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sábado, 24 de janeiro de 2009

Sensação Descoberta...


Estes últimos anos têm-me corrido mal… Talvez tenha conseguido descobrir o que mais me tem atormentado e, supostamente, não sei se me conseguirá aliviar estão tensão negativa que me deprime e magoa, mas creio ter identificado o que sinto e, se calhar, é o primeiro passo para conseguir alcançar o estado de ataraxia necessário à minha sobrevivência intelectual. Tendo vivido confrontado com uma raiva interior em relação ao que vejo no meu país e às coisas que sobre ele vou sabendo, parecia-me que havia em mim um sentimento muito forte que não sabia descrever convenientemente.
Os últimos dias foram pesadamente cáusticos e entre as notícias de corrupção e de incompetências, tão grosseiras que só podem esconder ainda mais corrupção e vendo uma prepotência tão cínica e arrogante, que só pode advir de um sentimento de confiança na absoluta impunidade e servilismo, em que já nem se colocam máscaras tal é o avançado estado das coisas e, pelo contrário, parece fazer-se alarde desse estado de podridão para demonstrar à saciedade o que é viver gozando com as leis e com todo um povo, como se estivessem num concurso público de vigarice e pulhice, onde a única regra é não haver regras e nem o céu e o inferno são limites, descobri que o que sinto é nojo.
Nojo, por ver o que vejo e que todos vêm sem se parecerem importar nada, nojo pelo cheiro pútrido a que todo o país tresanda, nojo por aqueles que vejo rir nos seus corcéis dourados, nojo pelos outros que rapam o fundo das panelas comidas pelos risonhos que as comeram e pouco mais deixaram que os restos da sua baba peçonhenta, nojo por não ver vergonha, nojo por não ver revolta, nojo por pensar que terei que criar os meus filhos, sem saber como, neste país nojento em que tudo à minha volta me enoja e em que a minha própria esperança me mete nojo. Portugal tornou-se nisso e não vislumbro remissão sem que o sangue da canalha miserável que vai rindo lave os prostíbulos onde nasceram, vivem e nos comem e onde o seu sémen abominavelmente peganhento ainda vai secando.



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

sábado, 10 de janeiro de 2009

Grandes Êxitos do "The Braganza Mothers I": "Voando na "BRA", com José Sócrates e Elsa Raposo"

Eu sei que isto não é a melhor maneira de começar o ano, mas venho cheio de "lag" às costas, os fusos horários todos trocados e meia hora de sono e cima.

Adiante.

