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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Grandes Êxitos do "Braganza Mothers": "O Minete da Linette" (Dedicado ao Primo Bernardo, do Sócrates, que não era nem o "Bernardo" nem "O Gordo" das Escutas do "Freeport")


Imagem do KAOS



Este texto é dedicado a todos os amigos presentes e ausentes no espantoso jantar da "Toca da Lambujinha", ou lá como é que se chamava aquilo, (o empregado era um bocado ordinário...), e também um beijo para a Margarida, e um abraço para o José Maria Martins, que não pode estar presente, e foi pena, porque, realmente, existe muito mais vida para além dos tribunais...



No Princípio era o Sonho, como dizem os Aborígenes, e nós somos um sonho, dentro de outro Sonho. Ora, eu odeio enguias, aquilo faz-me sempre lembrar cobras envergonhadas, que foram viver para dentro de zonas de estuário protegido, para fingirem que não são cobras, mas a fome é tanta, e a crise tal, que o pessoal mama aquilo como se de caviar se tratasse, mas adiante, porque me interessa muito mais a rede de transportes do que aquilo que as pessoas comem.
O Fado começou logo mal, porque a Safira deitou-me um daqueles olhares mata-mouros, e jurou-me que tinha visto o Mário Soares, de fato e gravata, a pisar a bandeira de Portugal, em Londres, ainda antes das aventuras de Abril. Ora, eu, nessa altura, ainda acreditava que não havia nada de incestuoso na relação da Branca de Neve com os Sete Anões, coisa que a Escola Pósfreudiana depois pôs em causa, sobretudo aquele que pingava sempre do nariz, que devia ser o mais badalhoco de todos, mas é assim, para que a História passe do romance contado em redor da fogueira, é fundamental que se passe à precisão da Ciência, e eu precisava daqueles pormenores, rigorosos, para construir esta fábula, de maneira que imediatamente perguntei à Safira, "querida Safira, pela alminha dos teus entes mais queridos, diz-me que sapatos calçava o Soares, no dia em que -- um percursor, depois tantos políticos fizeram o mesmo, mas mais discretamente... -- pisou a Bandeira Nacional...", e ela já não se lembrava, e é por isso que depois a História fica cheia de lacunas, porque a coisa é tão grave como não saber qual a marca do vestido da Lewinsky, quando mamou no Clinton, ou qual a coleção Outono/Inverno da Boss que o Saloio de Vilar de Maçada vestia, quando foi buscar as "luvas" do Freeport...,
bom,
não era mesmo este texto que eu queria escrever, porque eu levava na mão o último número da "Flash", uma coisa de tão baixo nível como as Segundas Séries do "Diário da República", sim, aquelas onde os gajos que andaram a apanhar no cu vão para assessores de gabinete, a ganhar 30 salários mínimos, e as filhas e amantes dos senhores-fulanos-de-tal vão, pelo mesmo preço, espelhar toda a sua incompetência para sempre.
O momento mais alto da "Flash" começava com a foto da Dona Adelaide, de Vilar de Maçada, e um título, maravilhoso, digno de Shakespeare, não... Camilo, na fase decadente, que perguntava assim: "É possível sofrer mais?...", e eu, interiormente, pensei,
penso de que,
sim,
porque ainda estamos no fim da Primeira Maioria Absoluta, e o mau, mau, mesmo mau, vai mesmo ser quando começar a Segunda.
A coisa, aliás, está negra: todas as revistas cor-de-rosa estão a ser pagas para relatarem o "drama" de Sócrates.
Parece o branqueamento de Carlos Cruz.
Estava eu nesta de cheio de pena da Dona Adelaide, a "esfolhear" aquela merda, página atrás de página, com o Eduardo -- grande estilo, sim senhor, assim fosse toda a raça madeirense, ficámos fãs um do outro para sempre! -- aparece-me a Eva por detrás, e diz-me que não gostava mesmo nada do que eu escrevia, e eu pensei assim
de que,
"pronto, pagaram a esta gaja, ela vem com um cinto-bomba do Hamas debaixo do vestido, e está a aproveitar estes 3 segundos de suspense, para despoletar a carga, e vai ser o meu último dia...", e comecei a rezar, pai-nosso que estais no céu, em tuas mãos entrego a minha alminha porca, não sei se valerá muito, mas parece que até os ateus, quando soa a sineta, rezam ao pai-santo, mas ela nunca mais puxava o botão, e eu, "anda, despacha-te, não me mantenhas nesta angústia...", até que ela se sai com uma frase que eu achei de antologia, qualquer coisa da terra dela, onde havia uma rua com 3 quilómetros de putas, é assim, eu não conheço nenhuma avenida com três quilómetros de putas, sei lá, excetuada a Avenida da Liberdade, quando eu a desço, mas nesse caso, não são três quilómetros de putas, são três quilómetros de avenida, e sempre a serem descidos pela mesma puta, mas, aí, já eu estava a pensar numa salvação para a crise,
que tal, em vez de fazerem o TGV,
fizessem uma avenida de putas até Madrid, de certeza que teria muito mais passageiros por dia do que o comboio de alta velocidade, e seria um nicho de mercado, inextinguível, tanto mais que se trataria da mais antiga profissão do mundo, exceto as cantilenas do Ferroadas, que ainda está na fase da "Internacional", quando o pessoal compra é o Quim Barreiros, mas era lindo ver o Baby-Boy, mais eu e a Safira, um, da JSD e os outros, Sociais-Cristãos -- eu, uma vez, juro, assaltei uma caixa de esmolas numa Igreja de Bruxelas, no Sablon, deus me perdoe, vou levar isso para a campa comigo... -- até que se sai lá do fundo a Belinha, que já estava com aquele copito que fez a Lúcia ver a Senhora a dançar com o Solzinho, e começa a desbocar, parecia um gargalo de víboras, eu disse assim, "temos tia...", fazia-me lembrar os tempos da Milai com o Bonga, mas isso não posso contar aqui, e diz-me ela assim, sim, porque eu sou vizinha desse trapaceiro, e eu perguntei qual, porque em Portugal isso, de ser trapaceiro, é uma profissão liberal, e deve ter mais efetivos do que a Função Pública, e ela, o Sócrates, que vem naquele BMW roubado, de vidros foscos, enquanto a Câncio sobe a rua, e eu a molhar o pão na foto da Câncio, e depois no molho do marisco, o Poeta Tripa-Seca dizia "ai, qui nojo, cara!...", e a Belinha dizia, porque essa gaja não é nada assim, isso é tudo retocado, tudo Photoshop, ela tem uma cara quadrada, de machona, e isso só me fazia lembrar as histórias da Koki, que insistia que o Sócrates tinha relações SM, com gajas..., mas gajas, na vida do Sócrates, é como cascatas no Darfur, é uma de quinhentos em quinhentos anos, e perguntava o Eduardo, mas tu achas que o gajo consegue montá-la?..., e a mim só vinha a demonstração ab absurdo, que era conseguir provar que era ela que o montava a ele, mas a Belinha não se calava, qual montar o quê?..., a gaja sobe a Braamcamp com um ar miserável, com uma saia de ganga muito curta -- "um cinto", dizia o Eduardo... -- e eu quase que caía da cadeira a rir, porque isto da análise política é uma ciência exata, como o Cálculo Integral, e ela dizia, essa gaja é odiada naquela rua, aliás, são todos odiados, porque a velha -- a Jeová -- corre por lá que envenena as ervas, para ver se os cães das vizinhas morrem, há umas que já estiveram lá, várias vezes, para ir a casa dela, para a descompor, mas é cada uma mais tarada do que a outra, aquilo fica tudo em vacalháguas de cagalhão, o escândalo tinha começado com a vizinha dos 300 metros quadrados dela, e que era duquesa, e tinha um cão de uma raça de que eu não me lembro, acho que era um Hot-Dog, toda a gente na Braamcamp tem hot-dogs, uns cada vez maiores do que os outros, e dizia, "a velha volta a pôr veneno nas ervas e eu mato-a!...", e eu, que subi aquela ruas milhares de vezes, quando ia para a Academia dos Amadores de Música, aprender piano com a Grazy Barbosa, nunca me passou pela cabeça que aquela erva era erva envenenada,
e então,
ela chegou-se a mim, e perguntou-me, muito tia, "olha lá, tu és mesmo de que blogue?...",
e eu,
"bem, eu tenho uma das casas mais difíceis de governar de Portugal, que se chama... "Braganza Mothers"...., e ela aí pôs um ar daqueles do é-hoje-que-vai-tudo-raso, e disse, "ai é, ai sim, então vou-te contar tudo!..."

