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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Grandes Êxitos do "The Braganza Mothers I" - "Post-Davos"


Pronto, regressei de Davos, e trago as boas e as más novas.

A primeira, como já deverão ter reparado, é a entrada de uma nova Sherahzzade, para o nosso painel de escritores.

A segunda, é igual à primeira: é que a nova colaboradora foi aqui colocada para manter o blogue debaixo de APERTADA vigilância.

Essa foi a condição de Davos, para que possamos prosseguir, e não resistiu a 5 minutos da minha melhor argumentação.

Eu aceitei: ou era isso, ou uma capitulação total.

Lamento.

Dou outro lado da mesa, estava uma leitura exaustiva dos IPs que têm andado a postar aqui ao longo dos meses, com respectiva responsabilidade civil e criminal.

Estivémos no alto dos montes brancos que se vêem ao fundo: para quem nunca foi convidado para Davos -- eu não devia confessar isto, é como violar os Mistérios de Elêusis, mas vamos lá -- nós somos enfiados em quartos sem comunicação, por cujas janelas temos a imensa visão de um declive branco, como se o Mundo todo se inaugurasse ali. A música ambiente é um pouco misto de Brian Eno com Arvo Part, "Music for High Decisions".

Não gostei de me cruzar com o Eng. Sócrates -- reparem que estou a escrever Eng. sem aspas -- porque ele estava angustiado. Já sabe que o abismo das "suas" causas nacionais está para breve. Foi feita uma enorme injecção de capitais para tentar controlar o efeito das sondagens, mas a mesa económica considerou, com uma abstenção -- que não posso revelar aqui -- que todas as suas decisões estavam a ser calamitosas, e iam, brevemente, ter um cartão amarelo de quem o governa a ele, Engenheiro, e a nós, através da sombra dele. Vi-me, por solidariedade nacional, a ter de lhe dar uma palmadinha nos ombros e dizer-lhe, "eu tinha avisado"...

Foram definidas algumas estratégias intermédias de diversão, mas o "Caso Português" foi considerado, em Davos, uma questão de meses. Em suma, Sócrates durará, quando muito, até ao final do ano, quando o novo Orçamento de Estado vier a revelar a Calamidade que tem sido a sua governação por "power-points" semanais.

Trago mais recados: a equipa de Lurdes Rodrigues, que, todas as manhãs, a aguarda, às 8.30 h. da manhã, para saber que pesadelos lhe enformaram a noite, pode começar a ficar descansada. Em Davos, já ficou claro que não é ela que decide, mas Mariano Gago, que a aconselha em TUDO, o que talvez vos espante. Isso provocou um momento de mal-estar, na Cimeira, mas é a mais pura verdade, como era de esperar: ele usa-a, como cobaia, para o Ensaio Geral do que sonhava fazer no Ensino Superior, embora os prazos, apesar de ligeiramente alargados, poderem, agora, estar completamente obsoletos: em suma, Sócrates passou de moda, em Davos, e com ele, todos os pequenos fantoches que o rodeiam.

Os grandes ratos já abandonaram o barco: Carrilho, o Ogre, partiu para Paris, para fazer "pandam" com Ferro, aliás, tinham mais alíneas do que se julga, em comum. Cravinho foi recolocado. O jogo de poderes Maçonaria/Opus está numa fase de indecisão, porque a pergunta posta em cima da mesa foi "qual de vocês consegue, mais habilmente, assegurar a estabilidade do Sistema Financeiro?..."

A Maçonaria é capaz de traficar, nomeadamente, as armas e os diamantes; a Opus, por preceitos e preconceitos, fica na rectaguarda, a gerar balcões, onde limpar os capitais, mas a China move-se a uma velocidade de cruzeiro, e a Índia vai tornar obsoletos todos os cofres informatizados do Millennium-B.C.P.