Confesso que sempre achei que havia, em José Sócrates, muito de Elsa Raposo: a mesma quantidade de base nas bochechas, a mesma face sem barba, a mesma voz de saltos altos, o mesmo cabelo, sempre a tentar mudar de cor, mas a ficar na mesma, o mesmo ardor carinhoso em abrir as coxas para receber um homem novo. Há muita comutatividade nisto: se A=B, logo B=A, e imensa transividade: se A=B, e B=C, então A também terá de ser igual a C. Logo, sendo Sócrates igual a Elsa Raposo, então também será igual a Bocarra Guimarães, que, por sua vez, sendo igual a Francisco José Viegas, também é igual a Clara Pinto na Rata, igual a Saramago, a Pacheco Pereira, a Diana Andringa, a Cláudio Ramos, e a Pinto da Costa, logo, abreviando se A=Z, então, percorremos, numa só penachada, o alfabeto inteiro do Cocó Nacional.
Tudo isto seria um sonho, se não fosse na hora do "check-in" descobrir que, na Promoção da "Abreu", Salvador da Bahia, por 2400 € (tudo incluído, inclusivé o "Réveillon com a rolha de cortiça negra do baiano toda enterrada atrás) já não havia lugar à janela, e ficar no horrível 21B, entre o 21A e o 21C, sendo, para o caso, 21A, a Elsa Raposo, e o 21C, a Nossa Senhora dos Duches, como está, muito boa tarde, eu sei que vão ser 8 h e 30 m. de suplício disto, mas quem pode pode, o difícil estava em começar a conversa, eu, como o mais novo, não queria tomar a palavra, mas a partir das 2 horas, quando o Pico de Tenerife começa a assomar à direita, negro como a alma do Secretário Geral do P.S., tive mesmo de perguntar, então, vem com os seus dois filhinhos, mais o irmão, e a Srª. Dona Fernando Câncio ficou em terra desta vez?..., pois tinha mesmo ficado, época de contenção, o saco azul da Presidência do Conselho de Ministros só dava para 4 x 2500 €, havia que cortar nalguma coisa, com 400 € só havia lugar para a Câncio no porão, ou enrolada num cobertor, no trem de aterragem do "Boeing" da BRA, mas era assim que morriam os pretos todos do Togo e do Senegal, era um mau fim para aquela voz de liberdade e isenção jornalística, ficou em terra, aliás, como fica sempre, a sair pela porta do cavalo dos armazéns de peças, glória fácil, vergonha máxima, sabe, disse-me a Socratina, chegámos ao fim de 2006 e verificámos, eu e o Ministro da Propaganda, que ela não estava a render nada, quanto mais se falava nela, mais eu ficava com a fama de paneleiro encapotado, a tentar esconder a mazela..., e eu, pois, sabe, eu tenho um blogue, e estou farto de defender isso em tese, acho que se você quer esconder as suas tendências, salvo seja, deve fazer como a sua colega de Partido a Professora Carrilha, Catedrática, por obra e graça do Aventalinho, da Universinova Nódoa de Lisboa, e apostar numa cavalona mais forte, a Câncio é muito apagada e já trazia de trás aquela fama da irmã (?), a Isabel, fressureira, q.b., arranjadora de homens do belo sexo para apreciadores do sexo viril, suponho que -- e aqui pisquei o olho -- suponho que a grande aposta dos Serviços de Propaganda e Imagem seja agora a nossa adorável Elsa Raposo, e olhei para o 21C, e ela, dengosa, respondeu-me com um esgar de botox que suponho fosse de anuência -- anuência é muito caro para ela, pronto, fez-me um "sim-sim" com as extensões louras, não pode mexer muito o couro cabeludo, porque aquilo pode despregar-se e ficar como o último retrato de família do escalpe do Touro Sentado, no caso vertente, da Vaca Sentada, "Sitting Cow"...
Portanto, continuei eu, lá vamos nós para Salvador, e ele, é verdade, e ela, vai ser um salve-se quem puder, já conhece o Elevador Lacerda?..., e eu, claro que sim, é tudo hidráulico, parece aqueles vibradores em forma de coluna dórica das sex-shops de Downtown, na "Big Apple", mas em cor de pau santo, com lubrificante de vinho de caju, já me parece estar a ver o mulato deitado em cima do colchão e a nossa Primeira-Ministra assentada em cima do pistão, para cima, e para baixo, a fazer de Elevador Lacerda, aos guinchinhos, tipo as crises nervosas da Carolina Salgado, a apanhar com a fivela.