Aquilo era muito mau: pior do que aquilo, só o boato de que o Portas não suporta a Bichona da Agricultura, porque parece que se resumiu tudo a uma cama mal sucedida, ou, como se diz no jargão da Rua de São Bento, "um broche que assentou mal", ou a história das filhas de Lot, que queriam procriar com o próprio pai, mal viram que a mãe tinha acabado em saleiro.
"Então, é assim: sabes que a velha, a Jeovakas, esteve em Angola, e como aquilo é uma família onde cada um é pior do que o anterior, ela veio-se embora, para o Bairro do Rosário, em Cascais, mas deixou o lacrau lá em baixo, o primo do filho, e o lacrau amigou-se com uma gaja meio-caneca...",
ora toda a gente sabe que os canecos são perigosíssimos, porque como não são de uma raça nem de outra, mal podem, traem "ambas as duas",
mas isso era pura Etnosociologia, porque o que punha a Belinha desvairada é que a mulata tinha posto os cornos à irmã, por ir para a cama com o cunhado, era uma desbocada, daquelas que salivam dos grandes lábios,
a Linette,
do que ela mais gostava era de estar naquelas redes do Deserto do Namibe, a agitar-se com uma folha de palma, enquanto o cunhado da outra lhe abocanhava a rata toda úmida, mas com o balançar da rede, a boca às vezes ia para um lado e a rata para o outro,
enfim,
como Foucault provou, dado o movimento rotativo da Terra, de cada vez que o outro estendia a linguinha para lamber o clit da caneca, já o clit da caneca se tinha deslocado alguns centímetros, por Efeito de Coriolis, de maneira que aquilo era um autêntico Suplício de Sísifo, nem o cunhado lambia, nem a mulata se vinha, mas a coisa era insustentável, porque a crise estava mesmo a avançar, os capitais tóxicos do Conselheiro de Estado (!), Dias Loureiro; a duquesa já tinha morrido, e os hot-dogs sempre envenados pela Dona Adelaide, de repente, com a desvalorização, a duquesa é despromovida a marquesa, e eu disse, "alto lá aí, abrevia a história, senão ainda acabamos de titular em títulos da Zezé Castel'Branco, ou coisa pior: títulos do Tesouro!"...

