


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Ontem andava eu com os meus pais em direcção à Universidade Lusófona, no Campo Grande, quando, ao subir aquelas escadas para atravessar a rua pela passadeira superior, vi um objecto cilíndrico de cor nada discreta, afixado no corrimão de segurança com fita cola. Fiquei uns meros cinco segundos a me perguntar o que seria aquilo, pensei logo em bruxaria, mesmo macumba daquelas que os pais-de-santo fazem em oferenda à um exú... No entanto, questionei-me: "mas que raio de macumba é essa que não tem nem cachaça nem farofa muito menos uma galinha assada?..." Pois, realmente não era um trabalho, era sim um vibrador. Meus pais obviamente não entenderam quando eu começei a fotografar aquilo, mas justifiquei-me a dizer que eles nem imaginavam o porquê do tal objecto estar, justamente no Campo Grande... O silêncio e a expressão de curiosidade era inexplicável, aquilo sim eu deveria ter fotografado!
Se calhar, aquilo foi de uma bicha desportista, daquelas muito sérias, que vão practicar jogging ao fim da tarde, depois do expediente, quando despem-se dos fatos e vestem um fato de treino, ou então aqueles shorts bem curtos da Speedo, e entre esse meio termo, enfiam objectos como o de cima (ou maior e mais grosso), lá no peidante, e vão "inocentemente" para o Campo Grande, correr muito giras e muito desapercebidas. A explicação mais lógica que consigo encaixar, deve ser quando o heterossexual-passivo-pai-de-três-filhos-ou-dois-também-gosta, deveria estar a levar no c* quando algum velho enrugado e corcunda, daqueles que ficam para cuidar do jardim, deve ter aparecido...
Enfim, isso dava um filme giro. Por enquanto fica só na minha imaginação.
E tenho uma muito má, já aviso desde agora.