Depois, uma pausa.
E eu, acha que é algum presságio três putas aqui sentadas, a caminho do mesmo destino, e a Nossa Senhora dos Duches, pois, quem p(h)ode p(h)ode, já experimentou escrever um palavrão nos blogues do "Sol"?... Aquilo é horrível, se se puser lá "puta", "cabrão", "paneleiro", "Vítor Constâncio", "foder" é tudo imediatamente substituído por asteriscos... é uma falta de liberdade de expressão, e garanto-lhe que, em 2007, ainda vai haver menos, porque eu não posso ter os meus dois filhos a abrir qualquer blogue, mesmo dos ranhosos, e aparecer logo o nome do pai sempre com asteriscos à frente...
Aqui, veio o "hospedeiro" de bordo perguntar se aceitávamos água -- eu sei, não é lapso: é que a BRA sofre do mesmo problema da TAP, sempre que abre concurso para comissários de bordo, só consegue arranjar "hospedeiras" de ambos os sexos, com uns a disfarçarem melhor do que os outros, outros já nem sequer disfarçam, em 2013, o Fim do Mundo Maia só vai haver mulheres e homens passivos, vai ser a entrada dura e pura na Era do Vibrador -- eu não aceitava água, então, ela, ao ver ali três figuras de Estado e Esquina, achou-se na obrigação de dizer que também vinha a bordo o Marques Mendes, e eu, que sou um guloso dessas coisas, fiz logo um ângulo de 180 graus para todos os lados, e ela, não, não, não está aqui, na Classe Executiva, vem lá atrás, ao pé da tripulação, num cestinho de grade, porta-animais, se quiserem lá ir fazer-lhe uma festa, podem ir, no intervalo do "breaking"..., longe vão os tempos em que serviam faisão, ou lagosta na "Continental Airlines", com hospedeiras decadentes, ao nível da Oprah, a sentarem-se no chão, para nos darem tudo do que precisássemos, aqui, para o Senhor Primeiro-Ministro, traga massa com molho de manteiga e queijo fundido espanhol, e vinho, só argentino, "Malbec" -- em minha honra, que vinha todo enfrascado nesse odor do "Boticário" -- diz-me a Raposo, você cheira bem, e eu, pois é verdade, e gostava de poder dizer o mesmo de vocês os dois, mas a minha deontologia impede-mo profundamente, paciência, fica para outra incarnação, e a Socratina, posso dar uma baforada de "Malbec"?..., e eu, claro, aliás, convém que dêem ambos umas baforadas de "Malbec", não vá, quando chegarem a Salvador da Bahia, e o mulato andar a rolar de quarto em quarto, a menina dizer... hmmmm... você ainda cheira a Sócrates, ou, vice-versa, quando Sua Excelência o Primeiro-Ministro de Portugal, estiver a fazer o número do Elevador Lacerda, todo sentado no pistão do negrão, ainda lhe cheirar ainda o negrão a "Distron" de Elsa Raposo.
Depois, veio aquela pausa horrível do pós-almoço, ninguém sabe o que dizer, fomos para o jogo da garrafa, fazer rodar a "Malbec" vazia, a ver quem tinha a cona mais larga, o gargalo -- Deus não joga aos dados, como dizia Einstein... -- o gargalo a apontar logo para a Nossa Senhora dos Duches, e eu a fazer-me de púdica -- uma Mãe de Braganza -- não acredito que Vossa Excelência tenha a cona mais larga do que a Elsa Raposo... e só me vinham sorrisos de ambos os lados, sorrisos das virgens prudentes, parecia o Grande Portal da Catedral de Ratisbona, vamos ao teste do algodão, disse à Socratina que se pusesse de gatas no assento, e baixasse as calças, para eu meter o dedo, mas Alá é grande, foi justo no tempo em que há as turbulências, aquele "arioplano" a atravessar os Equadores, onde os grandiosos Ventos Alíseos dão de conas uns com os outros, e tudo balança, em dois segundos, apanhei-me com o braço enterrado, até ao cotovelo, no esfíncter de Sua Excelência, isto tudo, no meio dos sinais sonoros de apertar o cinto, a outra de gatas, e eu com o braço a dar o nó lá dentro, a Elsa Raposo aflita, chama-se, não se chama a hospedeira, como explicar a uma hospedeira da BRA que aquilo era uma pequena epígrafe e sinopse da História Política Portuguesa Contemporânea..., o