De Davos, ainda não saiu o nome que vai substituir Blair, mas tem de ser uma carta muito mais forte, porque o Sistema Inglês serve de Quinta Divisão ao colapso da Vanguarda Americana. Está a ser cada vez mais difícil ocultar a descoberta da erradicação do Vírus da S.I.D.A., e, neste momento, antes de que essa bomba estoire, já se negoceia quem poderá vir a servir de espinha dorsal americana, quando o Fundamentalismo Anglicano for mortalmente atingido por tal notícia. Os laboratórios farmacêuticos triunfaram: fazer passar, para a Opinião Pública mundial, que a inoculação de uma vacina/terapia -- e esta dualidade é a chave -- a ser generalizada, e a ser passada, para a Opinião Pública de cada estado, trará uma duplicação de lucros, muito para além do esperado, mesmo considerando terapias de doença crónica a longo prazo. Entre uma coisa e outra, os laboratórios optaram pelo lucro, apesar do cataclismo do Integralismo.

Obviamente, Bento XVI acabou por ser negociado em cima da mesa, e o Cardeal X... -- peço desculpa -- há limites para o que posso contar -- já levou para o Vaticano a ideia, CERTA, de que o novo pontífice terá de ser um jesuíta, e num prazo curto. Não é por acaso que o Processo de Liquidação da Opus Dei, no seio da Santa Sé, já está em fase avançada.

Achei curioso que a Chanceler Alemã também já soubesse que o Processo de Investigação das Secretas do Sócrates tinha terminado. Vai ser o golpe fatal na Administração Portuguesa, e foi com um certo olhar de pena que muitos dos líderes mundiais olharam para o nosso fraco Primeiro-Ministro. Não é por acaso que Ana Gomes foi muito bem cumprimentada, e por várias legações: arriscamo-nos, em breve, a ter uma Peixeira a substituir, à frente de um Governo de transição, uma Paneleira.

Marques Mendes foi considerado irrelevante, aliás, quem se lembraria de Marques Mendes, no meio de uma negociação com os Dirigentes Pós-Iranianos, cujo contrato político é o de fornecer inesgotável combustível às "Chíndias" da região. A palavra "ayatollah" foi cautelosamente substituída por "Techno-Islamita", e não foi por acaso que o Príncipe Pahlevi se mostrou interessado em concorrer às primeiras eleições presidenciais livres, Pós-Teherão.

Através de Marcello, Balsemão industriou o P.S.D. para o seu período "Pós": a Câmara de Lisboa vai ser o pequeno bloco experimental, no qual a Administração vai ser levada a votos intercalares, para servir de catarse política localizada, e, ao mesmo tempo, ver como se posicionam as restantes forças políticas. É raro falar-se de "Comunismo", em Davos, mas o Post-Fidelismo é já para amanhã, e, no que respeita ao Rectângulo, desta vez, os vereadores vermelhos da Câmara de Lisboa foram dados como técnica e politicamente perdidos. Algum dia haveriam de ter os rabos presos.

A palavra de ordem de Davos é "Mulher". Querem-se mulheres à frente dos Grandes Jogos, para servirem de novo alibi e de despoletamento das tensões internas dos xadrezes políticos. Ségolène Royal irá substuir Le Pen, numa curiosa conjunção entre o discurso encostado ao Radicalismo Nacionalista, e a inércia de um eleitorado de Esquerda, muito bem orquestrado pelos órgãos de Comunicação Social, financiados directamente pela Cimeira.

A moda do Futebol como intoxicadora parece estar a passar de época, e é natural que venha a ser substituída por uma coisa que os entendidos já designam, em Davos, por "Justicialismo de Bancada", ou seja, o mesmo prazer, de outrora, de insultar um árbitro, passará a desviar a adrenalina para a sensação de ver Clubes, Dirigentes e Jogadores a sentarem-se nos bancos dos réus, por outras palavras, é o Adeus ao Porto, a Mourinho e a Cristiano Ronaldo.

No que ao "Braganza" respeita, a negociação foi breve: o "Expresso" bloqueava-nos qualquer tipo de comentários, podíamos, em contrapartida, "postar" no "Sol" -- estranha aliança -- e aqui, mas com a condição de fazer um re-registo de todos os intervenientes, no Omnipresente, Omnisapiente e Omnipotente "Google". Lamento, mas neste momento, em que estou a soldo de Davos, peço-vos que façam a vossa reinscrição, através de emails desse motor. Fazia parte do "upgrade" e da condição prévia, como sabeis, de que o Big Brother se instale, com mais força, sobre as vossas costas.

Peço desculpa, mas é o preço da Contemporaneidade.

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