Juro que já não me ria tanto há meses, porque a mulher do cunhado, no meio do minete, teve tempo de meter-se num avião, ir à fala com a Linette, que só teve tempo de puxar as culottes para cima, e o primo do Sócrates -- mais um... -- como pagamento do encornanço, foi depositar um ramo de rosas vermelhas no "Lando-Rover" da outra.

Filho da Puta.

A Belinha, que adora meter-se com os polícias do Heron-Castilho, os mesmo que guardam o Covil da Paneleira, e convidá-los para virem para manifestações contra o Governo, e eles, coitados, "nós não podemos, por causa da farda...", e ela, "mas tiram a farda e vêm!... -- m'lher, eu hoje contei isto à Laura "Bouche", na inauguração da Exposição do Renan Cepeda, bem à frente da Comendadora Margarida Martins -- NUNCA se manda tirar a farda a um polícia, porque isso é desfazer o fetiche todo, é como aqueles que adoram lamber botas de GNRs e agora já não podem, porque eles com aquelas botinhas ortopédicas, tudo conforto, é a mesma diferença entre lamber as meias pretas da mulher dominadora e as meias de descanso de uma gaja com as pernas cheias de varizes. Isso é pecado, Belinha, puro pecado!...
Entretanto, nesta fase do campeonato, já a Eva me rogou a Praga dos Sete Anos, e estou a ver a Kaotika a dizer "pois, se calhar, sim...", com o mesmo ar angelical -- o Tripa diz que ela tem a mesma maldade daquelas meninas que nunca cresceram, e é verdade -- e eu acrescento que o Kaos é a mesma coisa, mas com a variante voz grossa, enfim, neste momento já os nossos amigos, com o Ferroadas à frente, iam outra vez para a "Internacional", o Eduardo, "ai, no que eu vim cair!...", e eu "pois eu também tenho de ir dormir, ainda tenho dois terços para desfiar, para me limpar dos pecados que cometi hoje, e dos que vou cometer amanhã...."
Coisa notável, acreditem que não se falou da Puta de Gaia -- figura de que já ninguém se lembra --, exceto para dar dois ou três esclarecimentos, que o Baby-Boy ainda não sabia. Lindos.
E assim acabamos: Beijos e abraços para todos, e obrigado por mais uma boa noite da minha vida.
Assim vivamos alegremente para sempre.



P-S - Eva, desculpa o lençol de texto: é o Diazepam... :-)



(Dueto desafinado, no "Arrebenta-SOL" e no "The Braganza Mothers" )

4 commentaires:

Tânia Vanessa disse...

O Menino não percebe nada disto!

Os desgraçados dos envenenados são os Dog - Street e o Bernardo é o primo Tó do Zé (é assim que o chamamos em Cascais, ao pé da Praça de Touros), ex-casado com a Linete que recebeu Luvas no Freeport, eu só lá vou para as comprar que são baratíssimas na Carolina Herrera.

Jocas

Tânia Vanessa

Napeida Currália disse...

Não percebe mesmo nada!
Agora a mandar despir policias,não se faz ADORO Policias aquilo marcha com farda e tudo e o cassetete aihhh!!!! o cassetete

Arrebenta disse...

Querida Vanessa: o grande sucesso dos meus textos deve-se a que metade é verdade e o resto é ditado pela minha imaginação.
A crise começa, quando as pessoas acreditam na minha imaginação, como verdade, e lêem a verdade como se fosse fantasia minha.
Falei bem, ou não falei?... :-)

Napeida Currália disse...

Falou sim querido :-)

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