Ministro da Presidência e da Propaganda a fazer-lhe sinais da fila do fundo, se filmavam aquilo e passavam na SIC Notícias era coisa para falatório de dois meses, mas isso era o que importava menos à Senhora dos Duches, só me dizia, "Ismael, arrebentas-me toda!..." e rosnava como uma gatinha, ora, eu, de Ismael coisa nenhuma tenho, excepto aquele triste filme de ter o braço todo enterrado na bunda da Maioria Absoluta, na SIC, não passava, de certeza, porque o jornalista caneco, irmão do Ministro caneco, dava logo a grande ordem monhé do "corta-corta", no máximo, aquilo era transformado em mais uma previsão do Banco de Portugal, em forma de endoscopia do Crescimento Económico Sustentado, felizmente, lá veio um contra-sacolejão, o braço saiu, e todos nos pusémos em pose de estado, com se nada fosse, ou tivesse sido, dizendo a Dos Duches, num tom de Crónica da Tomada de Lysboa, que calores que aqui estão...
Ao fim das seis horas, vem a tesão do quarto de dia, começa a Senhora dos Duches a saltitar de sanitário em sanitário -- na Executiva já ela sabe que não caça nada, as finas gostam das grossas, e na Executiva só há finas em busca de grossas... -- toca de afastar o cortinão e atacar nos wcs da Turística, e é aí que eu me viro para a Elsa Raposo, um pouco mais contida, e a dizer-lhe, ninguém segura esta "m'lher"?... Pois, dizia ela (pausa) Já viu o meu último filme?..., e eu, não, foi convidada pelo Manoel de Oliveira?... E ela, não, é uma coisa mais ligeirinha, só um hora de mete-e-tira, ele é completamente miserável, mau professor de surf e péssimo surfista das minhas pregas... O sonoro tive eu de o assegurar todo, aqueles gritos falsíssimos, parecia a nossa amiga dos Duches, nos Congressos das Novas Oportunidades, mas está a vender bem, aliás, parte desta viagem já foi paga com uns "makings-offs" do filme... Estranho, pensava eu, como toda a gente adorava filmes naquela banca: os meus argumentos, o filme da Elsa, os inéditos do Jaime Gama, do Paulo Pedroso e do Ferro, só à espera de que o "apito Dourado" fizesse apagar o "Casa Pia", para poderem passar no "RTP-Memória". E continuei: dizem que você se comporta como uma grande badalhoca... , não querido, só revelei ali a minha verdadeira intimidade, badalhoca é "essa", que está assentada ao seu lado no 21A, e não larga as casas de banho. Parece um Paulo Portas dos 12000 pés de altitude...
E era já nessa frase que estava toda a sabedoria, a sabedoria de uma mulher sem quaisquer estudos, ou princípios, excepto a Universidade Livre Horizontal, e que tinha acabado de enunciar ali o célebre Paradoxo de Bose-Einstein: se, com duas moedas, atirarmos ambas ao ar, temos quatro hipóteses de combinação: Cara/Cara; Cara/Coroa; Coroa/Cara e Coroa/Coroa, mas, se não distinguirmos as duas moedas, só veremos três combinações: Cara/Cara; Cara/Coroa e Coroa/Coroa, ou seja, a 12 000 pés de altitude, e, na ausência dos Duches, o Eng. José Sócrates, qual Paulo Portas, atacava desesperadamente nos sanitários, ou seja, Satyendra Nath Bose estava completamente certo. Bastava a fome apertar, e ambas as moedas políticas se tornavam indistinguíveis, ou, pior ainda, ali só havias Caras e Coroas: os "Coroas", que sustentavam a putice da Raposo, com um velho, por detrás, a pagar-lhe sempre um corropio de homens novos e arrendados à hora, e as outras, a tentarem, para evitar estar sempre de costas, a tentarem uns faciais, fosse de boca, fosse "face to face", deitadas de costas, com o mangalhão baiano do Ano Novo a enrabá-las com força, "elas", de joelhos dobrados, e patas para cima, a baterem na cabeceira da cama, na Posição do Frango Assado, que não é para qualquer um, mas só para certos políticos de Maioria e Desvergonha Absolutas.
"Go to Hell", Sócrates!..., e um Bom Ano, para todos os nossos colaboradores e leitores, neste ciclo -- e ainda hoje começou -- já, claramente, doentio de 2007.

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