nas cruzes?... Isso já lhe passa, querida, quem me dera que as minhas dores fossem todas nas cruzes...

E. II – And your son?... Do you know that “eu já dei ordem” of blocking here “Freeport’s” process?...

D.A.P.S. – Sim, “my son” já me disse...

E. II – You know, I don’t want dirty things envolving MY son!...

D.A.P.S. – Nem o meu!... O meu Zé é tudo para mim, aliás, o meu Sócrates, e o outro, que se ia chamar Platão, e um terceiro, que se Jeová quisesse, seria Aristóteles...

E. II – So, what about “Freeport”, in Lisbon?...

D.A.P.S. – Cândida Almeida “is just trying” to arquivá-lo. Fique descansada, que já não aparece lá o nome nem do seu filho, nem do meu, nem do meu irmão, nem dos meios irmãos, nem dos meus sobrinhos, nem dos meios sobrinhos, nem de ninguém da sua família, nem da minha, e a palavra "off-shore" e "Parkinson" foi apagada de lá!...

E. II – God is great!...

D.A.P.S. – (silêncio) No, dear… Yahvé “is great”!...

E. II – Yes, yes, Yhavé too. And Allah, and all gods are great (smiles)

D.A.P.S. – Tudo, na Terra, é grande e grosso (risos)

E. II – So, now, we can begin thinking on something greater than “Freeport”… (silence)

D.A.P.S. – José “is trying to build the BIGGEST airport” no Mundo. (silêncio) Quer dizer, está a arranjar maneira…

E. II – “arranjar maneira” is what?...

D.A.P.S. – “He is trying”…

E. II – Ah, that’s all right, dear (smiles)

D.A.P.S. – … “He is trying” to have more robalos?...

E. II – What is that... “robalos”?...

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – (silence)

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – Is it what?... a fish?...

D.A.P.S. – “Well, IT is not fish, not… It is…”

E. II – Bass fish?...

D.A.P.S. – Não, not “snuff” (silêncio), é… (silêncio)… dinheiro

E. II – Oh, darling, I see, “dinheiro”, money… It' s so, so... sweet, money. I like money very much!... Money is my… blood!...

D.A.P.S. – Querida, não me fale de “blood”!...

E. II – Why not, my dear?...

D.A.P.S. – “Because I’m” Testemunha de Jeová. Posso receber dinheiro mas não posso receber sangue.

E. II – Ohhhh, I’m so sorry, darling, so I can imagine how you are “sofrendo”, now...

D.A.P.S. – Sim, sou uma sofredora, estão a tentar linchar moralmente o meu filho...

E. II – But your child has any morals?

D.A.P.S. – Não, mas uma mãe acredita sempre que sim

E. II – And he will get married now? ...

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – I’m not talking about gay marriage. I’m talking about a woman, you know you can allways buy a woman to pretend to be his wife. I’ve done the same, with Sophie and Edward… My son is also a… faggot...

D.A.P.S. – “So, you are a fag-mother…” (risos)

E. II – (silence)

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – No, I’m the Queen, and you are a… (silence)

D.A.P.S. – …

E. II – … anyone can help me?... Richard, please, call me the translater!... (silence)

D.A.P.S. – …

E. II – (silence) So... “Você é uma javardona transmontana, mãe dominadora, que fez a vida negra ao seu marido, antes de se divorciar, e o seu filho tinha de dar num paneleiro de Vilar de Maçada, o maior aldrabão que os Portugueses já tiveram como Primeiro-Ministro, portanto, “fag-mother” é a puta que a pariu, sua ordinária!...”

D.A.P.S. – (chora)

( Ouve-se outra voz na linha)

Cândida Almeida – Importam-se de manter alguma decência na conversa, porque isto está tudo a ser gravado?... E, já agora, ou falam em Português, ou é melhor estarem caladas, porque eu sou fraquinha em Inglês Técnico!...

E. II – Oh, yes, darling, of course!...

D.A.P.S. – Ai, sim, querida, pedimos já desculpa… Mas podemos continuar?...

E. II – What’s about raining, in Madeira?... And Cristiano... Cristiano Ronaldo?...

D.A.P.S. – “Do you love too” Cristiano Ronaldo?... Passo o dia a “dar ao dedo”, “esfolheando” revistas com ele…

E. II – “Dar ao dedo?...”

D.A.P.S. – “Yes, darling”, como é que se diz, em Inglês... esfregar o dedo no clítoris, com toda a força?...

(Fim da escuta)


5 commentaires:

Gungunhana Thomaz de Vasconcellos disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Gungunhana Thomaz de Vasconcellos disse...
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Semiramis disse...

Texto brilhante, como sempre :-)

Licenciada disse...

O que é grave na sociopata, é que como a noção de "Outro", o exterior, não tem sentido, continua imersa no seu monólogo interior, sem se aperceber de que o "Outro" já nem sabe do que ela, Fátima Filipe Ramos, está a falar...

Souoquesou disse...

"como é que se diz, em Inglês... esfregar o dedo no clítoris, com toda a força?..."

Esfregona húmida! Será?

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